Reencontro - saudades de você - oficial

sábado, 3 de julho de 2010

De graça...






Algumas denominações cristãs advogam que, para ir para o Céu, as pessoas precisam fazer penitência por seus pecados. Da mesma forma, os judeus do tempo de Jesus acreditavam que a observância de seus costumes e da lei poderia conquistar o Céu para eles. Essa concepção errônea os impedia de ver a lei como uma lei de amor que serve apenas para revelar a condição moral do homem, e não salvá-lo. A lei é como um espelho que nos ajuda a ver como estamos diante de Deus. Quando vemos na lei que somos pecadores, sentimos a necessidade de um Salvador. Somente Cristo pode nos perdoar e libertar do pecado.

Em Romanos, Paulo dá a todos um quadro claro do que significa ser salvo. Ele declara que é impossível apagarmos nossos pecados guardando a lei

Então será que nós, os judeus, estamos em melhor situação do que os não-judeus? De modo nenhum! Já mostrei que todos, judeus e não-judeus, estão debaixo do poder do pecado. Como dizem as Escrituras Sagradas: “Não há uma só pessoa que faça o que é certo; não há ninguém que tenha juízo; não há ninguém que adore a Deus. Todos se desviaram do caminho certo, todos se perderam. Não há mais ninguém que faça o bem, não há ninguém mesmo. (Rm 3:9-12);
Será que temos motivo para ficarmos orgulhosos? De modo nenhum! E por que não? Será que é porque obedecemos à lei? Não; não é. É porque cremos em Cristo.  Assim percebemos que a pessoa é aceita por Deus pela fé e não por fazer o que a lei manda.  (Rom 3:27-28).
Somente a justiça de Cristo pode nos libertar da condenação e do poder do pecado

21  Mas agora Deus já mostrou que o meio pelo qual ele aceita as pessoas não tem nada a ver com lei. A Lei de Moisés e os Profetas dão testemunho do seguinte:
22  Deus aceita as pessoas por meio da fé que elas têm em Jesus Cristo. É assim que ele trata todos os que crêem, pois não existe nenhuma diferença entre as pessoas.
23  Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus.
24  Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva.
25  (25-26) Deus ofereceu Cristo como sacrifício para que, pela sua morte na cruz, Cristo se tornasse o meio de as pessoas receberem o perdão dos seus pecados, pela fé nele. Deus quis mostrar com isso que ele é justo. No passado ele foi paciente e não castigou as pessoas por causa dos seus pecados; mas agora, pelo sacrifício de Cristo, Deus mostra que é justo. Assim ele é justo e aceita os que crêem em Jesus (Rm 3:21-26).

É importante que nos entreguemos à direção de Deus cada dia. A salvação só pode ser obtida através da fé no sacrifício de Cristo por nós.

As leis e os costumes sociais também impediram muitos judeus de receberem a Cristo como Salvador, pois acreditavam que, como nação escolhida, eram os únicos que tinham direito à salvação. Consequentemente, olhavam com desprezo para todas as outras pessoas. Nós também podemos ser desviados dessa forma.

Devemos aceitar a todos os que vêm à igreja procurando algo mais profundo. Devemos mostrar-lhes o verdadeiro amor e perdão que Deus concede a cada um de nós. Precisamos ter cuidado para não julgá-los por sua aparência, formação ou passado. Devemos nos lembrar de que a salvação é de graça para todos os que aceitarem a Cristo.

1. Organize um sopão para os sem-teto. Peça ao Espírito Santo que o ajude a iniciar uma conversa em que você possa partilhar seu amor por Jesus com alguém ali.

2. Observe em um jornal impresso ou da internet a que tipo de pauta o editor dá mais espaço. São as pautas sobre como as pessoas estão trabalhando juntas, ou sobre como as pessoas estão lutando umas com as outras? Tente encontrar uma matéria positiva sobre pessoas trabalhando juntas por uma causa.

3. Entreviste cinco pessoas, pedindo-lhes que definam a unidade. Partilhe os resultados com sua família ou sua classe da escola sabatina. Elabore sua própria definição no contexto de Romanos 15:1-7.

1 Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos.
2  Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação.
3  Porque também Cristo não se agradou a si mesmo; antes, como está escrito: As injúrias dos que te ultrajavam caíram sobre mim.
4  Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.
5 Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus,
6  para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
7 Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus.   Romanos 15:1-7

Aleksandra Marek  Sydney, Austrália



sexta-feira, 2 de julho de 2010

Apoio social: laços que unem




“Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como Eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são Meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (Jo 13:34, 35, NVI).

Prévia da semana: Criados como somos à imagem de Cristo, recebemos nossa maior realização quando nos relacionamos com os outros assim como Ele Se relaciona conosco.                         

                                     Mulher, queres ficar sã?

A noite de domingo, 30 de novembro de 1997, estava estrelada e calma. Essa calma, porém, não era evidente por trás das portas fechadas de uma casa. Mamãe estava doente; ela havia tentado por muitos dias manter sua doença em segredo para que os filhos não se preocupassem. Anthony, deixando os irmãos dentro de casa com a mãe, saiu correndo pela porta da frente, foi até a casa de um vizinho. Bateu à porta deles e disse ao cavalheiro que o atendeu: “Por favor, o senhor pode ajudar a levar nossa mãe ao hospital?”

Mais tarde, mamãe recebeu o diagnóstico de câncer. Foi-lhe dito que, mesmo com tratamento, ela morreria dentro de seis meses. Ela optou por não receber tratamento. Anthony estava visitando uma igreja adventista do sétimo dia nessa época, e por isso pediu aos membros que orassem por sua mãe. Foi ali que lhe foram apresentados alguns princípios de saúde.

Dez anos depois, ele se sentou para refletir naquela noite. Havia acabado de falar com a mãe ao telefone. Ajoelhou-se e orou, agradecendo a Deus por Sua intervenção. Ele havia transmitido a sua mãe enferma as lições que havia aprendido sobre nutrição, exercício, água, luz do sol, temperança, ar puro, repouso e confiança em Deus. Ele a animou e a ajudou a praticá-las. “Deus enviou o maná a Israel, mamãe, mas ele caía fora do acampamento. Eles tinham que sair e recolhê-lo”, ele dizia. “Temos que fazer nossa parte, e Deus abençoará nossos esforços.” Deus nos havia proporcionado muitas leis de saúde. Se tão-somente as seguíssemos, seríamos protegidos de muita dor.

Em 3 João 2, lemos: “
Amado, oro para que você tenha boa saúde e tudo lhe corra bem, assim como vai bem a sua alma” (NVI).

“Se em tinta o mar se transformasse,
E em papel o céu também,
E a pena ágil deslizasse,
Dizendo o que esse amor contém,
Daria fim ao grande mar,
Ao esse amor descrever,
E o céu seria mui pequeno
Pra tal relato conter.”*

Precisamos sempre buscar partilhar o amor de Deus com outros e ajudá-los em suas horas de necessidade. Esse é o enfoque da lição desta semana.

* Hinário Adventista do Sétimo Dia, hino nº 31.

Como seres humanos, estamos tão imersos em pecado que frequentemente podemos esquecer de quão mau ele é e de como nos afeta. Não é fácil perceber o quanto caímos, porque estamos caídos há muito tempo.

1. Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher Gênesis 1:27. Como o fato de que o próprio Jesus é Deus nos ajuda a entender melhor o que significa ter sido criado à imagem de Deus? Como o conhecimento sobre Jesus nos ajuda a entender o caráter que receberam nossos primeiros pais na criação?

Amor e preocupação desinteressados pelos outros que marcavam a vida de Jesus também deviam se refletir até certo ponto em Adão e Eva antes da queda, que, desde a Criação foram feitos “à imagem de Deus”.

Christopher Morrison | George Town, Ilhas Caiman



Apoio social e saúde




O plano original

Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher Gênesis 1:27

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. Jo 1:1-3

O plano original de Deus para a humanidade envolvia que fossem dedicados a Ele, seu amoroso Criador, em cuja imagem foram formados. Era igualmente Seu plano que os seres humanos se amassem uns aos outros da forma como Ele nos ama, altruisticamente. Na verdade, o relacionamento entre o Criador e as pessoas que Ele moldou com Suas próprias mãos devia ser de contínua interação e confiança, pois separados dEle os seres humanos não poderiam viver e ter saúde, tanto espiritual quanto física.

A necessidade de apoio

Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si.” Romanos 14:7

Pois o corpo não é feito de uma só parte, mas de muitas   1Co 12:14). 

A interação entre Deus e a humanidade no Jardim do Éden antes da Queda salienta a importância do relacionamento não só entre Deus e os seres humanos, mas entre um ser humano e outro. Sua saúde e felicidade, manifestas numa “capacidade para saber, vivenciar e amar” que “cresceria continuamente”, dependeria muito de seu relacionamento com o Criador e uns com os outros, e isto seria mostrado pelo fato de serem “fiéis à lei divina” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 51). Quando o relacionamento deles com Deus foi interrompido, começou um declínio, tanto físico quanto espiritual, em direção ao sofrimento e à morte. Fomos criados com uma capacidade e necessidade inatas de termos relacionamentos e companheirismo amoroso. “Pois nenhum de nós vive apenas para si, e nenhum de nós morre apenas para si” (Rm 14:7, NVI).

O fato é que todos nós pertencemos ao corpo de Cristo – a igreja – e, como tal, temos necessidade do apoio de cada membro desse corpo por meio de um relacionamento. Em sua primeira carta aos Coríntios 12:14, Paulo salienta que “o corpo não é composto de um só membro, mas de muitos”, enfatizando assim a natureza coletiva da família de Deus. Faz tempo demais que estamos falhando em viver à altura do potencial que Deus nos deu. Faz tempo demais que muitos têm estado cegados por seu próprio egoísmo e orgulho e, como resultado, muitos do corpo de Cristo estão doentes e carentes.

Restauração através de relacionamentos que apoiam

1Coríntios 13 (Canção ao amor)

1 Eu poderia falar todas as línguas que são faladas na terra e até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como o barulho de um sino.
2  Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos e ter tanta fé, que até poderia tirar as montanhas do seu lugar, mas, se não tivesse amor, eu não seria nada.
3  Poderia dar tudo o que tenho e até mesmo entregar o meu corpo para ser queimado, mas, se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria nada.
4 Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso.
5  Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas.
6  Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo.
7  Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência.
8 O amor é eterno. Existem mensagens espirituais, porém elas durarão pouco. Existe o dom de falar em línguas estranhas, mas acabará logo. Existe o conhecimento, mas também terminará.
9  Pois os nossos dons de conhecimento e as nossas mensagens espirituais são imperfeitos.
10  Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é imperfeito desaparecerá.
11  Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança e pensava como criança. Agora que sou adulto, parei de agir como criança.
12  O que agora vemos é como uma imagem imperfeita num espelho embaçado, mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é imperfeito, mas depois conhecerei perfeitamente, assim como sou conhecido por Deus.
13  Portanto, agora existem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. Porém a maior delas é o amor.

O amor era o fundamento da obra de Cristo em restaurar tanto a saúde física quanto espiritual de muitas pessoas com quem entrava em contato. Amor era o meio pelo qual Ele Se ligava à humanidade num esforço de restaurar aquele relacionamento rompido que mergulhou a humanidade na morte. O amor transcende todos os nossos elevados ideais religiosos, e sem ele somos “como o som de um gongo ou como o barulho de um sino” (1Co 13:1).

Nos dias, semanas e meses de Seu ministério, Cristo estabeleceu para nós um exemplo a seguir – um exemplo de incansável serviço no sentido de restaurar vidas, corpos e mentes destroçados, animando-os com Suas palavras de ânimo e atos de bondade e generosidade. Como Seus seguidores, devemos, “em simpatia e compaixão, servir aos que necessitam de auxílio, buscando com abnegado zelo aliviar as misérias da humanidade sofredora” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 104). Essa obra de restauração é feita com Cristo e através do amor e compaixão que Ele mostrou por nós através de Seu sacrifício na cruz. Paulo reconheceu a importância dessa obra em suas palavras aos gálatas, com as quais os admoesta
a levar “os fardos pesados uns dos outros e, assim, [cumprir] a lei de Cristo” (Gl 6:2, NVI).

O plano de ação  (Ef 4:1-16). 

Na carta aos efésios, Paulo provê a estrutura que devemos usar ao trabalharmos com Cristo na restauração da saúde e bem-estar daqueles com quem entramos em contato. Em Efésios 4:1 e 2, ele delineou medidas-chave que devemos ter cuidado em seguir. Primeiro, precisamos nos entregar completamente a Ele a fim de empreender a obra de restauração. Paulo, na verdade, descreve essa experiência como ser “prisioneiro no Senhor”, o que indica uma completa perda dos próprios poderes e do próprio eu. Depois de nos termos rendido a Cristo, a obra de restauração precisa ser executada “com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-[nos] uns aos outros em amor, esforçando-[nos] diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef 4:2, 3).

Todos esses atributos foram demonstrados por Cristo quando Ele ministrava às pessoas. Também devemos revelar esses traços ao nos depararmos com as necessidades das pessoas e ministrarmos a elas. Ao fazê-lo, não apenas restauramos relacionamentos, mas provemos os meios pelos quais pode ocorrer a cura espiritual, emocional e física.

Como você pode ajudar? Há muitas maneiras por meio das quais podemos ser úteis aos que estão necessitados, tanto na igreja quanto na sociedade em geral. Não precisamos nos empenhar em esforços dispendiosos e ações elaboradas. Cristo satisfazia às necessidades das pessoas de maneira humilde, não para servir a Si mesmo nem para gratificação própria, mas para a glória de Deus e a restauração da saúde daqueles com quem Se encontrava. Podemos trabalhar com Cristo para ministrar às necessidades físicas das pessoas, como comida, roupa e apoio financeiro. Também podemos ajudá-las dando-lhes as informações que elas precisam para vencer os desafios específicos que podem estar enfrentando na vida, como drogas, álcool ou relacionamentos familiares instáveis. E não devemos nos esquecer de prestar-lhes apoio emocional, oferecendo expressões de empatia, amor e tranquilização.*

* Sheldon Cohen, “Social Relationships and Health,” American Psychologist, nov. 2004.

Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2:18). Precisamos uns dos outros. Consequentemente, um aspecto crucial quanto a essa realidade deve ser entendido.

2. Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Romanos 14:7. Que princípio importante é encontrado nesse texto? Como você experimenta a realidade poderosa dessa verdade?

Na vida ou na morte, influenciamos os outros, especialmente os de nossa família. O cuidado responsável pela própria saúde traz bênçãos não só a nós mesmos, mas também àqueles com quem nós partilhamos a vida.

3. O que os textos seguintes dizem sobre a importância dos relacionamentos sociais? Gn 2:18; Ec 4:9-12; 1Co 12:14-26; Gl 6:2

Depois o SENHOR disse: —Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer para ele alguém que o ajude como se fosse a sua outra metade.  Gn 2:18;

É melhor haver dois do que um, porque duas pessoas trabalhando juntas podem ganhar muito mais.  Ec 4:9-12;

14 Pois o corpo não é feito de uma só parte, mas de muitas.
15  Se o pé disser: “Já que não sou mão, não sou do corpo”, nem por isso deixa de ser do corpo.
16  Se o ouvido disser: “Já que não sou olho, não sou do corpo”, nem por isso deixa de ser do corpo.
17  Se o corpo todo fosse olho, como poderíamos ouvir? E, se o corpo todo fosse ouvido, como poderíamos cheirar?
18  Assim Deus colocou cada parte diferente do corpo conforme ele quis.
19  Se o corpo todo fosse uma parte só, não existiria corpo.
20  De fato, existem muitas partes, mas um só corpo.
21  Portanto, o olho não pode dizer para a mão: “Eu não preciso de você.” E a cabeça não pode dizer para os pés: “Não preciso de vocês.”
22  O fato é que as partes do corpo que parecem ser as mais fracas são as mais necessárias,
23  e aquelas que achamos menos honrosas são as que tratamos com mais honra. E as partes que parecem ser feias recebem um cuidado especial,
24  que as outras mais bonitas não precisam. Foi assim que Deus fez o corpo, dando mais honra às partes menos honrosas.
25  Desse modo não existe divisão no corpo, mas todas as suas partes têm o mesmo interesse umas pelas outras.
26  Se uma parte do corpo sofre, todas as outras sofrem com ela. Se uma é elogiada, todas as outras se alegram com ela.  1Co 12:14-26;

Ajudem uns aos outros e assim vocês estarão obedecendo à lei de Cristo.  Gl 6:2

Richard Wildman | George Town, Ilhas Cayman



O sistema aberto




Mesmo no princípio, podemos ver que não era intenção de Deus que vivêssemos sós. Fomos criados como seres sociais, com o propósito de interagir com o ambiente que nos cerca e com outras pessoas. Devemos viver de uma forma que promova relacionamentos significativos com outros; não só para propósitos de saúde, mas também porque, através desses relacionamentos, podemos testemunhar mais eficientemente de Jesus.

É pelas relações sociais que a religião cristã entra em contato com o mundo. Cada homem ou mulher que recebeu a iluminação divina deve derramar luz na senda tenebrosa dos que não conhecem o melhor caminho” (Ellen G. White,Conselhos Sobre Saúde, p. 399).

Como Cristo partilhou Seu amor conosco, também devemos partilhar amor com todos com quem nos encontrarmos. Geralmente, é após estabelecermos um relacionamento com alguém que passamos a entender as necessidades daquela pessoa. Ministrando às necessidades imediatas de uma pessoa, estamos fazendo exatamente o que Cristo fez quando andou aqui na Terra. Também estamos abrindo espaço no coração de alguém para ouvir o que o Salvador requer dele.

A sociabilidade cristã é na verdade bem pouco cultivada pelo povo de Deus. ... Por meio do intercâmbio social formam-se relações e amizades que dão em resultado certa unidade de coração e uma atmosfera de amor que agradam ao Céu.

“Todos encontrarão ou farão amigos. E justamente na proporção do fortalecimento da amizade, será o grau de influência que os amigos exercerão uns sobre os outros para o bem ou para o mal. Todos terão amigos, influenciarão e serão influenciados. ...

“O calor da verdadeira amizade ... é um antegozo das alegrias do Céu” (Ellen G. White, Minha Consagração Hoje [MM 1989], p. 204).

A Bíblia compara a família de Deus, dos crentes, a um corpo no qual cada membro executa uma função específica, e embora essas funções sejam diversas, cada um é igualmente importante e trabalha para complementar todos os outros. Precisamos uns dos outros para funcionar adequadamente

14  Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos.
15  Se disser o pé: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo.
16  Se o ouvido disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixa de o ser.
17  Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde, o olfato?
18  Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve.
19  Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo?
20  O certo é que há muitos membros, mas um só corpo.
21  Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós.
22  Pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários;
23  e os que nos parecem menos dignos no corpo, a estes damos muito maior honra; também os que em nós não são decorosos revestimos de especial honra.
24  Mas os nossos membros nobres não têm necessidade disso. Contudo, Deus coordenou o corpo, concedendo muito mais honra àquilo que menos tinha,
25  para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros.
26  De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam.  (1Co 12:14-26).


Podemos, sozinhos, fazer determinado avanço; mas, trabalhando juntos, nossos esforços são multiplicados e executados com eficiência cada vez maior.

4. Como Paulo descreve os que foram redimidos pelo sangue de Jesus?

1 Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados,
2 com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
3  esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz;
4  há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação;
5  há um só Senhor, uma só fé, um só batismo;
6  um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.
7  e a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo.
8  Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens.
9  Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido às regiões inferiores da terra?
10  Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas.
11  E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,
12  com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo,
13  Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,
14  para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.
15  Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,
16  de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor. Ef 4:1-16.

O que significa isso?

(Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; porque somos membros do seu corpo. Ef 5:29-30). Todas as partes do corpo interagem para funcionar eficazmente. Se uma parte do corpo sofre, todas as funções são afetadas. Quanto mais perto estivermos uns dos outros, mais pronta e poderosamente vamos sentir o impacto dos problemas enfrentados por todos.

Michael-Henry Parchment | George Town, Ilhas Cayman



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Relações interpessoais e bem-estar




De acordo com a Organização Mundial da Saúde, saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não meramente a ausência de doença ou enfermidade. Ao se falar sobre saúde, o enfoque é na maior parte das vezes colocado sobre preocupações biológicas, embora os relacionamentos interpessoais tenham impacto enorme sobre a saúde.

Afinal de contas, somos seres sociais, e seres sociais precisam interagir uns com os outros para conservar o equilíbrio interno. Quando há desequilíbrio no corpo, normalmente vem a doença. Em Gênesis 2:18, o Senhor disse que não era bom que o homem estivesse só. Assim, criou Eva, alguém com quem Adão pudesse ter um relacionamento íntimo. “Um relacionamento interpessoal é uma associação de relativamente longo prazo entre duas ou mais pessoas. Essa associação pode ser baseada em emoções como amar e gostar, em interações comerciais regulares ou em algum outro tipo de compromisso social. As relações interpessoais ocorrem numa grande variedade de contextos, tais como a família, os amigos, o casamento, círculo de conhecidos, trabalho, clubes, vizinhança e igreja. Podem ser reguladas pela lei, pelo costume ou por acordo mútuo, e são a base de grupos sociais e da sociedade como um todo.”*

As relações interpessoais saudáveis melhoram a saúde física e o bem-estar. “
O coração bem disposto é remédio eficiente, mas o espírito oprimido resseca os ossos” (Pv 17:22, NVI). Relacionamentos interpessoais saudáveis produzem felicidade e riso, o que promove o bem-estar físico. Contudo, os relacionamentos não-saudáveis partirão o coração, o que pode levar à má saúde. A infelicidade enfraquece o sistema imunológico, o que predispõe o corpo à doença.

Como filhos obedientes de Deus devemos primeiro praticar a boa saúde, e depois ensiná-la. Ao fazer isso podemos levar outros a Ele. “
O missionário não somente pode aliviar as doenças físicas, como pode conduzir o pecador ao grande Médico, o qual é capaz de curar a alma da lepra do pecado. Por intermédio de Seus servos designa Deus que os doentes, os desafortunados e os possessos de espíritos maus hão de escutar Sua voz. Por meio dos instrumentos humanos Ele deseja ser um Consolador como o mundo desconhece” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 106).


Reconhecendo os excelentes benefícios do serviço mútuo, podemos entender por que a Sra. White fez esta declaração em Medicina e Salvação: “Bondade cristã e fervorosa consagração devem ser constantemente manifestadas na vida” (p. 204). Uma pessoa pode ter todo o conhecimento teológico do mundo, mas se não for bondosa, amorosa e não manifestar interesse pelos outros, que bem faz esse conhecimento?

5. Como devemos nos relacionar com os outros?

a.  Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros Jo 13:35
b.  
Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus. Rm 15:7
c.  Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou. Ef 4:32
d. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; Cl 3:13
e.
Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras. 1Ts 4:18
f.  
Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.Tg 5:16
g.   Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, 1Pe 3:8
h.
Sede, mutuamente, hospitaleiros, sem murmuração. 1Pe 4:9
i.  
Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. 1Jo 1:7

Nicketa Lawrence-Burchell | George Town, Ilhas Cayman




Criando relacionamentos saudáveis




No princípio, Deus criou as pessoas para se amarem umas às outras. Contudo, quando o pecado entrou em Seu mundo perfeito como resultado da desobediência, os relacionamentos humanos começaram a sofrer. Como podemos ter relacionamentos mais saudáveis agora? A seguir estão sete maneiras:

1. Viva os dez mandamentos. 

1 Então, falou Deus todas estas palavras:
Eu sou o SENHOR, teu Deus, .....

Não terás outros deuses diante de mim.
Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem
e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.

Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.
Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra.
10  Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro;
11  porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.
12 Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.
13  Não matarás.
14  Não adulterarás.
15  Não furtarás.
16  Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
17  Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.  Êxodo 20:1-17

Os primeiros quatro mandamentos dizem respeito ao nosso relacionamento com Deus. Os outros se referem ao nosso relacionamento com o próximo. Viver de acordo com todos esses mandamentos nos ajudará a ter relacionamentos mais saudáveis.

2. Estude a Palavra de Deus e ore
. 
Meditarei nos teus preceitos e às tuas veredas terei respeito. Terei prazer nos teus decretos; não me esquecerei da tua palavra. Salmo 119:15-16.
Passar tempo de qualidade com Deus fortalece e renova a mente e o espírito, e nos dá uma ideia de como devemos nos tratar uns aos outros. Ao estudarmos e orarmos, somos transformados à Sua semelhança, que é descrita pelos frutos do Espírito. Leia Gálatas 5:22 e 23. Cada um desses frutos ajuda no desenvolvimento de relacionamentos saudáveis.

3. Admita suas faltas diante de Deus e se arrependa. 

O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia. Provérbios 28:13.

Admitir nossas faltas e nos arrepender nos ajuda a compreender que não somos perfeitos. Essa compreensão pode nos ajudar a ter mais simpatia para com os outros quando eles fizerem algo que nos magoa.

4. Pratique as leis de Deus para a saúde física. 

Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma. 3 João 2.

Quando nos sentimos bem fisicamente é mais fácil nos darmos bem com os outros.

5. Fale menos e ouça mais. O filósofo grego Epicteto escreveu: “
A natureza nos deu uma língua e dois ouvidos para que pudéssemos ouvir duas vezes mais do que falamos.”

6. Evite fofocas.

 Leia o que Provérbios tem a dizer sobre esse fator que mata os relacionamentos:

O mexeriqueiro descobre o segredo, mas o fiel de espírito o encobre.  Pv 11:13
O homem depravado cava o mal, e nos seus lábios há como que fogo ardente.  Pv 16:27;
Os mexericos são tão deliciosos! Como gostamos de saboreá-los! Pv 18:8;
A falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras perece.  Pv 19:9
Sem lenha o fogo se apaga; sem mexericos a briga se acaba.  Pv 26:20.

7. Seja perdoador.
 Leia o conselho bíblico sobre esse assunto em

39  Mas eu lhes digo: não se vinguem dos que fazem mal a vocês. Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também.
40  Se alguém processar você para tomar a sua túnica, deixe que leve também a capa.
41  Se um dos soldados estrangeiros forçá-lo a carregar uma carga um quilômetro, carregue-a dois quilômetros.
42  Se alguém lhe pedir alguma coisa, dê; e, se alguém lhe pedir emprestado, empreste.
43 —Vocês ouviram o que foi dito: “Ame os seus amigos e odeie os seus inimigos.”
44  Mas eu lhes digo: amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês,
45  para que vocês se tornem filhos do Pai de vocês, que está no céu. Porque ele faz com que o sol brilhe sobre os bons e sobre os maus e dá chuvas tanto para os que fazem o bem como para os que fazem o mal.  (Mateus 5:39-45)
Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete  (Mat 18:21-22)
Pelo contrário, sejam bons e atenciosos uns para com os outros. E perdoem uns aos outros, assim como Deus, por meio de Cristo, perdoou vocês.  (Efésios 4:32)

Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; Colossenses 3:13.

É difícil ter um bom relacionamento com alguém que não conseguimos perdoar. Guardar rancor também pode nos tornar fisicamente doentes.

Nossas emoções estão ligadas à saúde física. Há uma notável diferença em alguém que se sente amado. Muitas vezes ouvimos histórias de como as pessoas que estão doentes são reanimadas apenas por ouvir a voz de um ente querido. Ao andarmos por essa trilha cristã, precisamos de familiares e amigos da mesma fé para nos reanimar quando caímos e para nos manter firmados no amor de Deus e em Seu poder curativo.

Jesus viveu neste mundo para servir. Desde os primeiros dias de Seu ministério até o fim, Ele estava a serviço da humanidade. De fato, de acordo com a Bíblia, ainda hoje, Ele está nos servindo (Hb 2:17-18  - Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados).

6. Cada um de nós foi criado com dons espirituais específicos para o serviço. Quais são os vários dons e serviços espirituais contidos nos versos a seguir?

a.   Porque, assim como em um só corpo temos muitas partes, e todas elas têm funções diferentes, assim também nós, embora sejamos muitos, somos um só corpo por estarmos unidos com Cristo. E todos estamos unidos uns com os outros como partes diferentes de um só corpo. Portanto, usemos os nossos diferentes dons de acordo com a graça que Deus nos deu. Se o dom que recebemos é o de anunciar a mensagem de Deus, façamos isso de acordo com a fé que temos. Se é o dom de servir, então devemos servir; se é o de ensinar, então ensinemos; se é o dom de animar os outros, então animemos. Quem reparte com os outros o que tem, que faça isso com generosidade. Quem tem autoridade, que use a sua autoridade com todo o cuidado. Quem ajuda os outros, que ajude com alegria. Rm 12:4-8
b.  Meus irmãos, quero que vocês saibam a verdade a respeito dos dons que o Espírito Santo dá.Vocês sabem que, quando ainda eram pagãos, vocês eram desviados, de várias maneiras, para a adoração dos ídolos, os quais não têm vida. Por isso precisam compreender que ninguém que diz “Que Jesus seja maldito!” pode estar falando pelo poder do Espírito de Deus. E que ninguém pode dizer “Jesus é Senhor”, a não ser que seja guiado pelo Espírito Santo. Existem tipos diferentes de dons espirituais, mas é um só e o mesmo Espírito quem dá esses dons. Existem maneiras diferentes de servir, mas o Senhor que servimos é o mesmo. 1Co 12:1-5
c. Como dizem as Escrituras Sagradas: “Quando ele subiu aos lugares mais altos, levou consigo muitos prisioneiros e deu dons às pessoas.”  O que quer dizer “ele subiu”? Quer dizer que ele também desceu até os lugares mais baixos da terra, isto é, até o mundo dos mortos. Assim, quem desceu é o mesmo que subiu, acima e além dos céus, para encher todo o Universo com a sua presença. Foi ele quem “deu dons às pessoas”. Ele escolheu alguns para serem apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e ainda outros para pastores e mestres da Igreja.Ele fez isso para preparar o povo de Deus para o serviço cristão, a fim de construir o corpo de Cristo. Desse modo todos nós chegaremos a ser um na nossa fé e no nosso conhecimento do Filho de Deus. E assim seremos pessoas maduras e alcançaremos a altura espiritual de Cristo. Ef 4:8-13


Stacy-Ann Reeves | George Town, Ilhas Cayman





Á imagem de Deus




Todos temos fotografias de entes queridos em nossas estantes, geladeiras e cômodas ou criados-mudos. Essas fotos simbolizam relacionamentos; e quando olhamos para elas, nos lembramos de quando a foto foi tirada ou de algo especial a respeito das pessoas em questão. Embora elas não estejam fisicamente presentes, sentimo-nos ligados a elas só de olhar para sua imagem. Fomos criados à imagem de Deus, e portanto sabemos que o objetivo era que tivéssemos um relacionamento com Ele. Porque somos criados à Sua imagem, Ele deseja que vejamos Sua imagem refletida em nós.

Toda vez que Deus cria algo, sempre estabelece um lugar para o objeto criado. Gênesis 1 ilustra que tudo o que Ele criou tinha um lar. A lua e as estrelas tinham o firmamento, os animais tinham a terra e os peixes tinham o mar. Gênesis 2:8 declara que Deus plantou um jardim no Éden, “
e ali pôs o ser humano que Ele havia formado”. Nossos primeiros pais eram capazes de existir na própria presença de Deus.

Assim como milhares de quilômetros, e às vezes até a prisão e a morte, nos separam das pessoas que estão em nossas fotos, também este mundo pecaminoso tenta nos separar de Deus e evitar que cumpramos o propósito que Ele tem para nós. Hoje, através da TV, música, videogames e outras influências mundanas, Satanás está persistentemente espalhando mentiras sobre Deus que afastam dEle as pessoas.

Contudo, como um decorador de interiores, Ele conhece o melhor lugar para colocar Seus quadros a fim de que todos sejam atraídos para Ele. O Senhor nos dá em Sua Palavra os instrumentos necessários para fazermos isto: “
Portanto, amem o Senhor, nosso Deus, com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças” (Dt 6:5). Ele nos lembra que estará sempre conosco, “até o fim dos tempos” (Mt 28:20).

Se alguém está em Cristo, é nova criação” (2Co 5:17, NVI). Como Deus originalmente colocou Adão e Eva em Sua própria presença, da mesma forma promete que onde Ele estiver, você estará também (Jo 14:3), isto é, no Céu.

1. Ofereça a um vizinho um prato feito em casa ou um cesto de frutas frescas. Pergunte o que está acontecendo na vida dele, e como você pode orar por – e/ou com – ele. 
2. Represente uma conversa imaginária entre Adão e Deus esclarecendo por que não era bom que Adão estivesse só.
3. Escreva várias frases favoritas da lição desta semana em papéis autocolantes e coloque-os em seu espelho.
4. Pesquise uma doença específica, concentrando-se em como outras partes ou órgãos do corpo contribuem para sua cura.
5. Entre para um pequeno grupo de estudo da Bíblia em sua igreja ou vizinhança (ou inicie um).

Chris Harper | George Town, Ilhas Cayman 



Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/jovens/2010/lj1322010.html