Reencontro - saudades de você - oficial

sábado, 6 de março de 2010

O fruto do Espírito Santo é domínio próprio






“Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado” (1Co 9:27, NVI).


Prévia da semana: O pensamento correto leva à vida correta. Depender dos sentimentos tem seus perigos. O domínio próprio é desenvolvido quando permitimos que as Escrituras orientem nosso pensamento.




O controle de Cristo é domínio próprio


Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio.  (Prov. 25:28)  Este verso basicamente nos fala sobre o controle do próprio temperamento. Os muros eram erigidos para proteger uma cidade contra o crime. A cidade que não fosse protegida estava exposta a todo tipo de coisas. Da mesma forma, a pessoa sem domínio próprio se expõe a todo tipo de males. O domínio próprio é a faculdade de restringir e dirigir a si mesmo de acordo com a vontade de Deus e para Sua glória.


Tentação – 


Intrusa que insiste em vir, 
Impedindo-me de o sucesso conseguir 
No objetivo que tanto tenho almejado 
De ter o fardo dos ombros retirado. 
Ela mexe com meu eu se digo não 
Àquilo que satisfaz à paixão. 
Preso estou em situação dolorosa, 
Pois existo em carne pecaminosa. 
A carne aos rios do pecado me conduz 
E através dos seus desejos me seduz. 
A resistência ao pecado, no momento, 
É um sonho de vida que acalento. 
Mas o futuro, então, à mente vem 
E me vejo alcançando um valioso bem –  
O domínio próprio.


O domínio próprio não é obtido meramente pela supressão dos desejos, mas também pelo controle dos desejos. É a manifestação da obra de Deus em nós por meio do Espírito Santo. A falta de domínio próprio é responsável por muitos dos problemas de hoje em dia. O amor insuficiente por Deus e Sua Palavra resulta na falta de domínio próprio (2Tm 3:1-4  - Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus,).


Como obtemos o domínio próprio? “A fim de saber como nos conduzir circunspectamente, precisamos seguir o caminho indicado pelos passos de Cristo” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 154). 


Aprendemos o domínio próprio ao nos entregarmos ao Senhor. Sermos controlados por Cristo é saber que somos dEle. Nesta semana, que sua oração seja: “Dirige os meus passos nos Teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem” (Sl 17:5, Almeida, Edição Revista e Corrigida de 1969).


Mãos à Bíblia
Alguns sinônimos do domínio próprio são autodisciplina, força mental e força de vontade. Esse fruto do Espírito vai muito além de simplesmente refrear os cristãos para que não façam o que é proibido, mas inclui nos habilitar para fazer o que é bom.


1. Contra que três pecados nos previne 1 João 2:15 e 16
Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, aconcupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. 


Como se manifestam em nossa vida se não formos cuidadosos?


2. Filipenses 4:8  - Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. 


O verso acima menciona quais devem ser os enfoques da vida cristã. Quais são eles, e como podem nos proteger dos perigos mencionados em 1 João 2:15 e 16?


Existe uma constante luta contra o próprio eu, contra a carne e contra os caminhos do mundo. Paulo descreve esse dilema em Romanos 7:15-18 -  Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. 


Porém, em Romanos 8:1, ele nos dá a resposta: “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito” (RC).

Edinor Lindiwe Donda Pretória, África do Sul



sexta-feira, 5 de março de 2010

Autocontrole e autodestruição





Os detalhes que envolvem a morte de Alexandre o Grande são discutíveis. Um relato declara que, enquanto estava ocupado com planos para melhorar a irrigação do Eufrates e acalmar a costa arábica do Golfo Pérsico, Alexandre ficou muito doente durante uma cerimônia em honra da partida de Nearco para a Arábia. Essa mesma cerimônia também estava comemorando a morte de Héracles. Nesse evento, Alexandre encheu uma imensa taça de vinho e a tomou rapidamente. Isso lhe causou grande dor e angústia. Contudo, ninguém conseguiu ajudá-lo, e ficou evidente que ele iria morrer. Seus amigos lhe perguntaram: “Para quem você deixa o reino?” Ele respondeu: “Para o melhor [o mais forte].” Essas foram as últimas palavras dele. Ele foi chamado o Grande, mas não foi “o grande” no exercício do domínio próprio. Ele conquistou o mundo, mas não conseguiu conquistar seus desejos. Ele literalmente morreu de beber.


Segundo uma convergência de evidências científicas e crenças espirituais, o bem-estar consistente depende mais da capacidade da pessoa de controlar experiências internas do que de controlar eventos e circunstâncias externas. Isso de maneira alguma é um conceito novo. É uma ideia encontrada em muitas culturas e religiões. O controle de desejos internos determina o resultado das experiências externas.


Na primeira parte de 2 Samuel 11, Davi intencionalmente observa Bate-Seba se banhando e ordena que ela lhe seja trazida. Como resultado dessa falta de autocontrole, Bate-Seba fica grávida, e Davi manda matar o marido dela para poder se casar com a moça. Esse assassinato em si exibe mais falta de autocontrole ainda. José, contudo, exerceu domínio próprio quando a esposa de Potifar se ofereceu para ele.


Embora a mentira dela sobre o que aconteceu tenha feito com que José fosse parar na prisão, o resultado final de sua recusa em sucumbir à proposta dela foi que uma nação foi salva da morte pela fome.


Mãos à Bíblia
Traído por sua própria família, vendido como escravo, José tinha bons motivos para duvidar do amor e cuidado (e até da existência) do Deus sobre quem ele havia sido ensinado desde a infância. Mas não foi isso o que ele fez.


3. Qual foi o segredo da vitória de José? Gn 39:7-20  -  Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo. Ele, porém, recusou e disse à mulher do seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos. Ele não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus? Falando ela a José todos os dias, e não lhe dando ele ouvidos, para se deitar com ela e estar com ela, sucedeu que, certo dia, veio ele a casa, para atender aos negócios; e ninguém dos de casa se achava presente. Então, ela o pegou pelas vestes e lhe disse: Deita-te comigo; ele, porém, deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora. Vendo ela que ele fugira para fora, mas havia deixado as vestes nas mãos dela, chamou pelos homens de sua casa e lhes disse: Vede, trouxe-nos meu marido este hebreu para insultar-nos; veio até mim para se deitar comigo; mas eu gritei em alta voz. Ouvindo ele que eu levantava a voz e gritava, deixou as vestes ao meu lado e saiu, fugindo para fora. Conservou ela junto de si as vestes dele, até que seu senhor tornou a casa. Então, lhe falou, segundo as mesmas palavras, e disse: O servo hebreu, que nos trouxeste, veio ter comigo para insultar-me; quando, porém, levantei a voz e gritei, ele, deixando as vestes ao meu lado, fugiu para fora. Tendo o senhor ouvido as palavras de sua mulher, como lhe tinha dito: Desta maneira me fez o teu servo; então, se lhe acendeu a ira. E o senhor de José o tomou e o lançou no cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; ali ficou ele na prisão. 


4. Como José foi “recompensado” pela recusa em se submeter à tentação? Gn 39:20. -  E o senhor de José o tomou e o lançou no cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; ali ficou ele na prisão. 


Ele foi acusado falsamente e lançado na prisão. É isso o que se consegue por ser fiel?


5. Qual é a verdadeira recompensa por vivermos de acordo com a vontade de Deus? Gl 6:8 - Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.

Sipiwe Nelani Cidade do Cabo, África do Sul




quarta-feira, 3 de março de 2010

Nenhum de nós







1 - O significado de temperança


Sl 101:3  -  Não porei coisa injusta diante dos meus olhos; aborreço o proceder dos que se desviam; nada disto se me pegará.


1Co 9:24-27  -  Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado 


Gl 5:23 -  mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.


Fp 3:8, 9 -    Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; 


Temperança “é o desenvolvimento harmônico das faculdades físicas, intelectuais e espirituais” (Ellen G. White, Educação, p. 13). É o domínio de todos os nossos atos, pensamentos, sentimentos, hábitos, apetites, desejos e paixões. Temperança, ou domínio próprio, significa morrer para o eu e deixar Cristo assumir o controle de todos os aspectos de nossa vida. Note que esse fruto descreve o relacionamento da pessoa consigo mesma.


2. Quando adquirir o domínio próprio Gn 37-39; Jz 13-16; Dn 1


Lc 2:52 -   E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens


“Na infância e na juventude é que o caráter é mais impressionável. Então é que se deve adquirir o poder do domínio próprio. ... Mais do que qualquer dom natural, os hábitos contraídos nos primeiros anos decidirão se a pessoa há de ser vitoriosa ou vencida na batalha da vida” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 134). Prova disso é vista na vida de Jesus, na de Daniel e seus companheiros, e na de José. Muitas pessoas aconselham a desfrutar a vida enquanto se é jovem. Então, quando se chegar à velhice, alguém poderá começar a viver de maneira reta. Isso não funciona. Considere-se a vida de Sansão, Nero e Alexandre o Grande. Deus nos ensina que devemos buscá-Lo nos dias de nossa mocidade 


(Ec 11:9  -  Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas. 


Ec. 12:1  -  Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer


“O jovem que encontra prazer e felicidade em ler a Palavra de Deus e na oração, é constantemente refrigerado pela Fonte da vida. Ele atingirá uma excelência moral e amplitude de pensamentos de que outros não podem ter ideia” (Idem, p. 431).


3- A mente e nossas palavras 


Pv 4:25, 26  -   Os teus olhos olhem direito, e as tuas pálpebras, diretamente diante de ti. Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam retos.


Mt 6:19, 20  -  Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; 


Cl 3:2, 3  -   Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.


1Jo 2:15, 16  -  Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.


“A mente é a capital do corpo. ... A mente controla o homem todo. Todas as nossas ações, boas ou más, têm sua origem na mente. É a mente que adora a Deus e nos põe em contato com os seres celestiais” (Ellen G. White, Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 72). 


O que dizemos e fazemos se origina na mente. Nossa maneira de responder aos estímulos do ambiente geralmente se origina na mente. Se sua mente estiver focada no mundo, você agirá e pensará como o mundo o faz. O apóstolo Pedro nos admoesta a estar no controle de nossa mente (1Pe 1:13 - Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo). 


Se desejamos pensar de certa maneira, precisamos nos concentrar em coisas que estão associadas a essa maneira (Pv 4:25, 26), pois pela contemplação somos transformados. Precisamos concentrar a mente nas coisas do alto, ajuntar nossos tesouros no Céu e não amar o mundo. 


Precisamos nos concentrar em Cristo (Is 26:3 - Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti ) e aprender a pensar da maneira como Ele pensa, pois Ele é nosso perfeito exemplo. Uma vez que você tenha controle sobre a mente, será mais fácil controlar o que você fala. 


A Bíblia nos encoraja a temperar a palavra com graça (Cl 4:6 - A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um), para que outros possam ser levados a Cristo (Cl 4:6Rm 15:18 - Porque não ousarei discorrer sobre coisa alguma, senão sobre aquelas que Cristo fez por meu intermédio, para conduzir os gentios à obediência, por palavra e por obras,). 


Ore para que Deus ponha guarda aos seus lábios (Sl 141:3 -  Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios). E lembre-se sempre de que as palavras expressam os pensamentos.


4- Os apetites


Hb 12:1 -   Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta... 


1Co 6:19, 20 -   Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.


1Co. 10:31 -   Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. 


O corpo é um templo de Deus. Portanto, não devemos consumir alimentos nem bebidas que o contaminem. Em Romanos 12:1 - (Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional),  somos admoestados a apresentar o corpo como sacrifício vivo a Deus.


O que comemos afeta nossa maneira de pensar. “Nenhum cristão deve ingerir comida ou bebida que lhe embote os sentidos, ou que atue de tal maneira sobre o sistema nervoso que o faça degradar-se, ou o inabilite para a utilidade. O templo de Deus não deve absolutamente ser contaminado. As faculdades da mente e do corpo devem ser conservadas com saúde, de modo a ser empregadas para glória de Deus” (Ellen G. White, Temperança, p. 18). Tudo o que fazemos deve ser feito para a glória de Deus.


5- Os frutos 


Mt 19:26 -   Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível. 


Jo 15:516  -  Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.     -    Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.


Gl 5:22-25  -   Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. 


Fp 4:13 -  tudo posso naquele que me fortalece.


Numa videira, os ramos produzem frutos. Os frutos e os ramos dependem da videira para sua sobrevivência. Cristo disse que Ele é a videira e nós somos os ramos. Se nós, como ramos, permanecermos ligados a Ele, daremos muito fruto. Portanto, sem Ele não podemos produzir os frutos do Espírito. Sem Ele não podemos ter domínio próprio. O fruto do Espírito Santo só pode ser produzido em nós na extensão em que dependemos de Cristo (Mt 19:26Fp 4:13).


Um ramo não produz frutos para consumi-los para si mesmo, mas para servir a outros. Da mesma forma, produzimos os frutos do Espírito Santo para que possamos abençoar a outros e levá-los a Cristo. Precisamos ser capazes de vencer os desejos da carne e praticar a temperança, enquanto fazemos o bem a outros. “Porque nenhum de nós vive apenas para si, e nenhum de nós morre apenas para si” (Rm 14:7).


Mãos à Bíblia
No triste exemplo de Sansão existem lições bastante poderosas que devemos aprender. Foi trágico que alguém com tantos dons e tantas promessas fosse desviado tão facilmente.


6. Considerando o que sabemos sobre Sansão, que importante mensagem e advertência encontramos a seu respeito? Jz 13:24, 25 -  Depois, deu a mulher à luz um filho e lhe chamou Sansão; o menino cresceu, e o SENHOR o abençoou. E o Espírito do SENHOR passou a incitá-lo em Maané-Dã, entre Zorá e Estaol. 


Sansão permitiu que suas paixões e lascívia vencessem todo o bem. Quem não sofre com a realidade desse conflito? O grande conflito não é só um símbolo; descreve a batalha travada entre Cristo e Satanás, não apenas como um conflito cósmico nos céus, mas igualmente em todo ser humano.

Khwezi Yanga Toni Cidade do Cabo, África do Sul



terça-feira, 2 de março de 2010

Determinando o futuro




“O que pode ser feito para conter a onda de doenças e crime que está varrendo a humanidade e levando-a à ruína e à morte? Como a grande causa do mal deve ser encontrada na condescendência com o apetite e a paixão, a primeira e grande obra de reforma deve ser aprender a praticar as lições de temperança e domínio próprio. Para efetuar uma mudança permanente na sociedade para melhor, a educação das massas precisa começar cedo na vida. Os hábitos formados na infância e juventude, os gostos adquiridos, o domínio próprio obtido, os princípios inculcados desde o berço são, de maneira quase certa, o que determina o futuro do homem ou da mulher. Crime e corrupção ocasionados pela intemperança e moral frouxa podem ser evitados pelo treinamento adequado na juventude. Um dos grandes auxílios no aperfeiçoamento de um caráter puro e nobre nos jovens, que os fortaleça no controle do apetite e faça com que se abstenham de excessos degradantes, é a boa saúde física. E, por outro lado, esses mesmos hábitos de domínio próprio são essenciais para a conservação da saúde” (Ellen G. White, Advent Review and Sabbath Herald, 13 de dezembro de 1881).


“Os muros do domínio próprio e da restrição própria, em nenhum caso devem ser enfraquecidos e derribados” (Ellen G. White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 168). “Os que não vencem nas pequeninas coisas não terão força moral para resistir tentações maiores. Todos os que procuram fazer da honestidade o princípio dominante nos assuntos diários da vida, necessitam estar em guarda para que não cobicem nenhuma prata, nem ouro, nem vestes. Enquanto estiverem contentes com o alimento e o vestuário apropriados, considerarão um problema fácil guardar o coração e as mãos do vício da cobiça e desonestidade” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Saúde, p. 410).


Sem dúvida, [irmã H] você enfrentará coisas que irão exacerbar sua mente e testá-la severamente; mas o domínio próprio pode ser seu na força de Jesus.” (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 501).


Mãos à Bíblia
Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado” (1Co 9:27, NVI).
A partir dessa declaração de Paulo, responda às perguntas a seguir:


7. Que analogia (comparação) Paulo usa para nos ajudar a entender a batalha contra o eu e o pecado na qual todos estamos envolvidos?
8. Que confiança tinha Paulo a respeito da corrida em que estava? De onde vinha a confiança dele? Por que devemos ter a mesma confiança?
9. Embora Paulo mostrasse confiança, ele também estava ciente da possibilidade do fracasso. Como ele descreveu isso, e qual foi a solução?

Khaka Gomba Pretória, África do Sul



segunda-feira, 1 de março de 2010

Quando ninguém está olhando





Resistir à tentação pode ser uma batalha, especialmente quando não há ninguém olhando. O próprio Jesus admitiu que, embora às vezes nossa mente possa estar pronta a fazer o que é correto, nossa natureza carnal é como um vento que nos impele para trás (Mc 14:38 - Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca). 


Na hora da provação, quando você achar que ninguém está olhando, Deus está vendo. Ele deseja que pratiquemos o domínio próprio e que controlemos nosso temperamento mesmo quando formos deliberadamente provocados por outros (Rm 12:19-21 - não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem). 


Ele deseja que nos tornemos temperantes em nossa dieta e que sujeitemos até nossos pensamentos ao que é santo e aceitável a Ele. Deus deixou um trilho para seguirmos ao desenvolvermos o domínio próprio. O trilho está claramente demarcado por placas. Eis aqui algumas:


Afivele o cinto de segurança 


Is 59:1  - Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir  


Quando fazemos isso, estamos garantindo que nosso coração esteja seguramente preso ao divino trono da graça. Fazemos isso ao orar fervorosamente e colocar nossa confiança no Altíssimo. Estar em constante comunhão com Ele conservará Suas palavras gravadas em nosso coração. Então, o Espírito Santo poderá nos livrar.


Medite em Filipenses 4:8 -  Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.


Se enchermos a mente de pensamentos puros, estaremos mais bem equipados para resistir à tentação. À medida que as sementes de bons pensamentos germinarem e criarem raízes em nossa mente, estaremos mais capacitados a resistir a quaisquer ataques que coloquem em risco nosso domínio próprio. Resistir ao mal se tornará então uma questão de princípio.


Aprenda a fazer o bem 


Is 1:17 - Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas.  


Ajudar os outros é uma das melhores rotas de fuga na luta contra a tentação. Quando você estiver enfrentando uma situação probante, coloque-se em pé ao lado de Deus, dê meia volta e faça, em vez disso, o que é bom. Atos de bondade neutralizarão a tentação e direcionarão seu enfoque para a força de Deus, em vez de sua fraqueza.


Corra, amigo, corra 


Tg 4:7 -  Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós 


Fugir da tentação não é sinal de fraqueza. É sinal de domínio próprio. Deus diz que precisamos evitar o diabo porque a batalha não é nossa, mas dEle. Quando fugimos, reconhecemos Sua graça salvadora e Sua capacidade de nos salvar. Corra, e deixe que Ele tome conta de seus medos.


Mãos à Bíblia
10. Em outra ocasião, Paulo novamente se referiu à analogia da corrida que vimos anteriormente. Quais são alguns dos “pesos” que estão atrasando sua corrida? Hb 12:1  -  Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta...


11. Que regras para viver em santidade Paulo nos aconselha a seguir? Cl 3:1-10 -   Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória. Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; 


Como você pode aplicar essas regras à sua própria vida a fim de conseguir a vitória sobre o pecado que tão facilmente nos embaraça?


O domínio próprio não é desenvolvido em um só dia. Vem mediante ganhos e perdas, sucessos e fracassos. Leia Filipenses 3:12 - Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. 

Nkosazana Uviwe Maxhela Cidade do Cabo, África do Sul