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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Pessoas especiais para um serviço especial






Os levitas foram formalmente consagrados ao sacerdócio após muitos israelitas no deserto terem se voltado para a adoração de ídolos enquanto Moisés estava se comunicando com Deus no Monte Sinai (Êx 32). 


Os levitas permaneceram firmes e não tomaram parte nessa idolatria. Até mataram três mil daqueles que estavam descontrolados, seguindo a ordem de Moisés 


(Êx. 32:25-29). -  Vendo Moisés que o povo estava desenfreado, pois Arão o deixara à solta para vergonha no meio dos seus inimigos, pôs-se em pé à entrada do arraial e disse: Quem é do SENHOR venha até mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi, aos quais disse: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Cada um cinja a espada sobre o lado, passai e tornai a passar pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, cada um, a seu amigo, e cada um, a seu vizinho. E fizeram os filhos de Levi segundo a palavra de Moisés; e caíram do povo, naquele dia, uns três mil homens. Pois Moisés dissera: Consagrai-vos, hoje, ao SENHOR; cada um contra o seu filho e contra o seu irmão, para que ele vos conceda, hoje, bênção. 


Consequentemente, Moisés lhes disse: “Hoje vocês mataram os seus filhos e os seus irmãos e assim se consagraram como sacerdotes para o serviço de Deus, o Senhor. E, porque vocês fizeram isso, Deus lhes deu hoje uma bênção” (verso 29).


Levi teve três filhos – Gérson, Coate e Merari. Desses ramos da família, os levitas foram organizados em três níveis de serviço: 


“O primeiro nível era composto de Arão e sua posteridade, que eram descendentes de Coate. Eles formaram o sacerdócio. 


O segundo nível consistia dos descendentes de Coate que não eram descendentes de Arão. Eles ficaram encarregados das partes mais sagradas do tabernáculo (Nm 3:27-31; 4:4-15; 7:9). 


O terceiro nível consistia de todos os descendentes de Gérson e Merari, a quem foram confiados deveres menores (Nm 3:21-26, 33-37).”*


Enquanto as pessoas estavam do lado de fora do santuário, os levitas ficavam muito ocupados lá dentro. A um deles, o chefe da tribo e sumo sacerdote perante o Senhor para todas as tribos, era permitido e ordenado que entrasse no Lugar Santíssimo. Sabemos que os lugares santos feitos por mãos eram figuras do verdadeiro santuário no Céu 


(Hb 9:23, 24).  -  Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores. Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus; 


Da mesma forma, há pessoas na Terra a quem Deus escolheu para se aproximar dEle. Deus declarou através de Pedro: “Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas dAquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9, NVI). Esse verso nos diz que não devemos nos contentar com o fato de sermos especiais diante de Deus, nem nos encher de justiça própria por causa disso. Devemos, sim, declarar Sua glória e falar sobre a maneira pela qual Ele nos tirou das trevas.


*Priests and Levites. Wayne Blank. www.keyway.ca/htm2002/20020205.htm (extraído em 14 de outubro de 2008).


Mãos à Bíblia
Em Números 18:1-7, o Senhor deixou claro que era Ele quem designava pessoas para determinadas posições. Talvez essa ênfase tenha sido dada por causa dos problemas anteriores, não só com Corá e seus asseclas, mas também com Miriã e Arão. E não deveria haver dúvidas sobre por que essas pessoas desempenhavam aquelas funções. Elas estavam lá porque Deus as pusera lá – e ponto final.


3. Que palavra é usada para descrever o que os levitas significavam para o sacerdócio, e o que o sacerdócio significava para a família de Arão? Que lições devemos tirar daqui? 


Nm 18:7   -  Mas tu e teus filhos contigo atendereis ao vosso sacerdócio em tudo concernente ao altar, e ao que estiver para dentro do véu, isto é vosso serviço; eu vos tenho entregue o vosso sacerdócio por ofício como dádiva; porém o estranho que se aproximar morrerá.


Jeimpea T. Rodriguez | Muntinlupa, Filipinas






segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Ser alguém que dá com alegria







Deus designou os sacerdotes e levitas para distintos papéis e responsabilidades quanto à administração do santuário. Ele desejava que os filhos de Israel apoiassem esses obreiros do santuário com porções de seus sacrifícios. Contudo, até os levitas deviam dar o dízimo do que recebiam.


Deus é tão bom para nós! Ele sempre abençoa cada um de nós de acordo com nossas necessidades. Portanto, precisamos ser fiéis em servi-Lo e em devolver o que é dEle. Como podemos fazer isso? Como podemos ser pessoas que doam com alegria?


Seja honesto. 


A honestidade não é apenas uma série de bons atos, mas uma atitude que abarca toda a vida. A Bíblia diz que quem é fiel em assuntos pequenos será fiel nos maiores (Lc 16:10, 11).  Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. Se, pois, não vos tornastes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza?


Devolvendo o dízimo fielmente, estamos sendo honestos com Deus.


Seja fiel. 


Lucas 12:42-48. Disse o Senhor: Quem é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor confiará os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Verdadeiramente, vos digo que lhe confiará todos os seus bens. Mas, se aquele servo disser consigo mesmo: Meu senhor tarda em vir, e passar a espancar os criados e as criadas, a comer, a beber e a embriagar-se, virá o senhor daquele servo, em dia em que não o espera e em hora que não sabe, e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os infiéis. Aquele servo, porém, que conheceu a vontade de seu senhor e não se aprontou, nem fez segundo a sua vontade será punido com muitos açoites. Aquele, porém, que não soube a vontade do seu senhor e fez coisas dignas de reprovação levará poucos açoites. Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão.


Esses versos nos ensinam que daquele a quem muito é dado, muito será exigido, e daquele a quem muito é confiado, muito será pedido. Quando pequenos, muitos de nós aprendemos de nossos pais que devemos cuidar de nossas coisas, e que se não cuidarmos de nossos brinquedos, ninguém deixará que lidemos com os brinquedos de outra pessoa. O ensino de Jesus vai um passo além: como Seus servos, a fidelidade em lidarmos com Sua propriedade nos qualifica a lidar com o que é nosso.


Seja generoso sem esperar nada em troca. 


Como cristãos, devemos praticar esta atitude altruísta assim como a viúva o fez em Marcos 12:41-44. Assentado diante do gazofilácio, observava Jesus como o povo lançava ali o dinheiro. Ora, muitos ricos depositavam grandes quantias. Vindo, porém, uma viúva pobre, depositou duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante. E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes. Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento.


Ela deu tudo o que tinha apesar de sua condição humilde, mas não esperou nada em troca. Quando damos ao Senhor, deve ser nosso desejo fazê-lo, não só porque outras pessoas nos disseram que devíamos fazê-lo, ou porque se espera que o façamos.


Doe com alegria. 


Jesus dá com alegria. Seu imenso amor nos leva a doar com alegria. Ele nos concede tempo e talentos para proclamarmos Sua mensagem. Até Se sacrificou para salvar-nos. E quanto a você? Tem sido um mordomo fiel? Está usando suas capacidades para apressar a volta de Jesus? Seu dízimo está em dia? Hoje é o momento certo para darmos com alegria, para agradecermos a Jesus por deixar que nós, administradores de Sua vasta riqueza, partilhássemos Suas bênçãos com outros.


Mãos à Bíblia
7. O sacrifício de uma novilha de vermelho puro que nunca tivesse levado jugo é a cerimônia mais estranha no sistema do santuário de Israel 


(Nm 19:1-10). Disse mais o SENHOR a Moisés e a Arão: Esta é uma prescrição da lei que o SENHOR ordenou, dizendo: Dize aos filhos de Israel que vos tragam uma novilha vermelha, perfeita, sem defeito, que não tenha ainda levado jugo. Entregá-la-eis a Eleazar, o sacerdote; este a tirará para fora do arraial, e será imolada diante dele. Eleazar, o sacerdote, tomará do sangue com o dedo e dele aspergirá para a frente da tenda da congregação sete vezes. À vista dele, será queimada a novilha; o couro, a carne, o sangue e o excremento, tudo se queimará. E o sacerdote, tomando pau de cedro, hissopo e estofo carmesim, os lançará no meio do fogo que queima a novilha. Então, o sacerdote lavará as vestes, e banhará o seu corpo em água, e, depois, entrará no arraial, e será imundo até à tarde. Também o que a queimou lavará as suas vestes com água, e em água banhará o seu corpo, e imundo será até à tarde. Um homem limpo ajuntará a cinza da novilha e a depositará fora do arraial, num lugar limpo, e será ela guardada para a congregação dos filhos de Israel, para a água purificadora; é oferta pelo pecado. O que apanhou a cinza da novilha lavará as vestes e será imundo até à tarde; isto será por estatuto perpétuo aos filhos de Israel e ao estrangeiro que habita no meio deles.


Que lições podemos aprender desse ritual?


A novilha deveria ser vermelha, símbolo de sangue, obviamente, sangue de Cristo. Tinha também que ser sem marca e nunca haver levado jugo – outro símbolo de Cristo, que realizou um sacrifício imaculado. Não havia nenhum jugo obrigatório sobre Ele, pois Ele era independente e acima de toda lei. A novilha sacrifical era levada para fora do acampamento e morta. 


Assim, Cristo sofreu fora das portas de Jerusalém (Hb 13:12 - Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta.) 
mostrando que Ele não morreu unicamente pelos hebreus, mas por toda a humanidade (Rm 5:12-20  -  Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei. Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir. Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos. O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou; porque o julgamento derivou de uma só ofensa, para a condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação. Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, . 
O sacerdote tomava em suas mãos o sangue vertido do corpo da novilha e o aspergia sete vezes em direção ao tabernáculo. 


Assim, Cristo, depois de derramar Seu sangue precioso, ministra no santuário celestial em favor do pecador (veja Hb 10:21-23  -  e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel.)
A água purificadora, aspergida sobre os impuros, simbolizava o sangue de Cristo derramado para nos purificar das impurezas morais.


Irene F. Fornoles | Muntinlupa, Filipinas







quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Planejando antecipadamente











“Em vez disso, eu disse aos seus filhos: ‘Não guardem as leis que os seus antepassados fizeram; não sigam os costumes deles, nem se manchem com os seus ídolos. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês. Obedeçam às Minhas leis e aos Meus mandamentos. Façam do sábado um dia sagrado, de modo que seja um sinal da aliança que fizemos. O sábado fará com que lembrem que Eu sou o Senhor, o Deus de vocês’” (Ez 20:18-20).


Prévia da semana: Podemos ser sempre agradecidos porque nosso Deus é um Deus de ordem e detalhe tanto em misericórdia como em justiça.








Será que sou sonâmbula?


Eu tinha me oferecido para fazer o serviço menos popular em meu local de trabalho. Era no andar de baixo, num lugar frio, sujo e barulhento. Mas eu estaria sozinha, e sabia que precisaria de tempo a sós com Deus. Sempre peço a Deus que esteja comigo, mas depois passo o dia como se Ele estivesse bem longe.“O Senhor está aqui, Deus?” Perguntei, quando cheguei lá embaixo. Tudo dentro de mim estava alerta para a confirmação de Sua presença.


Momentos depois, Kesavan, um colega de trabalho que é Hare Krishna, passou por ali e parou. Ele é gentil, humilde e amável, e já tivemos muitas conversas agradáveis sobre Deus. Nessa ocasião, ele perceptivelmente perguntou se eu tinha me oferecido para fazer esse serviço para poder ler e orar! 


Começamos a conversar sobre Deus. Exprimi em voz alta o pensamento de que talvez pudéssemos ter uma conversa a três – eu, Kesavan e Deus.


Exultamos com a sublimidade dessas ideias, e quando ele se voltou para ir embora, disse: “Agora eu sei que Deus me enviou aqui para conversar com você, porque fui abençoado.”


Deus! Cultivar a consciência de Sua presença é tão emocionante! Ontem, saí correndo de casa, atrasada para uma programação à noite na igreja. No carro, a música tocava, lamentosa: “Por favor, lembre-se de Mim.” Exatamente nesse momento, eu a vi a lua, prateada e gloriosa, aparecendo atrás da silhueta de colinas distantes. Parei. “Oh, Deus, sinto muito”, orei. “Ajuda-me a lembrar do Senhor a cada momento do meu dia.” Quão curta é minha memória!


O santuário deve ter sido uma visão incrível no deserto, representando a glória de Deus e contando a história da salvação por meio de seus serviços, sacrifícios e símbolos. Como ele deve ter dirigido os olhos das pessoas para o Céu, enquanto elas viajavam pelo triste deserto em direção à terra prometida. 


Contudo, mesmo com tudo isso, Deus instruiu os filhos de Israel a usar borlas (pingentes) em suas vestes para lembrá-los de obedecer a Seus mandamentos.


Hoje vivemos num mundo cheio de distrações. Porém, Deus está em toda parte. Ele nos fala através do pôr do sol e do nascer do sol, do arco-íris, do oceano, do surgimento da lua e das amizades. Mesmo assim, algo me diz que talvez eu precise usar uma borla.


Nesta semana, aprenderemos o que o livro de Números tem a nos ensinar sobre a importância de nos lembrarmos de Deus e sobre a maneira de fazer isso.


Mãos à Bíblia
1. Que ofertas deveriam ser feitas, além das de animais? O que representavam? 


Nm 15:1-10, 18-21   -  Disse o SENHOR a Moisés: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra das vossas habitações, que eu vos hei de dar, e ao SENHOR fizerdes oferta queimada, holocausto ou sacrifício, em cumprimento de um voto ou em oferta voluntária, ou, nas vossas festas fixas, apresentardes ao SENHOR aroma agradável com o sacrifício de gado e ovelhas, então, aquele que apresentar a sua oferta ao SENHOR, por oferta de manjares, trará a décima parte de um efa de flor de farinha, misturada com a quarta parte de um him de azeite. E de vinho para libação prepararás a quarta parte de um him para cada cordeiro, além do holocausto ou do sacrifício. Para cada carneiro prepararás uma oferta de manjares de duas décimas de um efa de flor de farinha, misturada com a terça parte de um him de azeite; e de vinho para a libação oferecerás a terça parte de um him ao SENHOR, em aroma agradável. Quando preparares novilho para holocausto ou sacrifício, em cumprimento de um voto ou um sacrifício pacífico ao SENHOR, com o novilho, trarás uma oferta de manjares de três décimas de um efa de flor de farinha, misturada com a metade de um him de azeite, e de vinho para a libação trarás a metade de um him, oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR.     -            Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando chegardes à terra em que vos farei entrar, ao comerdes do pão da terra, apresentareis oferta ao SENHOR. Das primícias da vossa farinha grossa apresentareis um bolo como oferta; como oferta da eira, assim o apresentareis. Das primícias da vossa farinha grossa apresentareis ao SENHOR oferta nas vossas gerações.


O termo hebraico traduzido como “manjares/cereais” é minchah, que significa oferta ou tributo. Incluía farinha, azeite e vinho, representando a gratidão do ofertante pelas bênçãos de Deus nos campos e colheitas (veja Dt 8:18)  -  Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê.


2. Como o apóstolo Paulo aplicou esse conceito nos tempos do Novo Testamento? 


Rm 12:1; -  Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 


2Co 2:15, 16;  -  Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem. Para com estes, cheiro de morte para morte; para com aqueles, aroma de vida para vida. Quem, porém, é suficiente para estas coisas? 


Ef 5:2 -  e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.


Jenelle Hockley | Perth, Austrália







União por meio de uma borla (pingente)





A princípio, as leis de Números 15 parecem fora de lugar em meio ao resto da narrativa. Essas leis, contudo, revelam um Deus fiel que deseja o companheirismo de Seus filhos e que os chama à obediência após os desastrosos eventos do capítulo 14.


O chamado de Deus à obediência veio na forma de um lembrete físico para os israelitas. Eles deviam incorporar um cordão azul (literalmente “violeta”) em borlas (pingentes), que deviam colocar nas pontas de suas vestes. Essas borlas, com seu cordão azul, deviam ser um constante lembrete: “Farão com que vocês lembrem de todos os Meus mandamentos e os sigam em tudo. Assim, vocês serão um povo separado só para Mim” (versos 39 e 40).


A obediência aos mandamentos de Deus é um sinal de nosso amor por Ele. O sábado era um teste, ou sinal de obediência. João 14:21 diz: “A pessoa que aceita e obedece aos Meus mandamentos prova que Me ama. E a pessoa que Me ama será amada pelo Meu Pai, e Eu também a amarei e lhe mostrarei quem sou.”


Era significativo o fato de que as borlas eram colocadas na barra da roupa. Em tempos antigos, a barra de uma roupa era considerada uma extensão daquela pessoa. Dessa forma, a obediência a Deus era uma extensão da pessoa. Que características e prioridades são uma extensão nossa?


Estamos vivendo durante um tempo de êxodo espiritual. Aguardamos a terra prometida do Céu. E assim como com os israelitas, Deus deseja ter companheirismo conosco.


O companheirismo com Deus forma o alicerce para a obediência e molda nossa atitude para com o ato de doar. Esse não deve ser algo frio, mas (como as ofertas mencionadas em Números 15) deve-se doar o produto puro, o que aponta para Jesus, que Se ofereceu sem mácula a Deus (Hb 9:13, 14).


Quando seguimos as leis que Deus deseja gravar em nossa mente e escrever em nosso coração, Ele nos dá uma vida abundante. Ele nos chama a viver “em amor, como também Cristo nos amou e Se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus” (Ef 5:2, NVI).


Mãos à Bíblia
3. Que mandamentos específicos foram dados à segunda geração de israelitas quando esperavam se estabelecer em Canaã? 


Nm 15:14-16. - Se também morar convosco algum estrangeiro ou quem quer que estiver entre vós durante as vossas gerações, e trouxer uma oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR, como vós fizerdes, assim fará ele. Quanto à congregação, haja apenas um estatuto, tanto para vós outros como para o estrangeiro que morar entre vós, por estatuto perpétuo nas vossas gerações; como vós sois, assim será o estrangeiro perante o SENHOR. A mesma lei e o mesmo rito haverá para vós outros e para o estrangeiro que mora convosco. 


Como esse mesmo princípio se revelou no Novo Testamento? 


Gl 3:26-29;  -  Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa. 


Cl 3:11   -  no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos.


Estrangeiros seriam aqueles que, habitando entre os israelitas, aceitassem plenamente a fé e, no caso dos homens, fossem circuncidados apropriadamente. Eles deveriam ser tratados e amados como se fossem israelitas. “A mesma lei” ou “ordenança” se aplicará tanto “a vocês como ao estrangeiro residente” (Nm 15:16, NVI). Admirável inclusividade!


4. Na oração de dedicação, proferida na inauguração do primeiro templo, que pedido fez Salomão a Deus com respeito aos não israelitas? 


1Rs 8:41-43. -  Também ao estrangeiro, que não for do teu povo de Israel, porém vier de terras remotas, por amor do teu nome (porque ouvirão do teu grande nome, e da tua mão poderosa, e do teu braço estendido), e orar, voltado para esta casa, ouve tu nos céus, lugar da tua habitação, e faze tudo o que o estrangeiro te pedir, a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, para te temerem como o teu povo de Israel e para saberem que esta casa, que eu edifiquei, é chamada pelo teu nome.


O que disse Isaías sobre os estrangeiros que buscassem adorar no templo?


Is 56:6, 7  -  Aos estrangeiros que se chegam ao SENHOR, para o servirem e para amarem o nome do SENHOR, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos. 


Suzanne McDonald | Perth, Austrália






segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Natureza humana – ainda a mesma!







O tema se repete, ecoando como um irritante estribilho ao longo dos séculos, seja em Gênesis, Êxodo ou hoje – “Fiz as coisas do meu jeito.” Primeiro, prestamos serviço de lábios ao jeito de Deus fazer as coisas, mas depois nossa própria vontade assume o comando. Considere, então, os resultados:


“A mistura de gente que com os israelitas subira do Egito era uma fonte contínua de tentação e dificuldades. Professavam ter renunciado à idolatria, e adorar o verdadeiro Deus; mas sua primitiva educação e ensino lhes haviam modelado os hábitos de caráter, e estavam mais ou menos corrompidos pela idolatria e irreverência para com Deus. Eram os que mais frequentemente suscitavam contendas e os primeiros a queixar-se, e contaminavam o acampamento com suas práticas idólatras e murmurações contra Deus.


“Logo depois da volta ao deserto, ocorreu um caso de violação do sábado, sob circunstâncias que o tornavam de uma culpabilidade peculiar. O anúncio do Senhor de que deserdaria Israel, despertara um espírito de rebelião. Alguém do povo, irado por ser excluído de Canaã, e decidido a mostrar seu desafio à lei de Deus, atreveu-se a uma transgressão declarada do quarto mandamento, indo apanhar lenha no sábado. ... O ato deste homem foi uma violação voluntária e deliberada do quarto mandamento – pecado este não cometido por inadvertência ou ignorância, mas por presunção. ... Os pecados de blasfêmia e voluntária violação do sábado recebiam o mesmo castigo, sendo igualmente uma expressão de desprezo pela autoridade de Deus” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 408, 409).


Acontece tantas vezes – primeiro se aborrece o pecado, depois se tem pena dele, e por fim se o abraça. As seduções podem ser atrativas, mas nos levam para longe de Deus. A escolha de seguir nossos próprios caminhos logo pode se tornar uma revolta aberta contra Deus e Seus caminhos. Não é de admirar que somos aconselhados a “guardar bem as vias de acesso à alma” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 403). 


Precisamos estar constantemente cientes de que o inimigo de Deus atacará de maneira furtiva, sutil. Toda a armadura de Deus é vitalmente necessária, a cada hora de cada dia.


Mãos à Bíblia
7. Por que o castigo pelo atrevimento parecia tão severo? Como se manifestava a graça em tudo isso? Que lições podemos aprender desse preceito? 


Nm 15:30, 31  -  Mas a pessoa que fizer alguma coisa atrevidamente, quer seja dos naturais quer dos estrangeiros, injuria ao SENHOR; tal pessoa será eliminada do meio do seu povo, pois desprezou a palavra do SENHOR e violou o seu mandamento; será eliminada essa pessoa, e a sua iniqüidade será sobre ela. 


A frase no hebraico é “com punho erguido”, postura de arrogância e rebelião. Israel pecou verdadeiramente “com punho erguido” contra o Senhor em Cades. Mas Deus transformou a sentença de morte em banimento para o deserto. A lição é que os pecados são considerados com muita seriedade pelo Senhor.


8. Por que o Senhor exigiu que toda a congregação tomasse parte na execução mencionada em 


Números 15:32-36?   -   Estando, pois, os filhos de Israel no deserto,acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. Os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés, e a Arão, e a toda a congregação. Meteram-no em guarda, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Então, disse o SENHOR a Moisés: Tal homem será morto; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o SENHOR ordenara a Moisés.


Que lição espiritual podemos tirar disso?




Evidentemente, Deus estava tentando mostrar a Seu povo a seriedade do pecado. “O salário do pecado é a morte” (Rm 6:23). Precisamos estar especialmente cientes do fato de que nossos atos afetam os outros, bem como a nós mesmos, para o bem ou para o mal.




Yvonne L. Johnson | Perth, Austrália






sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Adoração e dedicação









“Que cada um dê a sua oferta conforme resolveu no seu coração, não com tristeza nem por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria” (2Co 9:7).


Prévia da semana: Deus, o originador da luz, da vida e da intimidade, busca nossa face quando nós, em adoração, buscamos a dEle.


Leitura adicional: Romanos 12:1, 2





Atenção, todos os compradores!


Quando eu era adolescente, toda manhã de sábado tinha uma decisão a tomar. Há 72 igrejas adventistas num raio de 48 km de minha cidade natal. Assim, a questão não era ir ou não à igreja, mas, sim, a qual igreja ir.


Com tal abundância de igrejas próximas, às vezes, é difícil não se sentir como se você estivesse num shopping center. Muitas pessoas gastam bastante tempo e esforço para “comprar” a igreja certa. Que igreja tem o grupo de jovens mais atrativo? Os sermões são relevantes para minha vida? O estilo de música dessa igreja combina comigo? Ele abastece minha vida?


Alguns são ainda mais minuciosos. Assistem à escola sabatina numa igreja, depois partem para outra a fim de ouvir um incrível grupo musical, e depois ainda vão para outra a fim de ouvir um pastor famoso pregar a Palavra de Deus. E não se esqueça de que ainda tem outra igreja onde o almoço é melhor! No fim do dia, você foi abençoado com ótima música, um poderoso sermão, e nutrição física. Mas o que você deu de si mesmo?


Conquanto não haja absolutamente nada de errado em explorar as opções para encontrar a “melhor” igreja, precisamos nos lembrar do que a adoração envolve. 


Como seres humanos, é natural que busquemos o que satisfaz nossas necessidades. Mas quando adoramos, o foco não está nem em nós nem no que podemos “obter da igreja”. Ao contrário, a adoração tem que ver com Deus. Tem que ver com venerar o único Ser digno de louvor – o Deus Onipotente que cuida de nós.


Quando adoramos o Senhor, estamos simplesmente devolvendo o tempo e os talentos com os quais Ele nos abençoou. É nosso dever e privilégio usar o que Deus nos deu para servi-Lo, honrá-Lo e louvá-Lo. Ele nunca Se esqueceu de nós, portanto, não podemos nos esquecer dEle em nossa adoração.


Ao estudar a lição desta semana sobre adoração e dedicação em Números 7 e 8, lembre-se de Quem é o seu foco.


Mãos à Bíblia
No santuário do deserto, os sacrifícios se concentravam no altar de ofertas queimadas. Construído de madeira de acácia revestida de bronze, o altar ficava dentro do pátio, próximo à entrada do santuário de dois compartimentos.


1. Leia Números 7. Que pensamentos vêm à sua mente ao ler sobre as ofertas dadas durante essa cerimônia solene? Que lições espirituais desse relato podem ser aplicadas a nós? Por exemplo, onde você vê representada a cruz?


“Os sacrifícios foram explicitamente planejados pelo próprio Deus a fim de ensinar essa grande e importante verdade de que só pelo sangue de Cristo há perdão de pecados” (Ellen G. White,Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 107).




Autora: Lisa Takahashi | Hiroshima, Japão










quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Chamados para adorar






Com a construção do tabernáculo, Deus deixou claro Seu intento de estar ativamente envolvido no desenvolvimento e crescimento dos israelitas. Embora Ele houvesse conversado com Moisés antes de manifestar Sua presença no tabernáculo, talvez desejasse um lugar de encontro para que pudesse sempre ser “encontrado” por todos. Ele desejava um relacionamento, não só com Moisés, mas com todo o povo de Israel. E esse relacionamento devia ser especial.


Lealdade e dedicação (Nm 7). Na dedicação do altar, o líder de cada tribo trouxe uma oferta. Cada um dos 12 líderes trouxe exatamente a mesma dádiva, o que torna o livro de Números um pouco maçante de se ler. Para Deus, contudo, cada dádiva de adoração é especial e é notada, mesmo que sejam apenas duas moedinhas (Leia Mc 12:42-44). Deus não exige mais adoração de uma pessoa que de outra. O valor de nossas dádivas para Deus é determinado não pelo valor que a sociedade dá a elas, mas pelo grau em que elas representam o sacrifício próprio.


Mc 12:42-44  -  Vindo, porém, uma viúva pobre, depositou duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante. E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes. Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento. 


Essa litania de ofertas em Números 7 também nos lembra a importância de darmos, e de demonstrarmos, de maneiras tangíveis, nossa lealdade e dedicação a nosso Criador e Salvador.


Partilhando do trabalho (Nm 7:1-10). Após a unção e consagração do tabernáculo, os líderes das 12 tribos voluntariamente trouxeram bois e carroças para o tabernáculo. As famílias de Gérson, Merari e Coate eram responsáveis pelo transporte do tabernáculo (Nm 4). Essa não era uma tarefa fácil, mas os bois e carroças ajudariam nesse trabalho.


Pelas ofertas levadas para o novo santuário, aprendemos que todo o povo participou de alguma forma. Isso nos mostra que aquele era realmente um santuário para eles.


Adoração conjunta (Nm 8:5-13, 19). Em Números 8:5-13, lemos sobre a dedicação dos levitas. No verso 10, os filhos de Israel deviam impor as mãos sobre a cabeça dos levitas. “Este era um ato representativo. Alguns comentaristas acham que talvez tenha sido realizado pelos príncipes, transferindo para os levitas as obrigações da congregação ligadas aos serviços do tabernáculo. Os levitas foram dedicados a Deus em lugar dos primogênitos; e como toda a família era santificada através do primogênito, também toda a congregação se beneficiou.”1


Os levitas eram responsáveis pelos serviços do santuário. Contudo, isso não significava que o restante de Israel não mais precisava render adoração. Ao contrário, isso era para que a comunidade de Israel pudesse adorar mais. Um dos principais deveres dos levitas era fazer expiação pelos pecados que os israelitas cometiam, permitindo assim que o povo se aproximasse do santuário em segurança (v. 19) para adorar a Deus. Separando os levitas para o serviço do santuário, Deus estava dando à comunidade de Israel a liberdade de adorá-Lo sem medo ou reservas.


As lâmpadas (Nm 8:1-3). Parece ter sido de conhecimento comum que as lâmpadas seriam usadas para iluminar o interior do tabernáculo, a fim de ajudar os sacerdotes a fazer seu trabalho lá dentro. Dos móveis do tabernáculo, as lâmpadas são a única coisa mencionada nessa seção de Números. As instruções dadas aqui quase parecem fora de lugar em meio a todas as ofertas, a dedicação e os sacrifícios que estavam acontecendo. A importância das lâmpadas, interiores ou exteriores, não pode ser contestada. E Deus desejava Se certificar de que os levitas conseguiriam cumprir bem seus deveres enquanto estivessem no Lugar Santo.


Em visões mostradas a João, vemos candeeiros em torno de Jesus, e nos é dito que esses candeeiros representam a igreja (Ap 1:20). Essa não é a primeira vez em que a igreja é comparada a um candeeiro. Jesus também nos disse que devíamos servir de luz para o mundo (Mt 5:14-16). Nossa adoração consiste em levar outros a glorificar a Deus. Se nossa vida não levar outros a Deus, somos como uma vela debaixo de um cesto. “Cristo veio para dispersar as trevas e revelar o Pai. Essa mesma obra confiou Cristo a Seus discípulos. A luz brilha, não tanto para que os homens possam ver a luz, como para que possam ver outras coisas por causa da luz. Nossa luz deve brilhar, não para que os homens sejam atraídos a nós, mas para que possam ser atraídos a Cristo, a luz da vida, e às coisas importantes (Mt 6:31-34; Jo 6:27; cf. Is 55:1, 2).”2


(Mt 6:31-34;    -   Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.


Jo 6:27;   -   Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.


Is 55:1, 2)   -   Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares.


Em Êxodo 19:6, Deus disse a Moisés que o povo de Israel foi chamado para ser uma nação de sacerdotes. E assim como o trabalho de um sacerdote é levar outros a adorar a Deus, a nação de Israel devia ajudar as nações da Terra a se aproximarem de Deus em adoração. Hoje em dia, esse é nosso dever também. Somos chamados a adorar, mas não devemos parar aí, pois a verdadeira adoração também envolve a ajuda às pessoas ao nosso redor para que desenvolvam seu relacionamento com Deus.


1. The Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 1, p. 852.
2. Ibid., v. 5, p. 331.





Mãos à Bíblia
No Santíssimo, a glória visível do Shekiná, pairando entre os querubins, representava a presença do Senhor. Os Dez Mandamentos embaixo do trono dos querubins atestavam a vontade divina, o fundamento da aliança entre Deus e Seu povo – e a base moral de Seu governo universal.


Êxodo 25:22  -  "Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.


Números 7:89  -  Quando entrava Moisés na tenda da congregação para falar com o SENHOR, então, ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que está sobre a arca do Testemunho entre os dois querubins; assim lhe falava. 




2. Leia Êxodo 25:22 e Números 7:89. Tente imaginar como seria essa experiência. Você gostaria de ter esse encontro íntimo com Deus? O que faz você pensar que não seria completamente destruído se chegasse muito perto dEle? 


Veja Êx 20:19  -   Êx 20:19   -  Disseram a Moisés: Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos.


3. Em que sentido você pode hoje chegar ainda mais perto da presença de Deus? Veja Hb 4:14-16. Como Jesus tornou possível essa aproximação?


Hb 4:14-16   -   Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.


Autor: Gerald Christo II | Tokuyama, Japão









Amar, honrar e apreciar






“Era desígnio do Senhor que, pela fiel observância do mandamento do sábado, Israel fosse continuamente lembrado de sua responsabilidade perante Ele como Seu Criador e seu Redentor. Enquanto guardassem o sábado no devido espírito, a idolatria não poderia existir; mas fossem as exigências deste preceito do decálogo postas de lado como não mais vigentes, o Criador seria esquecido, e os homens adorariam a outros deuses” (Ellen G. White, Exaltai-O, p. 138).


A verdadeira adoração é seguida por uma dedicação a Deus incondicional e não dividida. Ao criar o sábado, Deus tinha esperado garantir uma aliança inquebrantável. Idealmente, fomos criados para ser um povo de profunda espiritualidade e indômita devoção.




“Os israelitas, em sua adoração ao bezerro de ouro, professavam estar adorando a Deus. Assim, Arão, dando início ao culto ao ídolo, proclamou: ‘Amanhã será festa ao Senhor’(Êx 32:5). Eles se propunham adorar a Deus, como os egípcios adoravam Osíris, na semelhança da imagem. Deus não poderia, porém, aceitar esse culto. Embora oferecido em Seu nome, o objeto real de sua adoração era o deus-sol, e não Jeová” (Patriarcas e Profetas, p. 360 [explicação adicional sobre a p. 316]).


“Os israelitas sabiam bem que seus ídolos eram impotentes para salvar ou destruir. Sabiam que a adoração pagã era contrária à razão e ao são juízo. Mas haviam gradualmente se afastado de Deus, e haviam condescendido com o pecado até que suas percepções morais se obscureceram e eles foram enganados por Satanás” (Ellen G. White, The Signs of the Times, 18 de agosto de 1881).


A verdadeira atitude de amar, honrar e apreciar o tempo com Deus é revelada pela qualidade e quantidade de tempo passados na “adoração” de nossos “ídolos”, ou nas circunstâncias seculares que consomem nossa vida. A genuína adoração leva nossa atenção a Jesus e a desvia de nosso próprio ser desamparado. Temos tanta coisa mais para esperar quando nossos olhos são treinados a se dirigir para a frente!


Mãos à Bíblia
4. Que ideia nos dão os textos seguintes sobre o significado do menorah? 


Zc 4:1-6, 11-14;  -  Tornou o anjo que falava comigo e me despertou, como a um homem que é despertado do seu sono, e me perguntou: Que vês? Respondi: olho, e eis um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as suas sete lâmpadas e sete tubos, um para cada uma das lâmpadas que estão em cima do candelabro. Junto a este, duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e a outra à sua esquerda. Então, perguntei ao anjo que falava comigo: meu senhor, que é isto? Respondeu-me o anjo que falava comigo: Não sabes tu que é isto? Respondi: não, meu senhor. Prosseguiu ele e me disse: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.            -         Prossegui e lhe perguntei: que são as duas oliveiras à direita e à esquerda do candelabro? Tornando a falar-lhe, perguntei: que são aqueles dois raminhos de oliveira que estão junto aos dois tubos de ouro, que vertem de si azeite dourado? Ele me respondeu: Não sabes que é isto? Eu disse: não, meu senhor. Então, ele disse: São os dois ungidos, que assistem junto ao Senhor de toda a terra.


Ap 4:2, 5; 11:4  -   Imediatamente, eu me achei em espírito, e eis armado no céu um trono, e, no trono, alguém sentado;              -         Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões, e, diante do trono, ardem sete tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus.               -        São estas as duas oliveiras e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da terra.


A visão de Zacarias sugere que o óleo que escorria para as lâmpadas do menorah, capacitando-as a queimar, é o Espírito de Deus (v. 5, 6). A palavra hebraica “amêndoa” (Jr 1:11, 12) significa “vigiar” ou “despertar”. A amendoeira era chamada literalmente de “árvore despertadora” ou “árvore vigia” porque era a primeira árvore a “acordar” e florescer. João viu na representação celestial do santuário um menorah de sete lâmpadas ardendo diante do trono, que são identificadas como “os sete Espíritos de Deus” – a maneira de João se referir ao Espírito Santo em Suas múltiplas operações.




Autora: Tamar Paul | Hiroshima, Japão