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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O fruto do Espírito Santo é fidelidade





“Não nos cansemos de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita” (Gl 6:9).


Prévia da semana: O fundamento da fé é a fidelidade de Deus. Ao confiar nEle, agimos pela fé naquilo que fazemos, dizemos e cremos.



A fé e a fidelidade testadas


O cenário é um acampamento no deserto de Pi-Hairote, entre Migdol e o Mar Vermelho. Os israelitas estão escapando da escravidão no Egito, e seus senhores estão agitados. Faraó tem sido teimoso, e enviou o exército de seu país para perseguir os escravos fugitivos.


Os israelitas, percebendo o perigo que têm atrás de si, começam a colocar a culpa em Moisés por sua situação difícil – o Mar Vermelho diante deles, o exército de faraó atrás. Moisés tem que engolir insultos de seu próprio povo; mas se volta para Deus, em quem tem se apoiado desde o incidente da sarça ardente (Êxodo 3, 4). Em seu coração, Moisés sabe que Yahweh está no controle da situação. A fé dos israelitas se desvanece. Eles são incapazes de derrotar seus formidáveis inimigos. Moisés, contudo, embora perturbado pela inquietude deles, lhes assegura que tudo ficará bem.“Moisés ficou grandemente perturbado por seu povo manifestar tão pouca fé em Deus, apesar de terem repetidamente testemunhado a manifestação de Seu poder em favor deles. Como poderiam acusá-lo dos perigos e dificuldades de sua situação, quando ele havia seguido o mando expresso de Deus?” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 284).


Fidelidade é uma característica que torna as pessoas verdadeiras a suas promessas e compromissos. Como cristãos, entramos numa união com Cristo, e nos comprometemos a agir de acordo com Suas palavras. Embora vivamos num mundo materialista, egoísta, nossa capacidade de exercer fidelidade de maneira firme, imutável, depende de quanto confiamos em Cristo.


Nesta semana, aprenderemos sobre a fidelidade como fruto do Espírito Santo. Aprenderemos sobre o que é a fé e o que ela não é. No estudo desta semana, lembre-se de que “devemos, pela fé, agarrar a mão de Cristo e confiar nEle tão completamente nas trevas como à luz. ... A vida cristã deve ser de constante, viva fé. Uma confiança que não se renda e firme fé em Cristo trarão paz e certeza à alma” (Ellen G. White, Santificação, p. 90).


Mãos à Bíblia
Note alguns dos atributos da fidelidade de Deus: A fidelidade de Deus é de grande alcance em sua extensão – “Chega até os céus, até as nuvens, a Tua fidelidade” (Sl 36:5). A fidelidade de Deus é certa – “Jamais retirarei dele a Minha bondade, nem desmentirei a Minha fidelidade” (Sl 89:33). A fidelidade de Deus é grande – “Grande é a Tua fidelidade” (Lm 3:23). A fidelidade de Deus é estabelecida no Céu – “Pois disse eu: a benignidade está fundada para sempre; a Tua fidelidade, Tu a confirmarás nos Céus” (Sl 89:2).


1. Identifique as bênçãos que nos vêm como resultado da fidelidade de Deus:


a. 1Co 10:13  -  Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar. 

 b. 1Ts 5:23, 24  -  O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.
  
c. 2Ts 3:3  -   Todavia, o Senhor é fiel; ele vos confirmará e guardará do Maligno.

d. Hb 10:23   -   Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. 




Alice Adhiambo | Homa-bay, Quênia


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Fé + obras = fidelidade




A Bíblia compara a fé sem ação a um corpo sem espírito (fôlego). Um corpo sem espírito está, é claro, morto (Tg 2:26 - Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta). Essas ações, ou obras, são resultado de um sistema de crenças. São prova da fé que a pessoa tem. Por exemplo, quando oramos sem fidelidade, nossas petições não produzirão resultados positivos. Contudo, quando tivermos fé e crermos que Deus responderá às nossas orações, Ele nos ouvirá e nos dará a resposta que for melhor para nós. “Ao ascenderem ao trono de Deus as orações sinceras, humildes do pecador, Cristo mistura com elas os méritos de Sua própria vida de obediência perfeita” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 22). Nossas orações são tornadas perfeitas por esse incenso.


A Bíblia registra muitos exemplos de pessoas que expressaram fidelidade contra todas as probabilidades, e saíram vitoriosas. Uma dessas pessoas foi Enoque, que “andou com Deus” (Gn 5:24). Seus pequenos atos de fidelidade o qualificaram para isso. “O andar de Enoque com Deus não foi em arrebatamento de sentidos ou visão, mas em todos os deveres da vida diária. ... Na família e em suas relações com os homens, como esposo e como pai, como amigo, cidadão, ele foi um servo do Senhor, constante, inabalável” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 85).


Até os demônios creem (Tg 2:19  -  Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem). Assim é que nossas ações, também, mostram se nossa fé e genuína ou não. Antes de Elias poder ser bem-sucedido contra Baal no Monte Carmelo (1Rs 18), teve que aprender a depender inteiramente de Deus. Precisou demonstrar por meio de seus atos em que consistia seu sistema de crenças. E, como Elias, todos os outros campeões da fé na Bíblia tiveram que empregar a virtude da fidelidade em sua vida a fim de vencer os momentos probantes.


“Anda pela fé no caminho que Ele traçar. Sobrevirão provas; mas prossegue avante. Isso fortalecerá tua fé e te preparará para o serviço. Os registros da História Sacra são escritos, não meramente para que possamos ler e nos maravilhar, mas para que a mesma fé que operou nos servos de Deus no passado possa operar em nós. De maneira não menos acentuada o Senhor operará agora, onde quer que haja corações de fé para servirem de canais de Seu poder” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 175).


Mãos à Bíblia
2. Qual era a convicção de Jesus, expressa em Sua pergunta de Lucas 18:8?  Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?


3. Qual é a primeira característica dos últimos tempos? 2Tm 3:1-5. -  Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes. 


Onde encontramos essa característica tão publicamente exposta hoje?


“Procure ser o número um”, “primeiramente, ame a si mesmo”, é o lema popular. O egoísmo resultou em outro fenômeno: a irresponsabilidade. Esta geração bem poderia ser a descrita em Provérbios: “Há daqueles que amaldiçoam a seu pai e que não bendizem a sua mãe. Há daqueles que são puros aos próprios olhos e que jamais foram lavados da sua imundícia” (Pv 30:11, 12).

Beatrice Akinyi | Ndhiwa, Quênia



A bênção da fidelidade






Em Mateus 25:1-13, Cristo usa a história das dez virgens para ilustrar a fidelidade no povo de Deus por ocasião da volta de Cristo. Os que estão prontos para a segunda vinda de Jesus são os que fielmente se prepararam para ela.


Lealdade – fidelidade inamovível (Mt 25:1-13). 


Quando entramos em união com Cristo, devemos fazê-lo com um senso de lealdade e confiabilidade. Essas duas características não só nos ajudarão a crescer nEle, mas também nos ajudam a ter bons relacionamentos com nossos familiares, amigos e colegas de trabalho. Se não somos leais a nosso Pai celestial e nosso Salvador, não poderemos adorá-Lo da maneira como devemos fazê-lo. Em vez disso, seremos como os fariseus e escribas que deixaram de demonstrar inabalável lealdade ao Deus que afirmavam servir (Mt 15:1-20).


Constância – liberdade da incerteza 


Lc 16:10  -  Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. 


1Ts 5:23, 24  -   O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.


À medida que a igreja primitiva crescia, os crentes às vezes vendiam parte de suas posses a fim de repartir com membros que tinham pouco ou nada (At 4:32-36). Esse comportamento exibia grande fidelidade à causa de Deus e refletia o caráter dos verdadeiros crentes. Por outro lado, o caráter de Ananias e sua esposa Safira (At 5:1-11) mostra claramente o fruto que Satanás havia desejado plantar no coração das pessoas desde o início do tempo. Muitas vezes nos defrontamos com a escolha de falar e agir com veracidade ou não, ou de nos desviarmos ou não das necessidades dos que nos rodeiam.


Cristo deseja que mostremos constante fidelidade, livre de toda incerteza, da mesma forma que Ele mostra verdadeira fidelidade a nós em tempos de felicidade, bem como em tempos de angústia. Se não formos fiéis, não poderemos nos considerar dignos das bênçãos reservadas para os santos. A fidelidade nos ajuda a purificar o coração, substituindo o mal pelo amor cristão, que também faz parte da cesta de frutos do Espírito Santo.


“Como Doador de todas as bênçãos, Deus requer certa porção de tudo quanto possuímos. ... Como podemos, pois, reivindicar Suas bênçãos, se retemos o que Lhe pertence? Como podemos esperar que nos confie coisas celestiais, se somos mordomos infiéis das terrenas? Pode ser que nisso esteja o segredo das orações não atendidas” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 144).


Resolução – determinação inabalável (Hebreus 11). 


No Antigo Testamento, a fé é considerada uma resposta à revelação que Deus faz de Si mesmo na história e eventos humanos 


(Gn 15:6  -  Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça. 


2Cr 20:20  -  Pela manhã cedo, se levantaram e saíram ao deserto de Tecoa; ao saírem eles, pôs-se Josafá em pé e disse: Ouvi-me, ó Judá e vós, moradores de Jerusalém! Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis.  


Hc 2:4  -  Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé. 


É por essa razão que os patriarcas e profetas conservaram viva sua esperança em Deus. Eles estavam determinados, sem qualquer dúvida, a confiar em Sua vontade.


No Novo Testamento, a fé ainda se baseia em Deus o Pai, por meio de Seu Filho 


(Mt 9:22, 29 - E Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou. E, desde aquele instante, a mulher ficou sã. 


Jo 8:30  -  Ditas estas coisas, muitos creram nele.


At 3:16  -  Pela fé em o nome de Jesus, é que esse mesmo nome fortaleceu a este homem que agora vedes e reconheceis; sim, a fé que vem por meio de Jesus deu a este saúde perfeita na presença de todos vós. 


Mesmo para os discípulos, sua fidelidade era devido à inabalável determinação de buscar as coisas “que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” (Hb 11:1).


Para todos os que buscam o Senhor para a salvação, a fé aceita o dom da graça de Deus. E é por meio da fé que entendemos melhor Seu caráter e nos tornamos semelhantes a Ele. Como os tempos dos profetas e apóstolos, que ficaram firmes pela fé, nosso tempo também é marcado pela decadência moral e espiritual, e nós também somos chamados a mostrar o tipo de fé que nos ajudará a vencer nossa batalha contra o pecado.


Fidelidade: uma condição para a salvação (Jo 5:24). 


Homens e mulheres de todas as esferas da vida dizem que estão salvos. Contudo, antes de sairmos dizendo isso, precisamos fazer um autoexame baseado nas Escrituras. Passaremos no teste? Ouvindo as palavras de Cristo, recebemos a certeza de que quem tem fé em Suas palavras, bem como em Deus o Pai, já passou da morte para a vida 


(Jo 5:24 - Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida).


À medida que se aproxima a segunda vinda de Cristo, nossa fé deve ser demonstrada em boas obras. A salvação é apenas um conceito, até que seja colocada em prática por atos que sejam firmes, dedicados e dignos de confiança. Isso foi o que Paulo proclamou aos romanos, dizendo: “Tudo que não provém da fé é pecado” (Rm 14:23). E Hebreus 11:5 diz que “sem fé é impossível agradar a Deus, porque quem dEle se aproxima precisa crer que Ele existe e que recompensa aqueles que O buscam”. Não há genuína fé sem atos de fidelidade; e onde há infidelidade, há deslealdade, incerteza, falta de determinação e condenação.


Mãos à Bíblia
4. Leia em Hebreus 11 a lista de personagens que dão exemplos de fidelidade. Escolha três e escreva como se revelou a fidelidade deles, mesmo em meio a lutas, provações e tentações. Embora as circunstâncias hoje sejam diferentes, os princípios envolvidos são os mesmos para nós como eram para os personagens em Hebreus?


Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem. Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. 
Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem. 
Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio dela, também mesmo depois de morto, ainda fala. 
Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus. 
De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam. 
Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé. 
Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia. Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador. 
Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa. Por isso, também de um, aliás já amortecido, saiu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como a areia que está na praia do mar. 
Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria. E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade. 
Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que acolheu alegremente as promessas, a quem se tinha dito: Em Isaque será chamada a tua descendência; porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou. 
Pela fé, igualmente Isaque abençoou a Jacó e a Esaú, acerca de coisas que ainda estavam para vir. 
Pela fé, Jacó, quando estava para morrer, abençoou cada um dos filhos de José e, apoiado sobre a extremidade do seu bordão, adorou. 
Pela fé, José, próximo do seu fim, fez menção do êxodo dos filhos de Israel, bem como deu ordens quanto aos seus próprios ossos. Pela fé, Moisés, apenas nascido, foi ocultado por seus pais, durante três meses, porque viram que a criança era formosa; também não ficaram amedrontados pelo decreto do rei. 
Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão. 
Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível. 
Pela fé, celebrou a Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas. Pela fé, atravessaram o mar Vermelho como por terra seca; tentando-o os egípcios, foram tragados de todo. 
Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias. 
Pela fé, Raabe, a meretriz, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu com paz aos espias. 
E que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir o que há a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas, os quais, por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros. Mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos. Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra. Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados. 

Saline Khavetsa | Nairóbi, Quêni





segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Crença inabalável





“Foi porque Elias era um homem de grande fé que Deus pôde usá-lo nesta grave crise na história de Israel. ... Fé semelhante é necessária no mundo hoje – fé que descanse nas promessas da Palavra de Deus, e se recuse a desistir até que o Céu ouça. Fé semelhante a esta nos liga intimamente com o Céu, e nos traz força para batalhar com os poderes das trevas. ... E pela fé devemos alcançar hoje os mais altos propósitos de Deus para nós. ‘Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê’ (Mc 9:23). ... A fé é um elemento essencial da oração perseverante. ... Com a perseverante fé de Jacó, com a inquebrantável persistência de Elias, podemos apresentar nossas petições ao Pai, reclamando tudo o que nos tem prometido. A honra de Seu trono está comprometida no cumprimento de Sua palavra” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 156-158).


As palavras acima, escritas por Ellen White, nos ensinam sobre quanto é importante a fidelidade. Mostram que não podemos apenas estudar sobre a fé. Precisamos ser fiéis. A fim de que nossa fé funcione e alcance resultados, atos de fidelidade precisam formar o alicerce de nossa vida. Tais atos demonstram nossa fé. São o cimento que une nossas crenças ao nosso comportamento. Se formos verdadeiros perante Cristo, sendo fiéis nas pequenas coisas, Ele fará nossa fé permanecer firme como a do nobre centurião.


“O nobre possuía certo grau de fé; pois viera pedir aquilo que se lhe afigurava a mais preciosa de todas as bênçãos. Jesus tinha um dom ainda maior para conceder. Desejava, não somente curar a criança, mas tornar o nobre e sua casa participantes das bênçãos da salvação. ... Não porque vejamos ou sintamos que Deus nos ouve, devemos nós crer. Temos de Lhe confiar nas promessas. Quando a Ele nos chegamos com fé, toda súplica penetra o coração de Deus. Tendo pedido Suas bênçãos, devemos crer que as recebemos, e dar-Lhe graças porque as temos recebido. Então, vamos ao cumprimento de nossos deveres [em fidelidade], certos de que a bênção terá lugar quando mais dela necessitarmos” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 198, 200).


Mãos à Bíblia
5. “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito” (Lc 16:10). Como esse princípio se manifesta em sua vida? Afinal, se não somos fiéis nas pequenas coisas, por que achamos que seríamos fiéis nas maiores?


As seguintes palavras são alguns dos componentes de fidelidade: Confiança – Significa que as pessoas podem contar com você. Honestidade – Quer dizer que você não vai mentir, enganar nem roubar. Integridade – Você vive mediante certos valores e convicções, e respeita os valores e as convicções dos outros. Lealdade – É dedicação. Significa manter-se ao lado de alguém, mesmo quando os tempos ficam difíceis. Mas, será que lealdade inclui fazer algo errado a pedido de um amigo?


Jackline Achieng | Nairóbi, Quênia


Fé e plenitude





A fidelidade é necessária para um relacionamento imutável e sólido com Deus e com os outros. A fim de experimentarmos essa fidelidade que produz boas obras, precisamos confiar em Deus nos bons tempos e nos maus. Como um verdadeiro amigo, Ele anseia estar ao nosso lado em tempos de alegria, bem como em tempos de tristeza. Como obtemos essa fidelidade?


Siga a Palavra de Deus. 


A Bíblia é o melhor guia que podemos ter. Não podemos experimentar a fidelidade em nossa vida se não seguirmos a Palavra de Deus.


Reconheça o Espírito Santo. 


Como a terceira pessoa da Divindade, o Espírito Santo é a presença de Deus em nossa vida. Se não O acolhermos, não receberemos ajuda em nosso trabalho diário. A principal função do Espírito Santo é ajudar-nos a colocar a fé em prática.


Insista na verdade. 


O próprio Cristo é a verdade (Jo 14:6 - Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim). Para que desenvolvamos fidelidade, precisamos aceitá-Lo como nosso Redentor pessoal e permitir que Ele nos transforme com Sua verdade. Quando isso acontecer, nossa fé florescerá com atos de fidelidade.


Agradeça a Deus tudo que ocorre em sua vida. 


Um coração acostumado a dizer “Obrigado” tanto por palavras como por atos é um coração abençoado. Não podemos ser fiéis e ingratos ao mesmo tempo. Nosso Pai celestial anseia que apreciemos tudo o que Ele faz por nós.


Tenha fé em Cristo. 


A fé em nosso Salvador e a fidelidade em nossa vida estão intimamente ligadas. Uma não pode existir sem a outra. A fé em Cristo produzirá uma vida fiel. E ao aprendermos a viver fielmente, nossa fé em Cristo crescerá.


Seguindo as diretrizes acima, seremos capazes de experimentar a fé em sua plenitude, que é sabedoria pela qual viver, especialmente nos momentos probantes da vida.


Mãos à Bíblia
6. Leia Mateus 25:1-13. Note que todas as virgens que estavam esperando o noivo foram dormir. Quando, finalmente, o noivo chegou e todas acordaram, era muito tarde para cinco delas. Como nós, no século 21, podemos estar em perigo de fazer a mesma coisa?


Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo. Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes. As néscias, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo; no entanto, as prudentes, além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas. E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram. Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro! Então, se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas. E as néscias disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando. Mas as prudentes responderam: Não, para que não nos falte a nós e a vós outras! Ide, antes, aos que o vendem e comprai-o. E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou-se a porta. Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta! Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço. Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora (Mat 25:1-13).


Pode ser que estejamos sofrendo outro grande desapontamento? Não que tenhamos fixado outra data para a vinda de Jesus, mas algo igualmente real, embora mais sutil: ênfase diminuída sobre a segunda vinda de Jesus, por nenhuma outra razão senão que esperávamos que já tivesse acontecido.


7. Leia Mateus 24:44-50. Note como o servo mau muda de estilo de vida quando se convence de que seu mestre não vai voltar tão cedo quanto esperava. Qual é a mensagem para nós, que sentimos haver uma demora na vinda de Jesus?


Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá. Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens. Mas, se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu senhor demora-se, e passar a espancar os seus companheiros e a comer e beber com ébrios, virá o senhor daquele servo em dia em que não o espera e em hora que não sabe (Mat. 24:44-50)


Rose Oguttu | Nairóbi, Quênia



sábado, 13 de fevereiro de 2010

Uma vida cheia de fé




Uma das histórias bíblicas que mais me ensina sobre a fidelidade é a de Moisés. Levita de nascimento, a vida de Moisés foi cheia de fé e fidelidade desde o princípio. Ele nasceu num momento em que estava em pleno vigor o decreto de faraó para que se matassem as crianças do sexo masculino. Durante esse tempo, a situação certamente era difícil para as mulheres hebreias; mas a fé em Deus lhes fortalecia o coração e elas “não tiveram medo de desobedecer à ordem do rei” (Hb 11:23). Ocorreu então que Moisés sobreviveu para libertar o povo de Deus do cativeiro.


Graças à fidelidade de seus pais, Moisés nasceu – e sobreviveu! Graças à fidelidade, ele foi adotado pela filha do rei. Quando cresceu, recusou pela fé ser chamado filho da filha de faraó. Por fidelidade, ele escolheu sofrer com o povo de Deus em vez de desfrutar os prazeres transitórios do pecado. Fielmente, considerou o desprezo por causa de Cristo como de maior valor que os tesouros do Egito. Pela fé, ele tentou o que não havia sido tentado, avançando sem recuar até que o povo de Israel estivesse finalmente livre de seu cativeiro.


Em fé e fidelidade, Moisés venceu probabilidades desanimadoras. E quanto a nós? Os eventos que cercaram a vida de Moisés não são essencialmente diferentes dos nossos. Combatemos o mal em várias áreas de nossa vida: família, educação, finanças, emprego, etc. Até na igreja de vez em quando batalhamos contra Satanás. Precisamos da fé e da fidelidade de Moisés para nos ajudar a cruzar nossos “mares vermelhos” até chegarmos à Terra Prometida do Céu.


Mãos à obra
  1. Escreva sobre experiências de sua vida quando você duvidou do Senhor, e como Ele ajudou você. Concentre-se em suas emoções e reações durante todas as fases das experiências.
  2. Discuta com um amigo chegado ocasiões em que vocês veem sua fé enfraquecer. Partilhem ideias sobre a maneira de manter a fé forte quando vocês forem tentados a duvidar do plano do Senhor.
  3. Compute os resultados lógicos de certas experiências de vida, depois reflita na maneira como o Senhor realizou as coisas de modo diferente do que era lógico. Passe algum tempo pensando sobre suas reações a esses eventos e como você acha que sua fé atuou.
  4. Leia o livro de Jó. Faça uma lista de ocasiões em que a fidelidade de Jó podia ter enfraquecido, mas não enfraqueceu. Faça outra lista de ocasiões em que você foi provado. Compare suas experiências e reações com as de Jó.

Samson Oguttu | Nairóbi, Quênia