Reencontro - saudades de você - oficial

Mostrando postagens com marcador loucura do profeta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador loucura do profeta. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A loucura do profeta Balaão







Pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos” (1Tm 6:10, NVI).


Prévia da semana: Um profeta que no passado fora fiel se desencaminhou pela cobiça da recompensa de um rei mundano.


Leitura adicional: Mateus 6:9-14








O Senhor quer que eu faça o quê?




Você já achou alguma vez que Deus lhe pediu para fazer algo ilógico? Ele já pediu que você seguisse um plano que não fazia sentido, e você ficou pensando como isso O glorificaria? Muitas vezes julgamos as situações com base em nossa própria perspectiva; e usamos nossas próprias experiências, conhecimento e intuição para determinar o que achamos ser o caminho correto.


Em muitas circunstâncias, me vejo diante da oportunidade de fazer algo que Deus me pede, mas não parece lógico. Às vezes, eu acho que talvez isso fosse o que Deus queria dois mil anos atrás. Mas agora, as coisas são diferentes! Então pergunto a mim mesmo o que devo fazer, e muitas vezes racionalizo o que Ele diz para que faça sentido para mim. Eis aqui um exemplo clássico:


Viajei para a Jamaica recentemente a fim de conhecer aquele belo país. Era uma longa viagem de automóvel do aeroporto até o local em que eu iria me hospedar. Era um dia quente de verão e nós serpeávamos pelas estradas estreitas que atravessavam a paisagem verdejante. Cansados de dirigir, paramos numa banca de frutas para comprar alguma comida e esticar as pernas. Saindo de nossa van quente e lotada, esfreguei os olhos ao deparar com o brilho do sol. Enquanto meus olhos se ajustavam, vi um homem sem-teto se aproximando de mim. “Desculpe-me, senhor, pode me dar alguns trocados?”, ele timidamente me pediu. Ora, eu estava bem ciente de que Deus me diz que dê aos pobres, mas pensei: Deus deve querer dizer que só deseja que ajude os pobres que ajudam a si mesmos. Não devo dar dinheiro para qualquer mendigo que peça porque, é claro, ele pode gastá-lo em bebida. Então eu disse ao homem sem-teto: “Desculpe. Não tenho dinheiro jamaicano.”


Embora Deus possa nos enviar a fazer uma tarefa ilógica, Ele sabe o que bem pode advir daquilo. Sim, pode parecer estranho; mas Deus só nos chama a seguir a Sua vontade. Ele fará o resto. 


1 Coríntios 1:20 e 21 nos lembra que a sabedoria de Deus realmente vai além de todas as nossas ideias sobre “fazer sentido”. 


1 Cor 1:20 e 21  -  Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação. 


Ao estudar a história de Balaão nesta semana, lembre-se de que embora possamos não entender o plano de Deus, podemos ser uma pequena peça do quebra-cabeças que forma uma figura grande e cheia de detalhes.


Mãos à Bíblia
Compreensivelmente, Balaque estava inquieto. Afinal, veja o que os israelitas haviam acabado de fazer ao rei Ogue de Basã e ao rei Seom, dos amorreus – cuja nação já havia derrotado Moabe (veja Nm 21:26  - Porque Hesbom era cidade de Seom, rei dos amorreus, que tinha pelejado contra o precedente rei dos moabitas, de cuja mão tomara toda a sua terra até ao Arnom). Isso sem mencionar o que eles haviam feito aos cananeus (v. 1-3  - Ouvindo o cananeu, rei de Arade, que habitava no Neguebe, que Israel vinha pelo caminho de Atarim, pelejou contra Israel e levou alguns deles cativos. Então, Israel fez voto ao SENHOR, dizendo: Se, de fato, entregares este povo nas minhas mãos, destruirei totalmente as suas cidades. Ouviu, pois, o SENHOR a voz de Israel e lhe entregou os cananeus. Os israelitas os destruíram totalmente, a eles e a suas cidades; e aquele lugar se chamou Horma). Era motivo de sobra para estar com medo
.
1. Por que o rei tinha tanto medo dos israelitas? 


Nm 22:1-6 - Tendo partido os filhos de Israel, acamparam-se nas campinas de Moabe, além do Jordão, na altura de Jericó. Viu, pois, Balaque, filho de Zipor, tudo o que Israel fizera aos amorreus; Moabe teve grande medo deste povo, porque era muito; e andava angustiado por causa dos filhos de Israel; pelo que Moabe disse aos anciãos dos midianitas: Agora, lamberá esta multidão tudo quando houver ao redor de nós, como o boi lambe a erva do campo. Balaque, filho de Zipor, naquele tempo, era rei dos moabitas. Enviou ele mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Petor, que está junto ao rio Eufrates, na terra dos filhos do seu povo, a chamá-lo, dizendo: Eis que um povo saiu do Egito, cobre a face da terra e está morando defronte de mim. Vem, pois, agora, rogo-te, amaldiçoa-me este povo, pois é mais poderoso do que eu; para ver se o poderei ferir e lançar fora da terra, porque sei que a quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado. 


2. Em realidade, se Israel representava uma ameaça, do que Balaque deveria realmente ter medo? 


Veja Gn 48:21;   - Depois, disse Israel a José: Eis que eu morro, mas Deus será convosco e vos fará voltar à terra de vossos pais


Êx 15:1; - Então, entoou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao SENHOR, e disseram: Cantarei ao SENHOR, porque triunfou gloriosamente; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. 


Dt 1:30; - O SENHOR, vosso Deus, que vai adiante de vós, ele pelejará por vós, segundo tudo o que fez conosco, diante de vossos olhos, no Egito,


Dt. 20:4. - pois o SENHOR, vosso Deus, é quem vai convosco a pelejar por vós contra os vossos inimigos, para vos salvar. 




RoyLyn Palmer-Coleman Paradise, EUA






quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Mula que fala?







Balaão é um dentre alguns profetas não-judaicos que pronunciaram profecias a respeito dos israelitas. Balaque escolheu Balaão para pronunciar uma maldição sobre a nação judaica. Mas Deus só lhe permitiu pronunciar bênçãos. A caminho da casa de Balaque, um anjo permitiu que a mula de Balaão falasse em oposição ao cruel tratamento que estava recebendo.


Três vezes a mula tentou se desviar do anjo que estava bloqueando a estrada, e três vezes Balaão a surrou. Quando a mula falou com Balaão, ela revelou o verdadeiro coração dele. Essa era a mesma mula que ele sempre usava em suas viagens, contudo Balaão a amaldiçoou. Balaão perdeu a confiança em sua mula assim como perdeu a confiança em Deus. O mesmo Deus que disse a Balaão, na primeira vez, que não fosse até Balaque, é o mesmo Deus no qual Balaão perdeu a confiança e depois fez sua própria vontade.


Só duas vezes na Bíblia lemos sobre animais que falaram. O primeiro animal se encontra em Gênesis 3, onde uma serpente falante enganou a Eva. Apocalipse 12:9 confirma que a serpente era o próprio Satanás. Nesse relato, Satanás fala através do animal a fim de tentar Eva, pervertendo as palavras de Deus. A segunda vez que lemos sobre um animal falante é em Números 22, onde encontramos o relato de Balaão e sua mula.


Há uma grande ironia nessas duas ocorrências, pois em ambas as ocasiões há grande oposição a Deus e a Suas instruções específicas. A serpente em Gênesis é Satanás enganando Eva. Em Números 22:22 o anjo é enviado como um adversário de Balaão. A palavra hebraica para adversário é satan. Essa palavra é usada em Números 22:22  Acendeu-se a ira de Deus, porque ele se foi; e o Anjo do SENHOR pôs-se-lhe no caminho por adversário. Ora, Balaão ia caminhando, montado na sua jumenta, e dois de seus servos, com ele.


Apocalipse 12:9.  -  E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos


No caso de Balaão, contudo, não era Satanás que estava parado no caminho. Era o anjo do Senhor. Deus não estava usando o anjo para bloquear Balaão, porque ele estava determinado a seguir sua própria vontade em vez da vontade de Deus. Balaão é que era o adversário do plano de Deus de abençoar os israelitas.


Pouco tempo depois desse incidente, Balaão pronunciou três bênçãos sobre a nação israelita. As referências bíblicas sobre Balaão não contam uma bonita história sobre ele. Leia:


2 Pedro 2:14-16 tendo os olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes, tendo coração exercitado na avareza, filhos malditos; abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça (recebeu, porém, castigo da sua transgressão, a saber, um mudo animal de carga, falando com voz humana, refreou a insensatez do profeta)


Apocalipse 2:12-14 Tenho, todavia, contra ti algumas coisas, pois quetens aí os que sustentam a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição. 


Ele sempre será lembrado como alguém que faria qualquer coisa por dinheiro.


Mãos à Bíblia
Quem foi Balaão? “Balaão já havia sido um bom homem e profeta de Deus; mas apostatara e se entregara à cobiça; todavia professava ainda ser servo do Altíssimo. Não ignorava a obra de Deus em favor de Israel; e quando os enviados comunicaram sua mensagem, bem sabia que era seu dever recusar as recompensas de Balaque e despedir os embaixadores. Mas se arriscou a contemporizar com a tentação” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 439).


3. Aparentemente, Balaão estava se mantendo firme ao lado do Senhor. Porém, se lermos cuidadosamente, que sugestões podem indicar que ele estava brincando com a tentação? 


Nm 22:7-21  -  Então, foram-se os anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas, levando consigo o preço dos encantamentos; e chegaram a Balaão e lhe referiram as palavras de Balaque. Balaão lhes disse: Ficai aqui esta noite, e vos trarei a resposta, como o SENHOR me falar; então, os príncipes dos moabitas ficaram com Balaão. Veio Deus a Balaão e disse: Quem são estes homens contigo? Respondeu Balaão a Deus: Balaque, rei dos moabitas, filho de Zipor, os enviou para que me dissessem: Eis que o povo que saiu do Egito cobre a face da terra; vem, agora, amaldiçoa-mo; talvez eu possa combatê-lo e lançá-lo fora. Então, disse Deus a Balaão: Não irás com eles, nem amaldiçoarás o povo; porque é povo abençoado. Levantou-se Balaão pela manhã e disse aos príncipes de Balaque: Tornai à vossa terra, porque o SENHOR recusa deixar-me ir convosco. Tendo-se levantado os príncipes dos moabitas, foram a Balaque e disseram: Balaão recusou vir conosco. De novo, enviou Balaque príncipes, em maior número e mais honrados do que os primeiros, os quais chegaram a Balaão e lhe disseram: Assim diz Balaque, filho de Zipor: Peço-te não te demores em vir a mim, porque grandemente te honrarei e farei tudo o que me disseres; vem, pois, rogo-te, amaldiçoa-me este povo. Respondeu Balaão aos oficiais de Balaque: Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia traspassar o mandado do SENHOR, meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande; agora, pois, rogo-vos que também aqui fiqueis esta noite, para que eu saiba o que mais o SENHOR me dirá. Veio, pois, o SENHOR a Balaão, de noite, e disse-lhe: Se aqueles homens vieram chamar-te, levanta-te, vai com eles; todavia, farás somente o que eu te disser. Então, Balaão levantou-se pela manhã, albardou a sua jumenta e partiu com os príncipes de Moabe.




Jenni Glass Overland Park, EUA




quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O profeta em conflito







Um profeta com o coração dividido (Nm 22


2Pe 2:14-16).  -  tendo os olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes, tendo coração exercitado na avareza, filhos malditos; abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça (recebeu, porém, castigo da sua transgressão, a saber, um mudo animal de carga, falando com voz humana, refreou a insensatez do profeta).


Balaão é definitivamente um personagem digno de nota no livro de Deus. Aqui está um profeta que se comunica com o verdadeiro Deus, contudo não é israelita. É um homem que está em conflito – desejando simultaneamente agradar a Deus, por um lado, mas desejando ainda mais gratificar seu próprio ego e ganância, por outro. Além disso, ele tem uma mula que fala. Singular? Talvez, mas ele é mais semelhante a nós do que pode parecer a princípio.


Infelizmente, para Balaão, sua tentativa de conciliar na vida duas coisas incompatíveis chega ao fim antes de avançarmos muito com sua história. 


Uma coisa singular sobre Deus é que Ele não pode partilhar Seu trono com outros (Êx 20:3  - Não terás outros deuses diante de mim). Ele não vive num panteão como um deus entre outros. Essa singularidade dificultou as coisas para Balaão, porque ele amou “o salário da injustiça” (2Pe 2:15, NVI). 


A ganância estava competindo pelo trono de seu coração, e Balaão teria que escolher com que deus ficaria, pois Jesus disse: “Nenhum servo pode servir a dois senhores. ... Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16:13, NVI).


Será que alguma vez pensamos, como Balaão, que podemos fazer as coisas a nosso modo e servir a Deus ao mesmo tempo?


Hábitos pecaminosos não resolvidos assumirão o controle  (Nm 23


Tt 3:3-8)  - Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna. Fiel é esta palavra, e quero que, no tocante a estas coisas, faças afirmação, confiadamente, para que os que têm crido em Deus sejam solícitos na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e proveitosas aos homens.  


O fato de que Deus falou a Balaão em sonhos e visões subentende que eles tinham algum tipo de relação significativa. 


O que sabemos sobre Deus é que Ele nos aceita como estamos (Tt 3:3-5 - Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo). 


Ele deseja fazer tudo o que pode para ajudar-nos a eliminar nossos hábitos pecaminosos que, de outra forma, acabariam nos matando. Balaão não foi exceção. Assim, no princípio de Seu relacionamento com Balaão, podemos estar certos de que Deus sabia sobre seu problema com a ganância. Podemos estar seguros de que Deus tentou buscar, atrair e conquistar o coração de Balaão. Ele desejava que Balaão experimentasse a liberdade da entrega total, a liberdade da salvação pela graça.


Balaão recusou lidar com os hábitos pecaminosos profundamente enraizados em sua vida. Em vez de ouvir o Espírito Santo, racionalizou Seus apelos e resistiu a Ele até que o problema da ganância se transformou numa erva daninha gigantesca que encheu o jardim de seu coração (Jd 1:11 -  Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e,movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá). 


Quando a delegação de Balaque chegou, oferecendo-lhe riquezas, recompensas e honra, Balaão estava pronto a fazer o que há algum tempo seu coração lhe dizia para fazer. O resultado foi um pecado não resolvido que levou a um fim desastroso.Como podemos resolver o pecado em nossa vida?


Como não amar uma mentira 


(2Ts 2:9-11; -  Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira,


Ap 2:14). -  Tenho, todavia, contra ti algumas coisas, pois que tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição. 


O interessante sobre Balaão é sua professa preocupação em buscar fazer a vontade de Deus. 


Por que ele se preocupava tanto com o que Deus pensava quando ia fazer, de qualquer forma, o que queria? 


Por que continuou pressionando a Deus por uma resposta diferente quando já sabia qual era a vontade de Deus? 


Talvez Balaão fosse como a maioria de nós. Gostava de pensar que estava bem com Deus, enquanto desejava fazer o que queria. Não somos do mesmo jeito?


O apóstolo Paulo nos diz que as pessoas serão assim até o fim dos tempos. “Estão perecendo, porquanto rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar. Por essa razão Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira” (2Ts 2:10, 11, NVI). 


É da natureza humana desejar se sentir bem com respeito ao que se está fazendo, e Balaão não foi exceção à regra. Ele sabia demais sobre Deus para desejar viver afastado dEle, por isso decidiu ver se podia fazer Deus ser do jeito que ele desejava que Deus fosse.


De certa forma, Balaão vivia uma vida bastante legalista. Fazia exatamente o que Deus lhe dizia para fazer, no que diz respeito a cumprir ordens específicas. Contudo, violava os princípios sobre os quais as ordens específicas de Deus estavam baseadas. Não quis amaldiçoar Israel com palavras (Nm 24:12, 13), mas mais tarde chegaria ao mesmo objetivo atraindo Israel ao pecado (Ap 2:14). 


Os fariseus tinham o mesmo problema nos dias de Jesus. Devolviam o dízimo de suas especiarias, mas não viam problema em planejar matar alguém. Eram bons em fazer o que lhes era ordenado, mas o coração não estava naquilo. Jesus os repreendeu por negligenciarem os princípios e fazerem as coisas mecanicamente (Mt 23:23).


Uma espiritualidade de boas obras exteriores sem mudança de coração não é espiritualidade que vem de Deus. No fim, Balaão é exemplo de alguém que “ajustou” a vontade de Deus segundo sua própria ideia o suficiente para poder sentir-se confortável em fazer quase tudo o que quisesse. Ele não amava a verdade, portanto, Deus deixou que ele cresse numa mentira. Sua história é uma advertência para pessoas que vivem numa geração em que nada é absoluto, e a verdade é considerada relativa.


Como sabemos se amamos a verdade ou não? Como podemos estar seguros?


A vontade de Deus se cumpre (Nm 24). 


Apesar dos atos egoístas de Balaão que iam diretamente contra o plano de Deus para Israel, Deus orquestrou as circunstâncias de tal forma que Sua vontade ainda se cumpriu. Ele transformou o pedido de Balaque por uma maldição na realidade de uma bênção.


Como Deus transformou algo mau em bom em sua vida?


Mãos à Bíblia
4. Leia Números 22:22-34 -  Acendeu-se a ira de Deus, porque ele se foi; e o Anjo do SENHOR pôs-se-lhe no caminho por adversário. Ora, Balaão ia caminhando, montado na sua jumenta, e dois de seus servos, com ele. Viu, pois, a jumenta o Anjo do SENHOR parado no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; pelo que se desviou a jumenta do caminho, indo pelo campo; então, Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao caminho. Mas o Anjo do SENHOR pôs-se numa vereda entre as vinhas, havendo muro de um e outro lado. Vendo, pois, a jumenta o Anjo do SENHOR, coseu-se contra o muro e comprimiu contra este o pé de Balaão; por isso, tornou a espancá-la. Então, o Anjo do SENHOR passou mais adiante e pôs-se num lugar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita, nem para a esquerda. Vendo a jumenta o Anjo do SENHOR, deixou-se cair debaixo de Balaão; acendeu-se a ira de Balaão, e espancou a jumenta com a vara. Então, o SENHOR fez falar a jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste já três vezes? Respondeu Balaão à jumenta: Porque zombaste de mim; tivera eu uma espada na mão e, agora, te mataria. Replicou a jumenta a Balaão: Porventura, não sou a tua jumenta, em que toda a tua vida cavalgaste até hoje? Acaso, tem sido o meu costume fazer assim contigo? Ele respondeu: Não. Então, o SENHOR abriu os olhos a Balaão, ele viu o Anjo do SENHOR, que estava no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; pelo que inclinou a cabeça e prostrou-se com o rosto em terra. Então, o Anjo do SENHOR lhe disse: Por que já três vezes espancaste a jumenta? Eis que eu saí como teu adversário, porque o teu caminho é perverso diante de mim; a jumenta me viu e já três vezes se desviou de diante de mim; na verdade, eu, agora, te haveria matado e a ela deixaria com vida. Então, Balaão disse ao Anjo do SENHOR: Pequei, porque não soube que estavas neste caminho para te opores a mim; agora, se parece mal aos teus olhos, voltarei.


e responda as seguintes perguntas:


a. Que significado simbólico existe no fato de que o animal mudo podia ver o anjo do Senhor e Balaão, suposto profeta de Deus, não o via? 


(Veja Sf 1:17; -  Trarei angústia sobre os homens, e eles andarão como cegos, porque pecaram contra o SENHOR; e o sangue deles se derramará como pó, e a sua carne será atirada como esterco. 


Mt 15:14; -  Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco.


Ap 3:17.)  pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.


b. Leia a primeira resposta de Balaão à jumenta depois que esta falou com ele. Pense no que estava acontecendo. 


Então, o SENHOR fez falar a jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste já três vezes? Respondeu Balaão à jumenta: Porque zombaste de mim; tivera eu uma espada na mão e, agora, te mataria.


Que resposta irracional de Balaão revela a verdadeira natureza de seu coração e seu desejo de obter riqueza? Afinal, o que a maioria das pessoas faria se um animal começasse a conversar com elas?


c. Como essa história revela a graça de Deus, mesmo para Balaão, apesar de sua má escolha?




Steve Allred Sacramento, EUA






domingo, 29 de novembro de 2009

Permanecer forte como testemunha de Deus




Balaão nos lembra de alguns traços de caráter que serão úteis quando estivermos enfrentando a tentação e a pressão do grupo. Vamos colocar isso em prática. 


Você está conhecendo alguns amigos novos. Eles sabem que você é adventista do sétimo dia, mas não têm nenhuma ideia do que seja viver como um adventista. Esses amigos sabem que você está precisando de dinheiro. Descobriram uma ótima oportunidade de trabalho e convidaram você para ir com eles. A escola tem um jogo de futebol toda sexta-feira à noite e eles precisam de alguém para recolher o lixo das arquibancadas depois do jogo. O salário é muito bom por duas horas de trabalho. Você sabe que esse emprego envolve o dia especial que Deus deseja que você passe com Ele. Mas parte de sua mente racionaliza por que provavelmente isso não faz mal. O que você faz?


Consulte a Deus. Discernir o certo do errado é seu primeiro passo. Talvez você não precise passar longas horas em oração e estudo sobre esse assunto, porque sabe que o sábado começa ao pôr do sol da sexta-feira, e que você deve santificá-lo não trabalhando nele. Então, talvez você esteja precisando orar para que Deus lhe dê forças para fazer o que você já sabe que é o certo. Outras situações podem não ser tão claras como esta. Nesses casos, a oração e o estudo da Bíblia terão um impacto notável.


Diga aos outros. Esse é o passo que faz com que a história de Balaão se destaque. Quando ele decidiu o que Deus desejava que ele fizesse, disse ousadamente aos príncipes, e até ao rei que tinha que falar as palavras de Deus. Ele conhecia a importância de seguir a Deus e a loucura de ir contra Ele.


Então, disse Deus a Balaão: Não irás com eles, nem amaldiçoarás o povo; porque é povo abençoado. Levantou-se Balaão pela manhã e disse aos príncipes de Balaque: Tornai à vossa terra, porque o SENHOR recusa deixar-me ir convosco. (Núm. 22:12-13)



Respondeu Balaão aos oficiais de Balaque: Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia traspassar o mandado do SENHOR, meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande; (Núm. 22:18)


Viu, pois, a jumenta o Anjo do SENHOR parado no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; pelo que se desviou a jumenta do caminho, indo pelo campo; então, Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao caminho. (Núm. 22:23)



Respondeu Balaão a Balaque: Eis-me perante ti; acaso, poderei eu, agora, falar alguma coisa? A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei. (Núm. 22:38)


Diga a si mesmo. Este passo surge da necessidade. Balaão consultou a Deus e até falou aos outros quais eram suas crenças, mas quando teve que decidir, escolheu ir com os moabitas para ver se podia amaldiçoar Israel. Preocupou-se com o dinheiro que ia perder e com sua reputação como adivinhador pago. No fim, acabou perdendo o dinheiro de qualquer forma.


(Nm 22:7  -  Então, foram-se os anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas, levando consigo o preço dos encantamentos; e chegaram a Balaão e lhe referiram as palavras de Balaque).


Se você sabe o que é certo, continue dizendo isso a si mesmo. E faça-o. Você poupará a si mesmo muitos problemas. Pode acreditar.


Mãos à Bíblia
7. Leia a profecia de Balaão em 


Números 24:15-17. -  Então, proferiu a sua palavra e disse: Palavra de Balaão, filho de Beor, palavra do homem de olhos abertos, palavra daquele que ouve os ditos de Deus e sabe a ciência do Altíssimo; daquele que tem a visão do Todo-Poderoso e prostra-se, porém de olhos abertos: Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete. 


De que tratava e como ela se cumpriu? 


Gn 49:10; -  O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos. 


Mt 2:1, 2   -  Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo. 


Por muito tempo, os estudiosos da Bíblia viram nessas palavras uma predição messiânica, referindo-se ao Redentor vindouro, Jesus. A imagem de um cetro (poder) e de uma estrela (luz) são símbolos apropriados de Jesus. Embora, no momento da profecia em si, o Senhor tenha usado símbolos locais, que teriam significado para aqueles que a ouviram naquele tempo, o princípio por trás da profecia – de poder e da vitória de Cristo – se aplica ao mundo todo. Jesus é a luz do mundo e seu proprietário legítimo, e não importa quais sejam os planos humanos, no fim, o mundo inteiro O verá prevalecer 


(veja Is 45:23;  -  Por mim mesmo tenho jurado; da minha boca saiu o que é justo, e a minha palavra não tornará atrás. Diante de mim se dobrará todo joelho, e jurará toda língua.


Rm 14:11; - Como está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus.


Fp 2:10). -  para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, 


Jarrod Purkeypile Keene, EUA





Realmente temos liberdade?




Quando a comitiva de Balaque chegou para solicitar a presença de Balaão, ele disse algo bastante curioso. Leia Números 22:18   -  Respondeu Balaão aos oficiais de Balaque: Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia traspassar o mandado do SENHOR, meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande; 


Em outras palavras, Não posso fazer nada em relação ao povo de Deus, exceto o que Deus disse que devo fazer.


Aplaudimos o fato de que Deus nos deu a liberdade de escolha. Podemos escolher se aceitaremos ou não a Jesus como nosso Redentor. 


Podemos escolher se obedeceremos aos mandamentos. 


Podemos escolher o que comer e beber. 


Podemos escolher nossos amigos. 


A despeito das consequências, sabemos que Deus nos permite fazer escolhas. Então por que Balaão fez essa declaração? O que poderia impedi-lo de proferir uma maldição sobre os filhos de Israel?


Quando Satanás se rebelou nas cortes celestes, um de seus argumentos foi essa questão da escolha. Deus não nos deixa escolher se vamos obedecer ou não. Ele requer obediência porque sabe que há algo melhor para nós. Era essa a razão por que Balaão não podia amaldiçoar os israelitas? Satanás estava certo?


Deus não permite ou proíbe arbitrariamente nossas decisões. Números 23:21 diz que Deus “não viu iniquidade em Jacó, nem contemplou desventura em Israel; o Senhor, seu Deus, está com ele”. Foi por causa da justiça de Israel naquele momento que Deus não permitiu que Balaão amaldiçoasse Seu povo.


Esse é um grande exemplo do que Pedro escreveu em 


1 Ped. 3:13, -  Ora, quem é que vos há de maltratar, se fordes zelosos do que é bom?


1Ped. 3:15 e 16.   -  antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo, 


A Bíblia nos diz que enfrentaremos conflitos, mas se estivermos vivendo de acordo com as palavras da Escritura, ninguém poderá nos causar dano para a eternidade. Isso significa que somos invencíveis? Não. Significa que somos imortais porque estamos guardando o sábado? Absolutamente não. Nossa obediência não é um pré-requisito para receber a proteção de Deus. Ao contrário, é o resultado de Sua proteção.


Colocando-nos no lugar de Israel, descobrimos que não há ninguém que possa causar-nos dano eterno se vivermos segundo a Palavra de Deus. A história de Balaão nos ensina que conquanto possamos causar ou sofrer dano físico, ninguém pode mudar o status de uma pessoa no que diz respeito a sua salvação.


Temos liberdade de escolha, mas essa liberdade não nos permite ordenar a Deus que salve ou que não salve outras pessoas.


Mãos à obra
  1. Faça entrevistas perguntando que lei teria a prioridade máxima se essa pessoa que você está entrevistando governasse o mundo. Com base em suas entrevistas, determine se as pessoas parecem ser mais a favor da liberdade ou do controle.
  2. Ore para que Deus lhe dê evidências de Sua direção em sua vida. Anote num diário exemplos dessa liderança durante pelo menos uma semana.
  3. Observe, na natureza, exemplos da perfeição de Deus versus resultados do pecado.


Aaron Purkeypile Omaha, EUA