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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Por que Deus Se ira?






Quando leio a Bíblia, muitas vezes fico pensando sobre a pergunta: “Por quê?” Por que será que Deus fez isso? Por que Ele reagiu dessa forma? Assim, hoje vamos pensar no “Por quê?” para que possamos aprender algo sobre Deus e também sobre nós mesmos.


Leia Números 20 numa tradução que não seja a que você normalmente usa. Às vezes isso quebra aquele padrão do “já ouvi essa história um milhão de vezes” e nos dá uma perspectiva nova.


Enquanto você lê, coloque-se no lugar do personagem da história. Números 20:1 nos conta que Miriã morreu. A seguir lemos que o povo está reclamando para Moisés sobre a água. Precisamos perguntar a nós mesmos como seria ficar sabendo que Miriã tinha morrido. Qual seria o sentimento de estar no deserto sem água? Não ficaríamos com medo? Mas Deus tinha cuidado de muitos problemas semelhantes no passado. Os filhos de Israel tiveram amplas oportunidades de ver Sua provisão, de forma que a essa altura deviam ter confiado nEle.


Examine o texto em busca de evidências da justiça e misericórdia de Deus não só para com as pessoas envolvidas, mas também para com o bem-estar a longo prazo do povo de Israel, para com a instrução das nações ao redor deles, e mesmo para com o Universo. Faça um gráfico para ajudar você a visualizar isso. Num dos lados de uma folha de papel declare por que os atos de Deus parecem injustos, e para com quem. Do outro lado, declare por que os atos de Deus parecem justos, e quem se beneficia desses atos. Considere estas perguntas: 


(a) Por que as consequências desse pecado foram tão severas? Deus tratou os líderes de maneira diferente das pessoas a quem eles estavam liderando? Por quê? (Leia Patriarcas e Profetas, capítulo 37.) 


(b) As pessoas aprenderam a confiar em Deus? No capítulo seguinte, elas reclamam uma vez mais. Leia Números 21:5  -  E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito, para que morramos neste deserto, onde não há pão nem água? E a nossa alma tem fastio deste pão vil.  


Reclamamos quando o que Deus nos dá não é exatamente o que desejamos? Como Deus tentou ajudar Israel a desenvolver a confiança? Por que era importante que eles demonstrassem confiança às nações ao seu redor?


Vez após vez, Deus permite que os seres humanos sofram as consequências, e vez após vez, Ele perdoa e cura. Esse exemplo da rebelião no deserto nos ensina sobre a seriedade da desobediência. Também oferece um belo exemplo de Seu amor e de Sua provisão para nossas maiores necessidades – perdão para nossos pecados e reconciliação com Ele.


Mãos à Bíblia
7. Leia Números 21:10-33 -   Então, partiram os filhos de Israel e se acamparam em Obote. Depois, partiram de Obote e se acamparam em Ijé-Abarim, no deserto que está defronte de Moabe, para o nascente. Dali, partiram e se acamparam no vale de Zerede. E, dali, partiram e se acamparam na outra margem do Arnom, que está no deserto que se estende do território dos amorreus; porque o Arnom é o limite de Moabe, entre Moabe e os amorreus. Pelo que se diz no Livro das Guerras do SENHOR: Vaebe em Sufa, e os vales do Arnom, e o declive dos vales que se inclina para a sede de Ar e se encosta aos limites de Moabe. Dali partiram para Beer; este é o poço do qual disse o SENHOR a Moisés: Ajunta o povo, e lhe darei água. Então, cantou Israel este cântico: Brota, ó poço! Entoai-lhe cânticos! Poço que os príncipes cavaram, que os nobres do povo abriram, com o cetro, com os seus bordões. Do deserto, partiram para Matana. E, de Matana, para Naaliel e, de Naaliel, para Bamote. De Bamote, ao vale que está no campo de Moabe, no cimo de Pisga, que olha para o deserto. Então, Israel mandou mensageiros a Seom, rei dos amorreus, dizendo: Deixa-me passar pela tua terra; não nos desviaremos pelos campos nem pelas vinhas; as águas dos poços não beberemos; iremos pela estrada real até que passemos o teu país. Porém Seom não deixou passar a Israel pelo seu país; antes, reuniu todo o seu povo, e saiu ao encontro de Israel ao deserto, e veio a Jasa, e pelejou contra Israel. Mas Israel o feriu a fio de espada e tomou posse de sua terra, desde o Arnom até ao Jaboque, até aos filhos de Amom, cuja fronteira era fortificada. Assim, Israel tomou todas estas cidades dos amorreus e habitou em todas elas, em Hesbom e em todas as suas aldeias. Porque Hesbom era cidade de Seom, rei dos amorreus, que tinha pelejado contra o precedente rei dos moabitas, de cuja mão tomara toda a sua terra até ao Arnom. Pelo que dizem os poetas: Vinde a Hesbom! Edifique-se, estabeleça-se a cidade de Seom! Porque fogo saiu de Hesbom, e chama, da cidade de Seom, e consumiu a Ar, de Moabe, e os senhores dos altos do Arnom. Ai de ti, Moabe! Perdido estás, povo de Quemos; entregou seus filhos como fugitivos e suas filhas, como cativas a Seom, rei dos amorreus. Nós os asseteamos; estão destruídos desde Hesbom até Dibom; e os assolamos até Nofa e com fogo, até Medeba. Assim, Israel habitou na terra dos amorreus. Depois, mandou Moisés espiar a Jazer, tomaram as suas aldeias e desapossaram os amorreus que se achavam ali. Então, voltaram e subiram o caminho de Basã; e Ogue, rei de Basã, saiu contra eles, ele e todo o seu povo, à peleja em Edrei.


e responda: Que promessas os hebreus fizeram ao rei pagão Seom? O que foi oferecido nessa promessa?


8. Quem atacou primeiro? Verso 23  - Porém Seom não deixou passar a Israel pelo seu país; antes, reuniu todo o seu povo, e saiu ao encontro de Israel ao deserto, e veio a Jasa, e pelejou contra Israel.


9. Que diferença houve entre a maneira de os israelitas responderem ao rei Seom e ao rei Ogue?


“Estas nações nas fronteiras de Canaã teriam sido poupadas, caso não se houvessem levantado em desafio à palavra de Deus e se oposto à marcha de Israel” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 434).


(Jz 11:18-22) -  Depois, andou pelo deserto, e rodeou a terra dos edomitas e a terra dos moabitas, e chegou ao oriente da terra destes, e se acampou além do Arnom; por isso, não entrou no território dos moabitas, porque Arnom é o limite deles. Mas Israel enviou mensageiros a Seom, rei dos amorreus, rei de Hesbom; e disse-lhe: Deixa-nos, peço-te, passar pela tua terra até ao meu lugar. Porém Seom, não confiando em Israel, recusou deixá-lo passar pelo seu território; pelo contrário, ajuntou todo o seu povo, e se acampou em Jaza, e pelejou contra Israel. O SENHOR, Deus de Israel, entregou Seom e todo o seu povo nas mãos de Israel, que os feriu; e Israel desapossou os amorreus das terras que habitavam. Tomou posse de todo o território dos amorreus, desde o Arnom até ao Jaboque e desde o deserto até ao Jordão. 




Gayle Smith | Missão La Vida, Novo México, EUA






sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Sacerdotes e levitas







“O Senhor Deus disse a Arão: – Você não terá terras nem propriedades em Israel, como os outros israelitas têm. No meio dos israelitas, Eu sou a sua propriedade, a parte que você vai receber” (Nm 18:20).


Prévia da semana: O apoio ao serviço de Deus é um dever sagrado e elevada honra.


Leitura adicional: Patriarcas e Profetas, capítulos 30 e 31, p. 343-362








Siga o Mestre




O jogo “Siga o Mestre” era um dos meus favoritos quando era criança. Alguém é o “mestre” enquanto os outros precisam fazer o que o “mestre” lhes diz. Se o mestre falar: “O mestre diz: sentem!”, os jogadores que não se sentarem estão fora. Contudo, se o mestre falar simplesmente: “Sentem!”, sem primeiro falar “O mestre diz”, então os jogadores que se sentarem é que estão fora. Aquele que ficar após uma variada série de ordens é declarado o vencedor. Na maior parte, o que importa nesse jogo é o espírito da ordem e não os atos. O objetivo do jogo é evidenciar a capacidade de distinguir entre ordens válidas e inválidas, e não a capacidade física.


Esse jogo popular me faz lembrar do tempo em que os israelitas estavam no deserto, guiados pela nuvem de Deus. A nuvem lhes dava sombra durante o dia, e tomava a forma de coluna de fogo para lhes dar luz durante a noite. E assim como uma jogada de “Siga o Mestre” (sendo que Deus era o Mestre através da nuvem), os israelitas montavam acampamento onde quer que a nuvem se detivesse, ou seguiam a nuvem toda vez que ela se erguia de cima do tabernáculo.


Às vezes, a nuvem ficava apenas durante uma noite e se levantava na manhã seguinte. Mas fosse dia ou noite, quando a nuvem se levantava as pessoas deviam desmontar o acampamento e seguir em frente. 


Quer a nuvem ficasse acima do tabernáculo por dois dias, um mês ou um ano, o povo de Israel permanecia acampado. Contudo, logo que ela se levantava, desmontavam o acampamento e continuavam viajando (ver Nm 9:23 - Segundo o mandado do SENHOR, se acampavam e, segundo o mandado do SENHOR, se punham em marcha; cumpriam o seu dever para com o SENHOR, segundo a ordem do SENHOR por intermédio de Moisés).


Os sacerdotes e levitas, juntamente com o restante dos israelitas, viajavam, acampavam e adoravam segundo o que Deus guiava. Quando as pessoas seguem a direção de Deus, podem ter certeza de que estão onde Deus deseja que estejam, quer estejam em movimento ou paradas em determinado local.


Portanto, em vez de orarmos: “Deus, o que o Senhor deseja que eu faça a seguir?”, é melhor perguntar: “Deus, o que o Senhor deseja que eu faça enquanto estou aqui?” As orientações de Deus não são sempre só para seu próximo grande passo. Ele tem um propósito em colocar você onde você está agora. Portanto, ao estudar a lição desta semana sobre Números, lembre-se das necessidades ao seu redor e de como você pode ajudar a supri-las.


Mãos à Bíblia
1. Leia Êxodo 19:5 e 6.  -  Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel. 


Como podemos aplicar essas palavras a nós mesmos, como igreja chamada para levar a mensagem ao mundo? Esse chamado é incondicional? 


1Pe 2:9; Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; 


Ap 14:6-12  -  Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. 

Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição. 

Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome. 

Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. 


2. Que distinções havia entre os encargos dos sacerdotes e dos levitas? 


Nm 18:1-7  -  Disse o SENHOR a Arão: Tu, e teus filhos, e a casa de teu pai contigo levareis sobre vós a iniqüidade relativamente ao santuário; tu e teus filhos contigo levareis sobre vós a iniqüidade relativamente ao vosso sacerdócio. Também farás chegar contigo a teus irmãos, a tribo de Levi, a tribo de teu pai, para que se ajuntem a ti e te sirvam, quando tu e teus filhos contigo estiverdes perante a tenda do Testemunho. Farão o serviço que lhes é devido para contigo e para com a tenda; porém não se aproximarão dos utensílios do santuário, nem do altar, para que não morram, nem eles, nem vós. Ajuntar-se-ão a ti e farão todo o serviço da tenda da congregação; o estranho, porém, não se chegará a vós outros.Vós, pois, fareis o serviço do santuário e o do altar, para que não haja outra vez ira contra os filhos de Israel. Eu, eis que tomei vossos irmãos, os levitas, do meio dos filhos de Israel; são dados a vós outros para o SENHOR, para servir na tenda da congregação. Mas tu e teus filhos contigo atendereis ao vosso sacerdócio em tudo concernente ao altar, e ao que estiver para dentro do véu, isto é vosso serviço; eu vos tenho entregue o vosso sacerdócio por ofício como dádiva; porém o estranho que se aproximar morrerá. 


É importante notar que, embora toda a nação devesse ser “reino de sacerdotes”, só certas pessoas eram admitidas para determinados cargos, como se vê na divisão entre os levitas, a família de Arão e a população em geral, e na divisão entre a família de Arão e os levitas.




Jeffrey T. Adriano | Muntinlupa, Filipinas







terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ministros do evangelho são pessoas especiais para Deus






Certo sábado, fui assistir à ordenação pastoral de um amigo. O orador enfatizou que, conquanto cada filho de Deus seja chamado para o Seu serviço, Ele separou os pastores para o ministério. Sua esposa, uma de minhas melhores amigas, também foi comissionada para esse sagrado chamado, enfatizando a importância de seu papel como esposa de pastor.


Dedicados a um elevado chamado (Nm 3).


Os levitas foram separados por Deus para o sagrado serviço do tabernáculo. Mas será que foram escolhidos para o sacerdócio? Quando Moisés voltou do Monte Sinai após receber os Dez Mandamentos, viu o acampamento adorando um bezerro fundido. Quando Moisés perguntou quem estava do lado do Senhor, os levitas foram a única tribo que se alinhou atrás dele e que não havia participado da adoração idólatra (Êx 32:26). Assim, eles conquistaram o favor de Deus naquele dia.


Recapitule Números 3. Aqui vemos que o acampamento hebreu estava disposto com o tabernáculo no centro e as três famílias de Levi mais próximas a ele. 


Os gersonitas estavam posicionados do lado oeste, atrás do tabernáculo. Eram encarregados das cortinas e da cobertura do tabernáculo. 


Os coatitas estavam posicionados do lado sul do tabernáculo, e eram responsáveis pelos móveis. 


Os meraritas estavam posicionados ao norte do santuário. Foram apontados para cuidar da estrutura do tabernáculo e outros equipamentos.


As tendas de Moisés, Arão e dos sacerdotes ungidos, que eram filhos de Arão, ficavam do lado oeste do tabernáculo. Eram encarregados do cuidado geral do santuário e cuidavam das necessidades do povo. 


O sacerdócio estava exclusivamente destinado a Arão e seus filhos, como havia sido especificamente ordenado por Deus. 


A nenhuma pessoa que não fosse levita era permitido se aproximar do tabernáculo do testemunho, sob pena de ser morta.


Os levitas deviam desmontar o santuário quando a coluna de nuvem se levantasse de sobre ele. Então, Israel devia seguir em sua viagem para a terra prometida. Quando a nuvem parava, os levitas deviam montar o santuário novamente. Ao anoitecer, a nuvem parecia fogo, dando luz ao acampamento. Foi por meio de Moisés que eles obedeceram a essas santas ordens.


Após a rebelião de Corá, que era primo de Moisés e Arão, Deus enfatizou os distintos papéis e funções entre os sacerdotes e levitas. Essas instruções claras nos mostram a importância e santidade desses encargos e funções. Da mesma forma, Deus nos deu certas responsabilidades pelas quais nos considera responsáveis. Ele nos dá nossa obra não por causa de qualquer coisa em nós, mas por causa de Sua abundante graça.


Vivendo da graça sustentadora de Deus (Nm 18, 19). 


Deus não deu nenhuma terra aos levitas. Ao contrário, eles viviam das ofertas dadas pelos filhos de Israel. “O próprio Deus era sua porção e herança. Para alimento, eles confiavam, em grande parte, nas ofertas das outras tribos. Assim, a sobrevivência física dos ‘ministros em tempo integral’ dependia do quanto fossem fiéis os outros israelitas.”1


Os dízimos dos israelitas eram a herança dos levitas em retribuição pelos serviços que eles prestavam no santuário. Eles deviam considerar santas essas ofertas. Deus também instruiu Moisés quanto ao fato de que os levitas precisavam dar um décimo das santas ofertas que recebiam.


Na verdade, Deus não precisa de nossos dízimos e ofertas. Contudo, precisamos reconhecer que o que temos nos é dado por Deus. Dar nossos dízimos e ofertas nos ajuda a lembrar que somos dependentes dEle. Quando nos lembramos de que Ele provê tudo para nós, a entrega de nossos dízimos e ofertas se torna um ato de adoração que diz que reconhecemos ser Ele o dono de tudo o que temos. Devolver para Deus uma parte do que Ele nos deu é nossa maneira de expressar nossa gratidão e apreciação a Ele por todas as Suas bênçãos.


Números 19 alista as diretrizes estabelecidas por Deus para um ritual especial de purificação dos israelitas. Uma novilha vermelha sem qualquer mancha ou defeito devia ser queimada; e a água misturada com suas cinzas devia ser usada para purificação. Isso simbolizava a purificação do pecado. Também simbolizava a graça de Deus que nos purifica do pecado, e pela qual somos salvos (Ef 2:8).


O novo sacerdócio (1Pe 2:9). 


Hoje em dia, os serviços cerimoniais e sacrificais não são mais necessários. “O sacerdócio cerimonial dos levitas perdeu seu significado quando Cristo morreu na cruz porque todas as cerimônias apontavam para Ele. Na Nova Aliança, todo crente é, em certo sentido, um sacerdote de Cristo (1Pe 2:5, 9).”2


O povo de Deus é sui generis. Isto é, ele constitui uma classe especial, um tipo peculiar. As três mensagens angélicas são a bandeira singular que nós, adventistas do sétimo dia, devemos proclamar ao mundo nestes últimos dias (Apoc. 14:6-10). E, tão importante quanto essas mensagens, é o fato de que nossos pensamentos, palavras e atos mostrem que somos, de fato, filhos de Deus.


1. The Devotional Study Bible, NIV, 1987, p. 132.
2. 
Alpha and Omega, v. 8, p. 352.


Mãos à Bíblia
4. Qual era o plano de Deus para o sustento do sacerdócio e dos levitas? 


Nm 18:8-20   -   Disse mais o SENHOR a Arão: Eis que eu te dei o que foi separado das minhas ofertas, com todas as coisas consagradas dos filhos de Israel; dei-as por direito perpétuo como porção a ti e a teus filhos. Isto terás das coisas santíssimas, não dadas ao fogo: todas as suas ofertas, com todas as suas ofertas de manjares, e com todas as suas ofertas pelo pecado, e com todas as suas ofertas pela culpa, que me apresentarem, serão coisas santíssimas para ti e para teus filhos. No lugar santíssimo, o comerás; todo homem o comerá; ser-te-á santo. Também isto será teu: a oferta das suas dádivas com todas as ofertas movidas dos filhos de Israel; a ti, a teus filhos e a tuas filhas contigo, dei-as por direito perpétuo; todo o que estiver limpo na tua casa as comerá. Todo o melhor do azeite, do mosto e dos cereais, as suas primícias que derem ao SENHOR, dei-as a ti. Os primeiros frutos de tudo que houver na terra, que trouxerem ao SENHOR, serão teus; todo o que estiver limpo na tua casa os comerá. Toda coisa consagrada irremissivelmente em Israel será tua. Todo o que abrir a madre, de todo ser vivente, que trouxerem ao SENHOR, tanto de homens como de animais, será teu; porém os primogênitos dos homens resgatarás; também os primogênitos dos animais imundos resgatarás. O resgate, pois (desde a idade de um mês os resgatarás), será segundo a tua avaliação, por cinco siclos de dinheiro, segundo o siclo do santuário, que é de vinte geras. Mas o primogênito do gado, ou primogênito de ovelhas, ou primogênito de cabra não resgatarás; são santos; o seu sangue aspergirás sobre o altar e a sua gordura queimarás em oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR. A carne deles será tua, assim como será teu o peito movido e a coxa direita. Todas as ofertas sagradas, que os filhos de Israel oferecerem ao SENHOR, dei-as a ti, e a teus filhos, e a tuas filhas contigo, por direito perpétuo; aliança perpétua de sal perante o SENHOR é esta, para ti e para tua descendência contigo. Disse também o SENHOR a Arão: Na sua terra, herança nenhuma terás e, no meio deles, nenhuma porção terás. Eu sou a tua porção e a tua herança no meio dos filhos de Israel.


Esses textos podem trazer muitos pensamentos interessantes. Note, por exemplo, como o Senhor relacionava diretamente a oferta que Lhe era dada com a que era dada ao sacerdócio. Isto é, embora as ofertas e dádivas fossem dadas ao Senhor, Ele as destinava aos sacerdotes. Assim, dando ofertas ao Senhor, ao mesmo tempo, os israelitas as davam aos sacerdotes. Isso mostra o estreito vínculo entre o Senhor e o sacerdócio, que servia de intermediário entre Deus e o povo.


Bongga L. Agno | Muntinlupa, Filipinas






domingo, 15 de novembro de 2009

Obedecendo fielmente às ordens de Deus






Em Números 9, Deus disse a Moisés que os filhos de Israel deviam comemorar a Páscoa, oferecer sacrifícios, organizar o acampamento e mudar-se de um lugar para outro até chegarem à terra prometida.


Deus deu a Arão a distinção da função entre sacerdotes e levitas. Arão e seus descendentes foram ordenados para servir como sacerdotes. Aos levitas foi dada a responsabilidade de se unirem a Arão e seus filhos e os auxiliarem enquanto ministravam diante da tenda do encontro. Eles deviam realizar todo o trabalho do santuário.


O Senhor disse a Arão que os sacerdotes e levitas seriam mantidos por meio das ofertas dos filhos de Israel feitas no santuário. Os sacerdotes e levitas deviam devolver o dízimo das ofertas que recebiam (Nm 18:25).


Devemos obedecer a Deus não porque desejemos algo em troca, mas porque O amamos e desejamos servi-Lo. Um décimo de nosso salário mais as ofertas pertencem a Ele e devem ser fielmente a Ele devolvidos. Ao doarmos, não devemos esperar algo em troca. Ele cuidará de nós. Nunca nos deixará passar falta de nada. Tudo o que precisamos fazer é confiar nEle. Precisamos aprender a suportar os sofrimentos e sacrifícios para compreender a vontade de Deus para nós. Precisamos continuar avançando e confiando em Deus, por causa de Suas impressionantes e maravilhosas promessas feitas a nós.


A Bíblia nos admoesta a ser obedientes a Deus – a ser bons servos e bons seguidores do Senhor. Precisamos aprender a ser responsáveis, disciplinados e pacientes em todas as tarefas que Ele nos dá. Precisamos colocar Deus no centro de nossa vida, apegar-nos a nossa fé e confiar nEle. Não precisamos nos preocupar porque Ele é um grande provedor para todos nós!


Mãos à obra
  1. Leia no Manual da Igreja sobre os deveres de um diácono ou diaconisa. Quando for hora de a comissão de nomeações de sua igreja escolher alguém para esses cargos, apresente-se como voluntário, e peça que um diácono ou diaconisa experiente auxilie você em suas novas responsabilidades.
  2. Verifique em quais áreas em sua igreja você poderia servir com seus talentos, como: criar um boletim para as crianças, decorar um banheiro, construir mobília para uma classe, manter um site ou blog da igreja, etc.
  3. Procure verificar quais famílias da igreja têm necessidades especiais e organize maneiras de ajudar a igreja a auxiliar essas famílias.
  4. Faça orações intercessórias por alguém em sua lista de oração todos os dias desta semana.




Mary Ann R. Reyes | Tipo, Filipinas







sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Minha culpa, minha máxima culpa






Minha culpa, minha máxima culpa
  
No espelho hipócrita
Da minha vida errante
Olho nos meus olhos
E vejo no íntimo da alma.

A culpa, minha máxima culpa
Por não viver a eternidade
Por não morar com Jesus
Por ainda está neste mundo.

Correndo atrás do vento,
Realizando sonhos mínimos,
Semeando vaidades
Colhendo hipocrisias.

A culpa é minha, somente minha
Minha máxima culpa
Por apegar-me à esta vida
Por só olhar os meus interesses.

Quero ir hoje para o céu
Quero morar com Jesus
Quero voar, sonhar, viver
Todos os sonhos com Deus.

“Almejo o lar, paterno lar amado,
De meu Jesus, ao peito estar;
Bem longe andar, do mundo e do pecado
No perenal e doce lar.

Desejo ao lar, desejo ao lar.
Desejo ao lar, ao lindo e eterno lar,
Saudoso estou e canto em triste exílio.
Eu quero ao lar, ao doce lar.” 1

É minha culpa, minha máxima culpa
Por desejar o céu, sem luta
Por sonhar e viver sem rumo
Por não querer estar no céu.

Quando eu morrer, façam-me o favor
De escrever epitáfio na minha sepultura
Versos, confessos, sem vergonha,
Da minha culpa, minha máxima culpa.

Quando eu morrer e for enterrado
Não lembrem dos meus feitos acanhados
Não lembrem do pouco que fiz ou fui
Nem tampouco chorem, não vale a pena.

Pois se eu morri e fui enterrado
É por que não cumpri minha missão
Não preparei o caminho para o Salvador
Não estou vivo para receber a Jesus.

Amigos meus, se eu morrer
Escrevam esses versos como epitáfio
Versos d’um morto aos cristãos mornos
Escrevam palavras vivas aos mortos.

Aqui jaz um cristão covarde
Conhecia a verdade para este tempo
Verdade viva para um mundo falido
As três mensagens angélicas. 2
Mas não viveu sua missão.

Que o epitáfio na minha sepultura
Seja um alerta mudo e tardio
Aos vivos que logo estarão comigo,
Covardes acompanhando covarde.

Vivam a vida de um cristão alerta
Vivam a palavra com coragem
Mudem agora de atitude
Para viver, não morrer, eternamente.

Anunciem que Jesus vem vindo
Que é o Rei Criador e Salvador
Recebam no peito o selo de Deus
Rejeitem na testa a marca do Diabo.
E gritem: “Caiu, caiu a mãe das igrejas mortas.”2
  
Ainda vivo num mundo de mortos, sem rumo
De vivos que pensam ser cristãos
É o mundo dos mornos, indiferentes, mortos.
Se têm a Cristo, acordem para a eternidade!


Autor: Muniz de Albuquerque 

1-     HASD  336
2-     Apoc. 14: 6-13




quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Luta Pelo Poder






“O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda” (Pv 16:18, NVI).


A rebelião contra a liderança de Deus tem conseqüências terríveis para nós e para os que nos rodeiam, mas Deus nos chama para ajudá-Lo intercedendo e oferecendo Sua graça aos pecadores.






Por quê? Por quê? Por quê?




As flores estavam desabrochando, os pássaros, pipilando e sua conta no banco, se avolumando. Julian refletia sobre sua vida enquanto dirigia pela estrada em seu novo Porsche Carrera GT. Ele tinha tudo: um carro luxuoso, uma casa magnífica em Hillsborough, relógios para a prática de esportes, relógios feitos por designers europeus, sem mencionar sua preciosa coleção de Rolex. Sua jovem esposa representava a própria definição de beleza.


Como um famoso advogado, possuía os mais eficientes assistentes administrativos, e colegas que achavam que ele era o melhor. Qualquer um pensaria que ele estivesse satisfeito, mas Julian estava longe disso. A única coisa que realmente o incomodava era que ele não era o chefe. Ficava fantasiando sobre as decisões estratégicas que tomaria se estivesse no poder. “Por que as pessoas não conseguem ver que eu sou a pessoa qualificada para isso? Na semana passada não concluí com sucesso uma fusão com outra empresa que nos rendeu um milhão de dólares? Eu fiz o trabalho. Por que o chefe é que deve levar a glória? Por que não posso ser o número um? Por que, por que, por quê?!” Reclamava Julian.


Gálatas 5:26 diz: “Nós não devemos ser orgulhosos, nem provocar ninguém, nem ter inveja uns dos outros.” Embora Julian tivesse muitas coisas, ainda tinha inveja do status de seu superior. Sua ganância e orgulho fizeram com que passasse por alto as bênçãos que tinha na vida e se concentrasse, em vez disso, no que os outros tinham que ele não tinha.


A situação de Julian é como a história de Corá no livro de Números. Ele estava colocado numa posição de destaque entre os israelitas. Contudo, não podia conceber que Deus apontasse Moisés e Arão como líderes. Ele achava que podia fazer um trabalho melhor. Por fim, ele e todos os que lhe pertenciam ou que estavam associados com ele sucumbiram à fome do seio da terra. A terra abriu sua boca e eles foram engolidos (Nm 16:31, 32)!


Assim como Corá, Julian perdeu tudo. Veja, ele estava tão concentrado no que não possuía, que deixou de refletir sobre as bênçãos que lhe foram concedidas.


Quantas vezes você olhou para o que os outros fazem a fim de determinar seu próprio valor? Deus detesta o orgulho e aborrece a inveja. É importante fundamentarmos nossa segurança e contentamento nas bênçãos que Ele nos concedeu. Provérbios 3:6 diz: “Lembre de Deus em tudo o que fizer, e Ele lhe mostrará o caminho certo.” Deus deseja que reflitamos sobre Ele e Sua bondade, e quando o fizermos, Ele nos mostrará o caminho especial que preparou para cada um de nós.


Mãos à Bíblia
1. Que quatro mentiras foram levantadas pelo rebelde Corá e seus cúmplices? 


Nm 16:1-3  -  Corá, filho de Isar, filho de Coate, filho de Levi, tomou consigo a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe, e a Om, filho de Pelete, filhos de Rúben. Levantaram-se perante Moisés com duzentos e cinqüenta homens dos filhos de Israel, príncipes da congregação, eleitos por ela, varões de renome, e se ajuntaram contra Moisés e contra Arão e lhes disseram: Basta! Pois que toda a congregação é santa, cada um deles é santo, e o SENHOR está no meio deles; por que, pois, vos exaltais sobre a congregação do SENHOR?


2. Que mais havia por trás de sua rebelião? Por que, também, essas eram acusações totalmente falsas? 


Nm 16:12-14  - Mandou Moisés chamar a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe; porém eles disseram: Não subiremos; porventura, é coisa de somenos que nos fizeste subir de uma terra que mana leite e mel, para fazer-nos morrer neste deserto, senão que também queres fazer-te príncipe sobre nós? Nem tampouco nos trouxeste a uma terra que mana leite e mel, nem nos deste campos e vinhas em herança; pensas que lançarás pó aos olhos destes homens? Pois não subiremos.


São incríveis as palavras desses homens, chamando o Egito (o Egito!) de terra “que mana leite e mel”! É surpreendente como o pecado foi tão capaz de perverter seu julgamento a ponto de que o país de sua escravidão e servidão passasse a ser mencionado por eles como representando a Terra Prometida por Deus!


M. Ann Shillingford | Orlando, EUA









Vencendo o inimigo





Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado. .... Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua. O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança. Disse também Deus a Abraão: A Sarai, tua mulher, já não lhe chamarás Sarai, porém Sara. Abençoá-la-ei e dela te darei um filho; sim, eu a abençoarei, e ela se tornará nações; reis de povos procederão dela. Então, se prostrou Abraão, rosto em terra, e se riu, e disse consigo: A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara com seus noventa anos?


Gênesis 17:10-17 dá uma breve descrição da aliança de Deus com Abraão e seus descendentes. Deus disse a Abraão que ele e seus filhos herdariam a terra prometida. O Senhor também disse que a promessa era não só para as pessoas que estavam relacionadas com Abraão por nascimento, mas também para aqueles que guardassem a aliança do Senhor. Deus disse, então, que aqueles que faziam parte da família de Abraão, mas se recusassem a fazer o que Deus ordenara não seriam considerados herdeiros da promessa. No Novo Testamento, o Senhor fala sobre aqueles que serão cortados e aqueles que serão enxertados na videira (Jesus Cristo) por causa de Sua fé na Palavra. Podemos ser herdeiros da promessa quando nos lembrarmos de Deus, de Seu Filho, e de tudo que Eles fizeram por nós.


O resultado da rebelião (ler Nm 16, 17). 


Em Números lemos sobre o inimigo que entrou no acampamento israelita através de três homens (Nm 16, 17). Pela rebelião de Corá, milhares de pessoas tiveram que ser mortas. Por meio dos eventos descritos nesses dois capítulos, aprendemos que Deus nos adverte a ser positivamente influenciados e que, por nossa vez, devemos exercer influência positiva. Ele nos adverte a sermos cuidadosos com as companhias que escolhemos. Aqui vemos claramente como milhares de pessoas foram destruídas porque permitiram que crescesse a semente do mal, plantada em seu coração através de um homem. Para salvar os israelitas que restavam, Deus destruiu os três na raiz. Ele precisava deter a disseminação da doença a fim de salvar os fiéis. Apenas uma pitada de fermento pode levedar toda a massa. Apenas um pequeno pecado pode se espalhar como uma fagulha.


“Se a rebelião de Corá tivesse sido bem-sucedida naquela ocasião, o resultado teria sido o pior tipo de caos, e o plano de Deus para Israel teria sofrido atraso através de um golpe desastroso.”1


Lembrando o livramento do Senhor 


(Js 4:3-9)  -   e ordenai-lhes, dizendo: Daqui do meio do Jordão, do lugar onde, parados, pousaram os sacerdotes os pés, tomai doze pedras; e levai-as convosco e depositai-as no alojamento em que haveis de passar esta noite. Chamou, pois, Josué os doze homens que escolhera dos filhos de Israel, um de cada tribo, e disse-lhes: Passai adiante da arca do SENHOR, vosso Deus, ao meio do Jordão; e cada um levante sobre o ombro uma pedra, segundo o número das tribos dos filhos de Israel, para que isto seja por sinal entre vós; e, quando vossos filhos, no futuro, perguntarem, dizendo: Que vos significam estas pedras?, então, lhes direis que as águas do Jordão foram cortadas diante da arca da Aliança do SENHOR; em passando ela, foram as águas do Jordão cortadas. Estas pedras serão, para sempre, por memorial aos filhos de Israel. Fizeram, pois, os filhos de Israel como Josué ordenara, e levantaram doze pedras do meio do Jordão, como o SENHOR tinha dito a Josué, segundo o número das tribos dos filhos de Israel, e levaram-nas consigo ao alojamento, e as depositaram ali. Levantou Josué também doze pedras no meio do Jordão, no lugar em que, parados, pousaram os pés os sacerdotes que levavam a arca da Aliança; e ali estão até ao dia de hoje. 


Em Josué 4:3-9 Deus ensinou os filhos de Israel a vencer o inimigo concentrando-se nAquele que dá a vida. A fim de se lembrarem de que foi o Senhor que os tirou do Egito, Ele os fez remover doze pedras do meio do rio.


Hoje em dia, o Senhor ainda nos ensina a conservar nossos olhos nEle. O mundo fala sobre autoestima e autoaperfeiçoamento. Contudo, quando nosso principal enfoque passa a ser nosso eu, facilmente nos tornamos egoístas e egocêntricos. Deus desejava impedir que os israelitas pensassem que Josué e eles eram capazes de fazer tudo e qualquer coisa. Em vez disso, desejava que se lembrassem de que Ele era seu líder, Aquele que os tirou do Egito.


“Deus não permitirá que o passado seja esquecido. O ontem tem um significado para hoje. As nações têm força na medida em que se recordam das experiências do passado. ... O povo hebreu sempre era levado a pensar retrospectivamente através da expressão ‘Eu sou o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó’.”2


Lembrando de Jesus como o Sacrifício 


(Mt 26:6-13;  -  Ora, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, aproximou-se dele uma mulher, trazendo um vaso de alabastro cheio de precioso bálsamo, que lhe derramou sobre a cabeça, estando ele à mesa. Vendo isto, indignaram-se os discípulos e disseram: Para que este desperdício? Pois este perfume podia ser vendido por muito dinheiro e dar-se aos pobres. Mas Jesus, sabendo disto, disse-lhes: Por que molestais esta mulher? Ela praticou boa ação para comigo. Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes; pois, derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para o meu sepultamento. Em verdade vos digo: Onde for pregado em todo o mundo este evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua.


Lc 22:19).  -  E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. 


Numa tentativa de repreender a mulher que ungiu Jesus, um dos discípulos tentou menosprezar o que ela fez. Contudo, Jesus disse que onde quer que o evangelho fosse pregado, ali seria contada a história dela.


“A oferenda de Maria havia de espalhar sua fragrância, e por sua ação espontânea seriam abençoados outros corações. Estes haveriam de se erguer e cairiam impérios; seriam esquecidos nomes de reis e conquistadores; mas o feito dessa mulher seria imortalizado nas páginas da história sagrada. Enquanto o tempo durasse, aquele partido vaso de alabastro contaria a história do abundante amor de Deus a uma raça caída” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 563).


Durante a última ceia, Jesus desejava que Seus discípulos novamente concentrassem sua atenção nEle por meio do simbolismo dos alimentos da Páscoa – o pão, Seu corpo, e o vinho, Seu sangue. Quando Seus discípulos, ao longo dos séculos, participam da Comunhão, estão lembrando Seu sacrifício de maneira muito especial. E essa lembrança ajuda a vencer nosso inimigo, Satanás.


1. The Interpreter’s Bible, v. 2. George Arthur Buttrick, ed. (Nashville, Tenn.: Abingdon Press, 1953), p. 222.
2. Ibid., p. 568, 569.



Mãos à Bíblia
Eles se rebelaram contra Moisés e Arão, como se esses dois, por si mesmos, houvessem usurpado toda a autoridade, ultrapassado os limites e se exaltado sobre todos os outros, bem como se os tivessem levado ao deserto para matá-los.


3. Na realidade, porém, contra quem eles estavam se rebelando? 


Nm 16:11  -  Pelo que tu e todo o teu grupo juntos estais contra o SENHOR; e Arão, que é ele para que murmureis contra ele? 


4. Note as palavras de Moisés em 


Números 16:28-30.   -  Então, disse Moisés: Nisto conhecereis que o SENHOR me enviou a realizar todas estas obras, que não procedem de mim mesmo: se morrerem estes como todos os homens morrem e se forem visitados por qualquer castigo como se dá com todos os homens, então, não sou enviado do SENHOR. Mas, se o SENHOR criar alguma coisa inaudita, e a terra abrir a sua boca e os tragar com tudo o que é seu, e vivos descerem ao abismo, então, conhecereis que estes homens desprezaram o SENHOR.


Qual era a verdadeira questão de Corá, Datã e Abirão?


Se esses homens pudessem fomentar uma rebelião mais ampla, quem sabe quais teriam sido as terríveis consequências! Os filhos de Israel, pouco fundamentados no Senhor, como eram, poderiam facilmente ter-se perdido.


Nafeesa Alexander | Atlanta, EUA