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sábado, 13 de fevereiro de 2010

O fruto do Espírito Santo é bondade





“Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos” (Ef 2:10, NVI).


As boas obras demonstram uma vida cristã. Quando são praticadas com abnegação, elas abençoam o praticante e o beneficiário. Atos de bondade podem ser aparentemente pequenos aos olhos do mundo, mas grandes aos olhos de Deus, quando praticados para Sua honra e glória.





Os outros sabem?


São oito da manhã. Tomo o desjejum, pego minha Bíblia e ligo o carro. É sábado, e estamos a caminho da igreja. Antes de entrar no carro, noto o vizinho olhando para nós num misto de curiosidade e surpresa. Fico cogitando o que ele pensa de nós. Quem somos nós para ele? Na verdade, não lhe causamos problemas. E na semana passada devolvi para ele um pacote que ele havia esquecido no estacionamento do nosso prédio.


Mas a questão vai além disso. Será que ele compreende que estamos indo para a igreja? Será que ele sabe que somos cristãos? É claro que ele sabe, digo a mim mesmo. Mas se ele sabe mesmo que somos cristãos, como é que ele sabe? Por causa de nossos atos? Por que sou um “bom sujeito” ou uma “boa pessoa”? Quem define o que faz de alguém uma boa pessoa? Porque, na verdade, ele é um vizinho muito bom, talvez o melhor da vizinhança; mas, tanto quanto eu saiba, não vai à igreja.


Enquanto me afasto com o carro, aceno com a mão para cumprimentá-lo, e pergunto a mim mesmo: Será que ele sabe que estou verdadeiramente procurando ter um relacionamento especial com Deus?


Parece óbvio que exista uma relação íntima entre bondade e comportamento externo. Contudo, devemos questionar se temos o conceito correto. Do que depende o ato de “ser bom”? Qual é a fonte disso? Qual é a motivação por trás do fato de ser bom? Será que nossa motivação se baseia em conceitos mundanos? Ou será que se aproxima da bondade de Jesus? Isso é especialmente importante, porque a bondade de Jesus sempre mostrou Seu íntimo relacionamento com o Pai.


Em resumo, devemos perguntar a nós mesmos se nossa “bondade” fala a nossos atos, nossa religião, ou nosso verdadeiro relacionamento com Deus. “Não é somente pregando a verdade, ou distribuindo literatura, que seremos testemunhas de Deus. Lembremo-nos de que uma vida semelhante à de Cristo é o mais poderoso argumento que pode ser apresentado em favor do cristianismo, e que o cristão que não é fiel à sua profissão causa mais dano ao mundo do que um mundano” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 21).


Mãos à Bíblia
Na Bíblia, o sentido mais profundo e absoluto de “bom” é um predicado exclusivo de Deus. Assim, embora a palavra bom seja usada livremente em muitas circunstâncias, 


apesar de haver indivíduos bom e maus (Mt 5:45 para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos ),
embora seja possível os cristãos praticarem boas obras (Ef 2:10 Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas. ), 
e Deus haja declarado que tudo o que criou era “muito bom” (Gn 1:31 Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia. ), 
Jesus afirma que só Deus é “bom” (Mc 10:18  -  Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus.). 


Só Deus é absoluto. Todos os outros têm graus de bondade quando comparados a esse padrão absoluto.


1. Como a bondade de Deus se revela em nossa vida? 


Êx 33:19 -  Respondeu-lhe: Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do SENHOR; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer.  

Sl 25:8 -  Bom e reto é o SENHOR, por isso, aponta o caminho aos pecadores. 

Sl. 86:5  -  Pois tu, Senhor, és bom e compassivo; abundante em benignidade para com todos os que te invocam.

Sl. 107:21 -  Rendam graças ao SENHOR por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens! 

Na 1:7 - O SENHOR é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam.  

Rm 8:28 - Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. 



2. Qual é a maior revelação da bondade de Deus à humanidade? 


Jo 14:9 - Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? 

Hb 1:2, 3 - nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,

Patty Lopez | Arlington, EUA





quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Coração em forma de fruta




Problemas de coração 

Sl 51:10, 11 - Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito. 

Quando Davi se sentiu “exposto” pelo profeta Natã por seu caso de adultério com Bate-Seba, fez algo que seria muito incomum para qualquer oficial de governo apanhado em circunstâncias semelhantes hoje: admitiu o pecado. Imagino que ele tenha feito o equivalente a olhar para as câmeras e confessar todo o incidente sórdido.

Quando Davi foi confrontado com seu pecado, admitiu o que havia feito, em vez de tentar desculpar aquilo como um equívoco ou um lapso de julgamento. Ele nem mesmo se internou numa clínica de reabilitação para vencer alguma substância que lhe houvesse anuviado a mente. Aqui se encontra uma clara manifestação da obra do Espírito Santo. Quando o fruto do amor redentor de Deus começa a brotar em nós, somos capacitados a ver claramente o que somos, e, então, somos capazes de confessar sem medo. Além do mais, somos capazes de reconhecer que nossos pecados são mais do que ofensas cometidas contra outros. Em última análise, são pecados contra o próprio Deus.

O fato de ter Davi reconhecido isso é evidenciado por sua confissão: “Contra Ti, só contra Ti, pequei e fiz o que Tu reprovas” (Sl 51:4, NVI). Ele não confessou que havia pecado contra Bate-Seba, a quem havia seduzido e engravidado, ou contra o marido dela, Urias, a quem havia enviado para ser morto em batalha. Clamou a Deus e pediu Seu perdão.

Quando Davi pediu um novo coração, usou a palavra hebraica bara, que significa “criar” (Sl 51:10). É a mesma palavra usada na narrativa da Criação, em Gênesis 1. Em certo sentido, então, Davi estava pedindo a Deus que criasse, do nada, algo totalmente novo, assim como Ele criou o mundo. Não estava pedindo a Deus que simplesmente tirasse a corrupção que estava lá e o consertasse. Desejava um novo coração que seguisse a Deus.

Quando confrontados com a realidade de nosso coração pecaminoso, não precisamos correr e nos esconder envergonhados. Podemos confessar livremente nossos pecados sem lamentar: “O que será que Deus vai fazer comigo?” Podemos livremente permitir que o Espírito Santo nos transforme e crie um novo coração em nós que se pareça com o coração de Cristo.

Vendo o Pai, vendo a nós mesmos 

Jo 14:9 -  Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?

Em certa ocasião, o discípulo Filipe pediu a Jesus que mostrasse a ele e aos outros discípulos o Pai. Leia a resposta de Jesus em João 14:9. Esse ponto é mais tarde enfatizado pelo escritor de Hebreus, que descreveu Jesus como representação exata de Deus e o sustentador de todas as coisas. 

Veja Hebreus 1:1-3 - Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,

Precisamos compreender que, a fim de conhecermos Jesus, e, dessa forma, conhecermos o Pai, o Espírito Santo precisa estar trabalhando dentro de nós. O Espírito desempenha papel indispensável em nos revelar o modo de ser de Deus e, portanto, o caráter de Deus 

Jo 16:5-15 - Mas, agora, vou para junto daquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta: Para onde vais? Pelo contrário, porque vos tenho dito estas coisas, a tristeza encheu o vosso coração. Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado. Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora; quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso é que vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.

Todos nós estamos em apuros 

Rm 3:12-20  -    todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos. Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. 

Rm. 7:7-12 -  Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado. Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte. Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou. Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.

Se tão-somente pudéssemos aceitar o fato de que todos somos pecadores, seria mais fácil desenvolver um espírito de misericórdia uns para com os outros. A maioria dos cristãos prontamente reconhece que é pecadora. O problema é que demasiadas vezes olhamos com grande repugnância e desprezo para os outros porque temos a ideia de que o pecado deles é pior que o nosso 

Mt 7:1-6 - Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão. Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem.

Desculpamos a nós mesmos e imaginamos que aquilo em que fomos apanhados não é tão repreensível como a situação da outra pessoa. A Bíblia, contudo, nega categoricamente essa falácia (Rm 3:12). 

Reagimos naturalmente dessa forma quando enfrentamos nossos pecados. Adão e Eva foram rápidos para colocar a culpa no outro quando Deus os confrontou. Desde então, todas as pessoas têm feito o mesmo. Mas o Espírito é capaz de quebrar esse círculo e dar-nos a plenitude de vida que Jesus prometeu.

Considere o fruto da bondade, e pense sobre quão melhor sua vida seria se a bondade de Deus transformasse seu coração. Não saia do caminho como alguns fazem quando acham que são tão maus que Deus não pode fazer nada com eles. Quando aceitamos que somos salvos pela graça de Deus, demonstrada por Cristo e atuante em nossa vida por meio do Espírito Santo, podemos começar a experimentar a paz de Cristo prometida em Mateus 11:29 e 30 - Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. 

Mãos à Bíblia
3. Leia Romanos 3:12-20. Como vemos a realidade dessas palavras ao nosso redor? Como você vê manifesta em sua própria vida?

Um dos fatos tristes da vida é que pode haver pessoas muito talentosas e bem dotadas, encantadoras, carismáticas, pessoas de grande habilidade e inteligência que frequentemente rotulamos como “boas” quando, de fato, são corruptas até o cerne. Quando temos diante de nós a ideia da bondade de Deus, podemos entender muito melhor qual é, realmente, a bondade humana. Com frequência, ouvimos as pessoas não cristãs dizerem que não entendem o que os cristãos querem dizer ao afirmar que o ser humano é naturalmente pecaminoso. Afinal, não existem pessoas que fazem coisas boas, que expressam generosidade, abnegação e amor incondicional? Já não vimos pessoas assim? Como você responderia a esse tipo de argumento?

Paul Kevin Wells | Grand Prairie, EUA



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Bondade revelada


“A glória de Deus é Seu caráter. Enquanto estava no monte, fervorosamente intercedendo com Deus, Moisés orou: ‘Mostra-me, peço-Te, a Tua glória.’ Em resposta Deus declarou: ‘Farei passar toda a Minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do Senhor; terei misericórdia de quem Eu tiver misericórdia e Me compadecerei de quem Eu Me compadecer’ (Êx 33:18, 19). A glória de Deus – o Seu caráter – foi, então, revelada. ‘E, passando o Senhor por diante dele, clamou: Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado’ (Êx 34:7). ... Cristo deseja que Seus seguidores revelem na vida esse mesmo caráter. Em Sua oração intercessora pelos discípulos, Ele declarou: ‘Eu lhes tenho transmitido a glória [caráter[ que Me tens dado, para que sejam um, como Nós o somos; Eu neles, e Tu em Mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que Tu Me enviaste e os amaste como também amaste a Mim’ (Jo 17:22, 23; Ellen G. White, Maravilhosa Graça [MM 1974], p. 320).

“A igreja é muito preciosa aos olhos de Deus. Ele não a avalia por suas prerrogativas exteriores, mas pela sincera piedade que a distingue do mundo. Estima-a segundo o crescimento dos membros no conhecimento de Cristo, segundo o progresso na experiência espiritual. Cristo anseia receber de Sua vinha os frutos da santidade e desinteresse. Espera que sejam cumpridos os princípios de amor e benignidade. Toda a beleza da arte não pode ser comparada à do temperamento e caráter que devem ser revelados nos representantes de Cristo. A atmosfera de graça que circunda o crente, o Espírito Santo que opera na mente e no coração, é que o torna um cheiro de vida para vida, e faculta a Deus o abençoar Sua obra” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 298). 

“Na história do bom samaritano, Cristo ilustra a natureza da verdadeira religião” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 497).

Mãos à Bíblia
4. Qual é a relação entre a bondade de Deus e Sua Lei?  

Rm 7:7-12 -  Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado. Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte. Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou. Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.

No plano da salvação, a Lei de Deus é indispensável, porque sem Lei não existe pecado, e sem pecado, não há necessidade de um Salvador.

5. No Salmo 40:8, Davi escreveu: “Agrada-me fazer a Tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a Tua Lei.” Então, por que alguns podem crer que a guarda da Lei é um fardo?

Pense em todos os benefícios práticos de guardar a Lei de Deus. Pense como melhora a qualidade de vida aqui e agora.

Carlos A. Quintana | Arlington, EUA

Extraído de:   http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/jovens/2010/frlicj712010.html


Fazer o que é certo porque é certo




“O homem que tenta observar os mandamentos de Deus por um senso de obrigação apenas – porque é requerido que assim faça – jamais sentirá o prazer da obediência. Não obedece. Quando, por contrariarem a inclinação humana, os reclamos de Deus são considerados um fardo, podemos saber que a vida não é uma vida cristã. A verdadeira obediência é a expressão de um princípio interior. Origina-se do amor à justiça, o amor à Lei de Deus. A essência de toda justiça é lealdade ao nosso Redentor. Isso nos levará a fazer o que é reto porque é reto, porque a retidão é agradável a Deus” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 97, 98).


O verdadeiro respeito não pode ser imposto. Precisa ser conquistado. Da mesma forma, a verdadeira obediência não pode ser compulsória. Fazer o que é certo deve vir do senso de que fazer determinada coisa é o correto e constitui o melhor interesse daquele que a faz. Chegar a esse ponto requer o desenvolvimento de um precursor fundamental – a confiança.


Qualquer pai ou mãe de uma criança pequena enfrenta uma tarefa crítica: ensinar a criança a escovar os dentes e ensinar-lhe o porquê de a escovação ser uma boa coisa. Se a criança não desenvolve boa higiene oral cedo na vida, é difícil conseguir isso mais tarde. Espera-se que um dia a criança perceba que escovar os dentes é simplesmente a coisa certa a ser feita.


Pergunte a si mesmo por que você escova os dentes todos os dias. Tenho certeza de que a resposta não é “porque meus pais me disseram para fazer isso”. Os esforços de seus pais para ensiná-lo a escovar os dentes não tinham a intenção de sufocar sua liberdade, mas de garantir que você tivesse todos os seus dentes quando chegasse à maturidade.


O desenvolvimento de um bom caráter é exatamente a mesma transação. Seu Pai celestial trabalha diligentemente para ensinar a você o que deve e o que não deve fazer, não para sufocá-lo nem controlá-lo, mas para protegê-lo e transformá-lo em algo magnífico – uma pessoa que reflete Seu caráter e Sua beleza. Quando você acreditar que esse é o único e exclusivo motivo dEle, essa transformação poderá ocorrer.


Mãos à Bíblia
Não podemos mudar facilmente, especialmente os aspectos ruins de nosso caráter. O fruto do Espírito, que é a bondade, é mais interior, alcançando cada pensamento, palavra e ato da pessoa religiosa. Isso requer que os motivos sejam corretos, antes que consideremos “boa” qualquer ação.


6. Como podemos nos tornar “bons”? 


Sl 51:10  -  Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.  


Sl 119:9  -  De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra.


7. Compare esses textos com o que Paulo diz em 


Romanos 7:18  -  Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. 


Como todos esses textos estão relacionados?


8. No capítulo 7 de Romanos, Paulo expressa sua decepção porque, apesar das melhores intenções, ele não tinha força dentro de si mesmo para fazer o bem (v. 18, 19). Mas, no capítulo 8, versos 1-4  - Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito., 


ele revela o segredo do cristão para vencer o dilema. Qual é o segredo? Medite no que significa “andar no Espírito”. Como isso é feito?

Timothy A. Whitley | Houston, EUA




segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Pare de tentar ser bom




Não há absolutamente nenhuma receita humana que possa nos ajudar a ser bons. Ser bom simplesmente não é parte de nossa natureza humana pecaminosa.


(Jr 13:23  -  Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal. 


Rm 3:10-12  -  como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer 


Rm. 7:18-25  -  Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado


Muitos sistemas religiosos são baseados no esforço humano de ser bom. Isso é perigosamente atrativo, porque não temos de renunciar ao controle de nossa vida a qualquer poder superior. Contudo, desenvolver o fruto da bondade é permitir que o Espírito Santo opere em nós (Ez 11:19, 20  - Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne; para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os executem; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. ). 


O segredo está em se entregar ao Espírito Santo. Essa entrega exige fé. Quando você tem fé em Deus, Ele pode começar a desenvolver Seu caráter em você. Então, a bondade começará a crescer em seu coração. A seguir, estão algumas medidas que você pode tomar, as quais o(a) ajudarão a entregar a vida a Deus:


Reconheça sua necessidade. 


O mundo nos ensina que precisamos confiar no eu para alcançar o sucesso. Contudo, como cristãos, precisamos admitir que nossa natureza pecaminosa nos controla mais do que pensamos. Não podemos confiar em nós mesmos para fazer essa entrega a Deus. A solução é a dependência dEle. Faça do reconhecimento de sua necessidade dEle sua prioridade número um (1Jo 3:4-7  - Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei. Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado. Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu. Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo.).


Mantenha a conexão. 


Seguir o método orar-estudar-obedecer-partilhar-louvar é a evidência de que você está participando da renovação da “natureza”. Esse é também o meio que o Espírito Santo usa para nos ajudar a edificar nossa fé (Jo 15:4  - permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim. ).


Seja honesto com Deus. 


Ser transformado à imagem de Deus pode ser tão desconcertante quanto excitante. Às vezes, Ele nos leva em direções para as quais simplesmente não queremos ir. Seja honesto com Ele. Conte-lhe como você se sente a respeito dessas ocasiões. Afinal de contas, Ele é o seu melhor amigo (Sl 77; 88:6, 9  - Puseste-me na mais profunda cova, nos lugares tenebrosos, nos abismos.   - Os meus olhos desfalecem de aflição; dia após dia, venho clamando a ti, SENHOR, e te levanto as minhas mãos).


Dê-Lhe seu tudo. 


Seus planos, ideias, projetos e sonhos. Há uma aventura magnífica esperando por você quando se tornar o barro nas mãos dEle 


Ef 3:20, 21  -  Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!


Jr 29:11 -  Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais.


Mãos à Bíblia
Jesus assinalou que, assim como uma árvore é conhecida por seus frutos, seremos conhecidos pelo tipo de vida que vivemos. Jesus leva um passo adiante a importância das boas obras quando declara que aqueles que vivem sem as boas obras não terão permissão para entrar no reino do Céu (veja Mt 25:41-46  - Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me. E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos? Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer. E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna).


9. Que afirmação taxativa fez Paulo sobre o cristão e as boas obras? 


Ef 2:10  -  Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.


Tt 2:14  -  o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.

Patrícia Flores Sauza | Del Iztapalapa, México