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sábado, 28 de novembro de 2009

O pecado de Moisés e Arão





“Suba o monte Pisga e lá de cima olhe para o norte e para o sul, para o leste e para o oeste. Olhe bem toda a terra, pois você não vai atravessar o rio Jordão” (Dt 3:27).


Prévia da semana: Nosso progresso em direção à Terra Prometida depende de confiança e obediência incansáveis, possíveis somente pela dependência, momento a momento, da graça de Deus.


Leitura adicional: Salmo 78:17–55; Patriarcas e Profetas, capítulos 37 e 38 (p. 411-432)






Fiz as coisas a meu modo


A canção de Frank Sinatra, “My Way”, ficou no topo das paradas na década de 60 e ainda continua sendo popular. Suas palavras também descrevem bem o pecado de Moisés: “Fiz as coisas a meu modo.” Miriã, a irmã de Moisés, havia acabado de morrer. Os israelitas, uma vez mais, estavam se rebelando contra Deus e clamando para voltar ao Egito. Moisés, cansado das reclamações deles, fez as coisas a seu modo; em vez de obedecer às ordens de Deus para falar à rocha, Moisés feriu a rocha com seu cajado. 


A parte interessante dessa história é que Deus ainda fez sair água da rocha, apesar da desobediência de Moisés. A compaixão e justiça de Deus continuaram brilhando. Em vez de deixar Moisés fazer papel de bobo e dar aos murmuradores um item a mais para acrescentar aos motivos pelos quais eles queriam voltar para o Egito, Deus fez sair água da rocha, matando igualmente a sede dos bons, dos maus e dos animais.


Justiça tinha que ser feita, porém. Moisés e Arão foram punidos por ferir a rocha em vez de falar a ela. Não lhes foi mais permitido fazer os clãs de Israel entrar em Canaã. Eles haviam labutado durante 40 anos no deserto, guiando um povo queixoso, resmungão e murmurador, com a esperança de finalmente se estabelecerem na Terra Prometida. Mas com um ato impensado perderam a oportunidade de conduzir o povo à terra que Deus havia prometido lhes dar. Esse privilégio passou para outro.


Esse parece um alto preço a ser pago pela desobediência. Daqueles que têm muita luz, contudo, de quem muito se exige. Moisés tinha tido muitas experiências e conversas com Deus como líder do povo de Deus. E se ele houvesse falado à rocha? Os israelitas já sabiam que Deus podia fazer sair água de uma rocha que havia sido ferida – mas falar a uma rocha? Quem já tinha ouvido falar de algo assim? Se Moisés e Arão tivessem se concentrado na glória de Deus em vez de em suas próprias frustrações, os propósitos de Deus poderiam ter sido exaltados diante de Israel. Quão mais forte poderia ter se tornado a fé do povo se os líderes não tivessem agido da mesma forma que o povo que estavam guiando!


Ao estudar a lição desta semana, pense sobre a importância de obedecer aos mandamentos de Deus e sobre a misericórdia que Ele nos concede quando deixamos de obedecer a eles.


Mãos à Bíblia
1. O que ordenou Deus que Moisés fizesse, e, em lugar disso, o que ele fez? 


Nm 20:1-13   -   Chegando os filhos de Israel, toda a congregação, ao deserto de Zim, no mês primeiro, o povo ficou em Cades. Ali, morreu Miriã e, ali, foi sepultada. Não havia água para o povo; então, se ajuntaram contra Moisés e contra Arão. E o povo contendeu com Moisés, e disseram: Antes tivéssemos perecido quando expiraram nossos irmãos perante o SENHOR! Por que trouxestes a congregação do SENHOR a este deserto, para morrermos aí, nós e os nossos animais? E por que nos fizestes subir do Egito, para nos trazer a este mau lugar, que não é de cereais, nem de figos, nem de vides, nem de romãs, nem de água para beber? Então, Moisés e Arão se foram de diante do povo para a porta da tenda da congregação e se lançaram sobre o seu rosto; e a glória do SENHOR lhes apareceu. Disse o SENHOR a Moisés: Toma o bordão, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água; assim lhe tirareis água da rocha e dareis a beber à congregação e aos seus animais. Então, Moisés tomou o bordão de diante do SENHOR, como lhe tinha ordenado. Moisés e Arão reuniram o povo diante da rocha, e Moisés lhe disse: Ouvi, agora, rebeldes: porventura, faremos sair água desta rocha para vós outros? Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais. Mas o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei. São estas as águas de Meribá, porque os filhos de Israel contenderam com o SENHOR; e o SENHOR se santificou neles.


“A água jorrou em abundância, satisfazendo os israelitas. Mas uma grande falta fora cometida. Moisés falara com sentimento de irritação. [...] Quando ele os acusou, agravou o Espírito de Deus e apenas fez mal ao povo. Sua falta de paciência e domínio próprio foram evidentes. Assim, foi dada ao povo ocasião para pôr em dúvida que sua atuação passada fora sob a direção de Deus, e desculpar seus próprios pecados. Moisés, bem como os israelitas, havia ofendido a Deus” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 417).




Kristi Geraci | Belgrade, EUA


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O plano da salvação







O pecado entra 


(Pv 29:23).  A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra.


Israel precisava de comida e água. Quando chegaram a Cades, não viram nenhuma das duas coisas. Essa não era a primeira vez que eles precisavam ter essas duas necessidades satisfeitas. Veja 


Êx. 15:22-26;  -  Fez Moisés partir a Israel do mar Vermelho, e saíram para o deserto de Sur; caminharam três dias no deserto e não acharam água. Afinal, chegaram a Mara; todavia, não puderam beber as águas de Mara, porque eram amargas; por isso, chamou-se-lhe Mara. E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber? Então, Moisés clamou ao SENHOR, e o SENHOR lhe mostrou uma árvore; lançou-a Moisés nas águas, e as águas se tornaram doces. Deu-lhes ali estatutos e uma ordenação, e ali os provou, e disse: Se ouvires atento a voz do SENHOR, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e deres ouvido aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o SENHOR, que te sara.


Êx. 17:1-7;  -  Tendo partido toda a congregação dos filhos de Israel do deserto de Sim, fazendo suas paradas, segundo o mandamento do SENHOR, acamparam-se em Refidim; e não havia ali água para o povo beber. Contendeu, pois, o povo com Moisés e disse: Dá-nos água para beber. Respondeu-lhes Moisés: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao SENHOR? Tendo aí o povo sede de água, murmurou contra Moisés e disse: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós, a nossos filhos e aos nossos rebanhos? Então, clamou Moisés ao SENHOR: Que farei a este povo? Só lhe resta apedrejar-me. Respondeu o SENHOR a Moisés: Passa adiante do povo e toma contigo alguns dos anciãos de Israel, leva contigo em mão o bordão com que feriste o rio e vai. Eis que estarei ali diante de ti sobre a rocha em Horebe; ferirás a rocha, e dela sairá água, e o povo beberá. Moisés assim o fez na presença dos anciãos de Israel. E chamou o nome daquele lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel e porque tentaram ao SENHOR, dizendo: Está o SENHOR no meio de nós ou não? 


Núm 20:8.  -  Toma o bordão, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água; assim lhe tirareis água da rocha e dareis a beber à congregação e aos seus animais. 


Quando Moisés estava sobre seu rosto diante de Deus, o Senhor lhe deu sabedoria. Quando Moisés desobedeceu à ordem de Deus, foi sentenciado a morrer no deserto. Antes de ferir a rocha, ele creditou a si mesmo o milagre que estava para acontecer: “Será que teremos que tirar água?” (Nm 20:10, NVI). Essa desobediência, essa rebelião significou que Moisés morreria sem ver a terra prometida.


Moisés encontra um jeito


(Nm 21:4)  -  Então, partiram do monte Hor, pelo caminho do mar Vermelho, a rodear a terra de Edom, porém o povo se tornou impaciente no caminho. 


Moisés não tinha razão para continuar em frente; mas tinha como objetivo a terra prometida e desejava levar seu povo até lá de qualquer forma. Contudo, Edom estava no caminho, e Edom não confiava em Israel.


Israel recebera seu nome do patriarca Jacó, que recebera o nome Israel de Jesus. Edom tinha um patriarca também, e seu nome era Esaú, o irmão de Jacó. Jacó/Israel era conhecido por sua traição de Esaú, e Edom havia aprendido, por meio dessas experiências passadas, a não confiar em Israel. Moisés prometeu que Israel não interferiria com Edom enquanto passassem, mas de qualquer forma o acesso deles foi negado.


Israel não precisou lutar para passar por Edom. Moisés se encarregou de achar outra rota (Nm 21:4). 


Da mesma forma, após o pecado, não precisamos trabalhar para percorrer o caminho de volta às cortes celestiais. Cristo encontrou uma rota diferente. Ele achou uma forma de travar a guerra por nós, e pelas Suas feridas fomos curados (Is 53:5)  -  Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.


O poder do perdão 


(Tg 4:7-10)   -  Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração. Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará. 


Agora era hora de Arão dizer adeus ao resto dos viajantes. Contudo, ao ele se aproximar da morte, certas rebeliões vieram à mente, mais notavelmente a do bezerro de ouro (Êx 32). Arão deve ter ficado preocupado com sua salvação, mas Deus não ficou. “Todas as suas [de Moisés e Arão] capacidades tinham-se desenvolvido, exaltado, dignificado, pela comunhão com o Ser infinito. Sua vida fora despendida em abnegado trabalho para Deus e seus semelhantes; seu rosto evidenciava ... firmeza e nobreza de propósitos” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 425).


Você vê as incríveis coisas ditas sobre Arão no fim de sua vida? Leia Tiago 4:7-10 


Se Arão tivesse tido o Novo Testamento, essas palavras de Tiago teriam sido inspiradoras para o velho e cansado sumo sacerdote.


Na Bíblia, as más notícias são sempre seguidas por boas notícias. Arão era um pecador. Deus o perdoou. Leia as más notícias de (Rom. 3:23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus) e depois leia as boas notícias que vêm no (verso 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus).


Cristo se tornou uma serpente por nós?


(Jo 3:14, 15; -  E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. 


Rm 6:10)  Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus.  


Do Gênesis ao Apocalipse, a serpente representa Satanás. É por isso que essa história em Números 21 pode confundir. Enquanto as pessoas continuavam sua pecaminosa murmuração ao redor de Edom, serpentes abrasadoras começaram a picar o povo, e muitas pessoas morreram. Eles admitiram seu crime e foram até seu mediador, Moisés, em busca de ajuda. Então a história toma um rumo estranho. Uma serpente deve ser levantada e todos os olhos devem se voltar para ela. Os que olharem serão instantaneamente curados.


As serpentes abrasadoras são as consequências do pecado, enquanto que a serpente de bronze é Cristo. (Cristo se fez pecado por nós leia Isaías 53).


Cristo Se humilhou, de forma que pudéssemos exaltá-Lo por ter tomado sobre Si as consequências de nossos pecados. Nenhuma outra religião fala de Deus se tornar homem para ajudar a humanidade. Nunca se esqueça de quão especial é isso.


Vitória em Jesus 


(Rm 13:11, 12;   -  E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos. Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz. 


1Jo 1:9)  -  Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.  


Qualquer pai sabe quão frequentemente dizem a seus filhos que eles “reclamam demais”. Israel era esse filho. Eles também tiveram seu quinhão de pecados, rebeliões, revoltas e lapsos de falta de fé. Como foi então que Deus pôde continuar e levá-los até a terra prometida? Leia sobre Seu perdão em Romanos 3:24 e 1 João 1:9.


Israel teve alguns momentos difíceis, mas também viram Deus fazer muitas maravilhas. Quanto mais Israel “vagueava” para longe do Egito, mais viajavam próximos de Deus. 


Israel foi a “igreja militante” (incluindo as três principais vitórias encontradas em Números 20 e 21) e estava se tornando a “igreja triunfante”. 


Logo após suas vitórias sobre os povos do sul de Canaã, os amorreus e os residentes de Basã, acamparam-se às margens do Rio Jordão, prontos a reivindicar o que era deles. 


Medite nas palavras de Paulo em Romanos 13:11 e 12. Estamos, como igreja, prontos a despertar e nos tornar a “igreja triunfante”? Todos nós temos pecado, mas Cristo achou uma forma de nos salvar. Ele Se ofereceu como nosso resgate. Oferece-nos perdão e nos concede completa vitória.


Mãos à Bíblia
2. Que fatos interessantes foram registrados na morte de Arão? Por que Deus anunciou dessa forma esse acontecimento? 


Nm 20:23-29. -  Disse o SENHOR a Moisés e a Arão no monte Hor, nos confins da terra de Edom: Arão será recolhido a seu povo, porque não entrará na terra que dei aos filhos de Israel, pois fostes rebeldes à minha palavra, nas águas de Meribá. Toma Arão e Eleazar, seu filho, e faze-os subir ao monte Hor; depois, despe Arão das suas vestes e veste com elas a Eleazar, seu filho; porque Arão será recolhido a seu povo e aí morrerá. Fez Moisés como o SENHOR lhe ordenara; subiram ao monte Hor, perante os olhos de toda a congregação. Moisés, pois, despiu a Arão de suas vestes e vestiu com elas a Eleazar, seu filho; morreu Arão ali sobre o cimo do monte; e dali desceram Moisés e Eleazar. Vendo, pois, toda a congregação que Arão era morto, choraram por Arão trinta dias, isto é, toda a casa de Israel.


Que lições podemos tirar desse acontecimento sobre a sucessão da obra de Deus?


O capítulo 20 começa com a morte de Miriã e termina com a morte de Arão. É claro que a geração mais velha estava passando, e a nova devia assumir as responsabilidades onde os mais antigos pararam. Vemos a mesma coisa em nossa igreja hoje. Podemos cumprir fielmente nosso dever, mas, cedo ou tarde, saímos de cena, e outros erguem o estandarte onde o deixamos.




Phil Vecchiarelli | Kinlichee, EUA






quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A malignidade do pecado







Nesta era de “perdão” e “tolerância”, às vezes, é difícil compreender o conceito da “excessiva malignidade do pecado”. Mas em Sua bondade e misericórdia, Deus também forneceu “o resto da história”, como diria o radialista americano Paul Harvey.


“Nada temos a recear no futuro, a não ser que nos esqueçamos do caminho pelo qual Deus nos tem conduzido” (Ellen G. White, Testemunhos Para Ministros, p. 31).


“Deus fez amplas provisões para Seu povo; e, se depositarem confiança em Sua força, jamais se tornarão o joguete das circunstâncias. A tentação mais forte não pode desculpar o pecado. Por maior que seja a pressão exercida sobre a alma, a transgressão é o nosso próprio ato. Não está no poder da Terra nem do inferno compelir alguém a fazer o mal. Satanás nos ataca em nossos pontos fracos, mas não é o caso de sermos vencidos. Por mais severo ou inesperado que seja o ataque, Deus nos proveu auxílio e em Sua força podemos vencer” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 421).


“Tende em mente ser fiéis estudantes na escola de Cristo, aprendendo a pôr diariamente vossa vida em harmonia com o Modelo divino. Fixai o rosto em direção ao Céu, e avançai para o alvo, para o prêmio da alta vocação em Cristo Jesus. Correi com paciência a carreira cristã, e erguei-vos acima de toda tentação, por mais cruel que seja. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Achegai-vos a Deus; e se desejais dar os primeiros passos na ascensão, verificareis que Sua mão se acha estendida para vos ajudar” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 79.


Mãos à Bíblia
3. A respeito de quê os israelitas passaram a se queixar? 


Nm 21:1-5.  -  Ouvindo o cananeu, rei de Arade, que habitava no Neguebe, que Israel vinha pelo caminho de Atarim, pelejou contra Israel e levou alguns deles cativos. Então, Israel fez voto ao SENHOR, dizendo: Se, de fato, entregares este povo nas minhas mãos, destruirei totalmente as suas cidades. Ouviu, pois, o SENHOR a voz de Israel e lhe entregou os cananeus. Os israelitas os destruíram totalmente, a eles e a suas cidades; e aquele lugar se chamou Horma. Então, partiram do monte Hor, pelo caminho do mar Vermelho, a rodear a terra de Edom, porém o povo se tornou impaciente no caminho. E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito, para que morramos neste deserto, onde não há pão nem água? E a nossa alma tem fastio deste pão vil.


Pense em tudo o que lhes aconteceu e tudo pelo que eles passaram. Havia alguma justificação para as queixas?


Os israelitas não tinham razão para murmurar. Afinal, cada dia de sua viagem eles tinham sido mantidos por um milagre da misericórdia divina. 


Tinham toda a água de que precisavam, mesmo no deserto; 


tinham pão do Céu para comer, pão dos anjos (Sl 78:25); - Comeu cada qual o pão dos anjos; enviou-lhes ele comida a fartar. 


e tinham paz e segurança sob a nuvem de dia e a coluna de fogo à noite. 


Não havia um fraco em todas as suas fileiras. Seus pés não incharam em suas longas jornadas, nem suas vestes envelheceram 


(Dt 8:3, 4;  - Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais o conheciam, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do SENHOR viverá o homem. Nunca envelheceu a tua veste sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos. 


Sl 105:37).  -  Então, fez sair o seu povo, com prata e ouro, e entre as suas tribos não havia um só inválido.


4. Quais são algumas das coisas que você acha naturais e certas em sua vida? Por que é tão tolo fazer isso?


A única forma de cura para isso é a gratidão diária ao Senhor por tudo que Ele nos concede. Deus não precisa de nosso louvor; nós é que precisamos louvá-Lo tanto quanto pudermos, pois isso serve como lembrança constante de quanto temos de ser gratos a Ele.




Twyla Geraci | Belgrade, EUA




terça-feira, 24 de novembro de 2009

Duas batidas e você está fora







Em Números 20, encontramos o exausto líder de um grupo de pessoas ingratas sendo submetido a mais uma prova. Moisés os havia guiado sob a instrução de Deus por 40 anos. Havia suportado pacientemente toda a reclamação deles, muitas vezes se prostrando diante de Deus em favor do povo.


Agora o povo se une novamente contra ele e Arão. Acham que Deus os conduziu a um lugar ruim, e que eles e seus animais estão morrendo de sede. Não é de admirar que Moisés e Arão fiquem indignados. Mas em vez de ficarem indignados porque Deus foi insultado, sentem raiva por causa de tudo que têm tido de suportar. Em vez de seguirem as instruções de Deus no assunto, deixam-se dominar por sua ira e impaciência. Esse momento de fraqueza lhes custa caro.


Moisés e Arão “haviam sido vencidos por uma tentação súbita, e sua contrição foi imediata e provinha do coração. O Senhor aceitou seu arrependimento, embora não pudesse remover a punição”(Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 419).


Muitos dos fiéis líderes de nossa igreja têm suportado críticas e murmurações contra si por se apegarem às ordens de Deus. Nós, os membros (exatamente como Israel do passado), somos propensos a citar ditados populares e a chegar a nossas próprias decisões independentes do conselho de Deus. Também esperamos que os líderes atendam a nossas exigências a despeito de suas convicções ou das sugestões do Espírito Santo.


Você pode pensar em outros exemplos de líderes que sucumbiram à pressão? 
Arão o fizera anteriormente, no deserto, quando o povo pediu que lhes fizesse um ídolo para adorarem enquanto Moisés estava no monte. 


Pilatos não queria crucificar Jesus, mas ficou com medo de enfrentar a multidão que exigia a morte do Mestre. 


Não será interessante descobrir, no dia do juízo, quantos líderes se perderam devido à pressão daqueles a quem estavam liderando?


Contudo, Deus espera que aqueles a quem Ele escolheu para serem líderes permaneçam fiéis aos princípios, apesar da pressão. Quanto aos membros do rebanho, é um positivo chamado que busquem o conhecimento de Deus e estejam em sintonia com Sua vontade, para que possam apoiar os líderes em vez de serem uma pedra de tropeço.


Mãos à Bíblia
5. Como vemos novamente Moisés no papel de intercessor? Por que, especialmente nessa ocasião, o povo precisava de um intercessor? 


Nm 21:5-9  -   E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito, para que morramos neste deserto, onde não há pão nem água? E a nossa alma tem fastio deste pão vil. Então, o SENHOR mandou entre o povo serpentes abrasadoras, que mordiam o povo; e morreram muitos do povo de Israel. Veio o povo a Moisés e disse: Havemos pecado, porque temos falado contra o SENHOR e contra ti; ora ao SENHOR que tire de nós as serpentes. Então, Moisés orou pelo povo. Disse o SENHOR a Moisés: Faze uma serpente abrasadora, põe-na sobre uma haste, e será que todo mordido que a mirar viverá. Fez Moisés uma serpente de bronze e a pôs sobre uma haste; sendo alguém mordido por alguma serpente, se olhava para a de bronze, sarava.


Deus não havia enviado as serpentes venenosas aos israelitas; ao contrário, o Senhor havia tirado deles Sua proteção e, então, eles sofreram as consequências.


6. Como Jesus relacionou o incidente das serpentes com o plano de salvação? 


Jo 3:14, 15. -  E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto,assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. 


Em que sentido todos nós fomos picados por serpentes abrasadoras?


A morte de Jesus, em si, não traz automaticamente salvação ao mundo. Sua morte forneceu os meios de salvação. Mas, assim como o povo no deserto precisava olhar para a serpente de metal, temos que olhar para Jesus e crer a fim de receber o que Ele oferece tão livre e graciosamente.


Danny Williams | Missão La Vida, Novo México, EUA










segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Nenhuma desculpa







O povo de Israel estava sendo irrazoável novamente. Não é de admirar que Moisés e Arão, por mais pacientes que tivessem sido durante todos aqueles anos, tenham perdido a paciência. Mas Deus não diz uma palavra sobre a rebelião do povo, embora tivesse dito muito sobre isso em ocasiões passadas. Agora toda a Sua reprovação cai sobre Seus dois líderes que, num momento de paixão, falam iradamente ao povo beligerante.


Conquanto Arão tivesse um registro de liderança com algumas manchas, Moisés nunca tinha falhado para com os filhos de Israel até agora. Em todos os problemas ele havia se voltado para Deus como o verdadeiro possuidor de todos os problemas envolvidos na condução de Israel até a Terra Prometida. Quando Deus iradamente disse a Moisés: “O seu povo, o povo que você tirou do Egito”, Moisés O lembrou: “Ó Senhor, por que ficaste assim tão irado com o Teu povo, que tiraste do Egito?” (Êx 32:7, 11).


Deus deseja que Seu povo reconheça que Ele é seu líder e que Moisés é Seu servo, que está seguindo Sua direção. Moisés tinha sido fiel em reconhecer isto diante do povo. Até agora. “Será que vamos ter de fazer sair água desta rocha para vocês?” Moisés grita para a multidão e, ao fazê-lo, aceita publicamente responsabilidade pessoal pela liderança do povo (Nm 20:10).


Nesse momento de fraqueza, Moisés desfez muito de seu testemunho sobre o fato de Deus ser o proprietário e líder do povo. Se Deus não tivesse tratado rapidamente dessa falha, o povo teria achado que uma grande provocação é desculpa para o pecado. Essa era uma questão crítica que Deus tinha de tornar perfeitamente clara. Nunca há desculpa para o pecado. Se houvesse, não haveria necessidade de Cristo morrer. Humildemente, Moisés reconheceu a justiça de sua punição. Ninguém jamais poderia dizer que Deus tem favoritos. O pecado é tão terrível que mesmo um pequeno deslize na paciência tem consequências de longo alcance. Conquanto Deus tenha perdoado abundantemente Moisés e Arão, não podia desculpar o pecado deles. Que bênção o fato de que Ele prometeu nunca nos abandonar, de que Ele está sempre pronto a nos livrar do poder do mal!


Mãos à obra
  1. Mapeie a rota delineada em Números 20 e 21. Calcule a distância extra percorrida porque Edom negou passagem a Israel.
  2. Compare e contraste as medidas tomadas por Israel contra Edom e contra os cananeus. Por que foram medidas tão diferentes?
  3. Escreva ou mande um e-mail para alguém com quem você teve uma briga, lembrando-se de que, conquanto Deus não tenha removido as consequências do comportamento de Arão e Moisés, Ele os perdoou.
  4. Entreviste alguém que você considere uma coluna em sua igreja ou em sua vida. Pergunte a essa pessoa como tem lidado com a tentação e a obediência em sua própria vida.
  5. Reflita em quão feliz você é por ter água e comida à sua disposição e considere o fato de que às vezes você ainda tem problemas para obedecer a Deus.




Cheryl Woolsey Des Jarlais | Ronan, EUA